Hegel e Marx utilizaram o método dialético para analisar a história, porém com algumas diferenças significativas em suas concepções.
Para Hegel, a história era vista como um processo de evolução espiritual, em que o Espírito Absoluto se realiza por meio de contradições internas que são resolvidas dialecticamente. Ele acreditava que a história progredia por meio de estágios, culminando no Estado como a mais alta manifestação da liberdade. Para Hegel, a contradição era fundamental para o progresso da história, mas não necessariamente ligada à luta de classes.
Por outro lado, Marx inverteu a dialética hegeliana ao afirmar que são as condições materiais de existência que determinam a superestrutura (política, cultura, ideologia) de uma sociedade. Ele via a história como a luta de classes, em que as contradições entre os interesses da classe dominante e da classe dominada levam a mudanças sociais e revoluções. Para Marx, a contradição principal está na relação entre capital e trabalho, e a superação do capitalismo levaria à sociedade comunista sem classes.
Assim, enquanto Hegel enfatizava a evolução espiritual da história e via o Estado como seu ápice, Marx destacava o papel das relações de produção e a luta de classes como motores da mudança histórica em direção ao socialismo.