Existem diversos argumentos contra a ideia de que a investigação científica começa com a observação. Alguns desses argumentos incluem:
1. Teoria precede a observação: Muitas vezes, as teorias científicas são desenvolvidas antes mesmo da observação experimental. As teorias fornecem estruturas conceituais que orientam a observação, podendo inclusive influenciar naquilo que é observado.
2. Vieses cognitivos: Os cientistas podem ter vieses cognitivos que afetam a maneira como eles observam e interpretam os fenômenos. Esses vieses podem distorcer a percepção da realidade e influenciar os resultados da investigação.
3. Interpretação subjetiva: A interpretação dos dados observados é muitas vezes subjetiva e pode variar de acordo com as crenças, valores e experiências do cientista. Isso pode levar a conclusões equivocadas ou enviesadas.
4. Serendipidade: Algumas descobertas científicas importantes ocorrem de forma não intencional, por meio de acasos ou coincidências, e não necessariamente a partir da observação planejada. Isso questiona a ideia de que a investigação científica começa com a observação.
Portanto, embora a observação seja fundamental na atividade científica, existem argumentos que questionam a ideia de que a investigação científica sempre começa com a observação direta dos fenômenos.