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Movimento retrógrado de um planeta

Física

O movimento retrógrado é o movimento de um planeta em uma direção oposta a de outros corpos de seu sistema solar, conforme observado de um ponto de referência particular.
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É interessante, nas noites de céu claro, observar o céu e ver a infinidade de estrelas que ele possui. Quando observamos o céu, não necessariamente vemos somente estrelas e galáxias, podemos também estar vendo alguns planetas. Normalmente as pessoas acreditam que, por estarem muito longe, não podemos enxergá-los a olho nu. No entanto, podemos ver, a olho nu, cinco planetas.

Os planetas que vemos são Mercúrio, cuja observação é bastante difícil; e Vênus, que também é conhecido por muitos como estrela-d’alva. Vênus é visível, geralmente, por apresentar um brilho bastante intenso ao amanhecer e ao anoitecer. Os outros planetas que podemos enxergar são Marte, Júpiter e Saturno, que, de acordo com a época do ano, podem ser vistos com facilidade toda noite.

Através de duas dicas básicas podemos encontrar esses planetas no céu estrelado. Esses planetas se parecem bastante com estrelas brilhantes, porém eles praticamente não cintilam. Outra dica é que os planetas não possuem no céu uma posição fixa em relação às demais estrelas do Universo, ou seja, enquanto vemos sempre uma estrela na mesma posição, os planetas, com o passar dos dias (tempo), mudam de posição, percorrendo o céu mais ou menos na mesma faixa que percorrem a Lua e o Sol.

Os astrônomos há muitos séculos descobriram que todos os planetas que possuem órbitas externas à órbita da Terra, em certa época do ano, recuam em sua trajetória, descrevendo um “laço” no céu e retomando depois o sentido anterior de sua trajetória. Os astrônomos perceberam, então, que durante esse período esses planetas descrevem um movimento retrógrado, mas, na verdade, esse movimento é um movimento aparente em razão das posições da Terra e do planeta.

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Na figura abaixo podemos ver o movimento retrógrado descrito por um planeta que possui órbita externa à órbita da Terra. Na figura são representadas nove posições sucessivas da Terra e também do planeta em tempos iguais. Cada semirreta que liga a Terra ao planeta indica a posição em que o planeta é visto no céu em relação ao cenário das estrelas fixas. Acompanhando a extremidade dessas semirretas nesse cenário é fácil ver que de 1, cuja extremidade não aparece, até a extremidade 4, o sentido do movimento do planeta é o da seta que indica o sentido “normal” da trajetória.

Na extremidade da semirreta 4, no entanto, o movimento aparente cessa e o planeta parece recuar. Veja que a extremidade da semirreta 5 recua em relação ao sentido do movimento aparente anterior. Esse recuo aparente continua até à extremidade da semirreta 6, quando então cessa, e o planeta volta ao sentido anterior de seu movimento aparente.

É no período de translação que há maior proximidade entre o planeta e a Terra, por isso é também a época em que o planeta brilha mais e sua observação é mais proveitosa, do ponto de vista astronômico.

Esquema explicativo do movimento retrógrado de um planeta


Por Domiciano Marques
Graduado em Física

Movimento retrógrado de Marte (à frente) e Urano (ao fundo)
Movimento retrógrado de Marte (à frente) e Urano (ao fundo)

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SILVA, Domiciano Correa Marques da. "Movimento retrógrado de um planeta"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/fisica/movimento-retrogrado-um-planeta.htm. Acesso em 19 de setembro de 2019.

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