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Golfe

Educação Física

Acredita-se que o golfe tenha origem romana, mas foi na Escócia que ele ganhou forma. Basicamente, para jogar golfe, basta uma bolinha, um taco e um buraco no chão.
Jogo de Golfe - Basta uma bolinha, um taco e um buraco no chão
Jogo de Golfe - Basta uma bolinha, um taco e um buraco no chão
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O Golfe é um esporte considerado como elitista no Brasil, mas isso só ocorre porque não temos tradição nessa prática. Para jogar golfe, basta uma bolinha, um taco e um buraco no chão. Olhando por esse lado, fica até difícil entender porque as crianças não brincam de golfe na rua ou porque o golfe não é um esporte que integre o currículo escolar.

Acredita-se que o golfe tenha origem romana, especificamente na paganica. A paganica era um jogo em que se batia com um pau torto em uma bola de couro recheada de penas ou lãs. Ainda que não haja comprovações sobre essa origem, não é difícil notar as semelhanças entre a paganica e o golfe. Os contornos próprios do golfe ganharam suas formas na Escócia: trata-se de rebater uma pequena bola, com o auxílio de um taco, até cair em um determinado buraco. O percurso que a bola deve realizar para atingir seu objetivo leva o nome do buraco a ser atingido e, algumas vezes, esse percurso tem algumas dificuldades que precisam ser ultrapassadas, como árvores, areia e poços.

Ainda que existam minicampos de golfe em shoppings, oficialmente o golfe é jogado em grandes campos que compreendem dezoito percursos distintos. A pontuação do golfe é bastante curiosa: A quantidade de tacadas a ser feita até que a bolinha atinja o buraco determinado é chamada de par. Para cada distância, há um determinado número de pares. Além disso, cada pontuação apresenta uma nomenclatura diferente, que será descrita a seguir:

  • Condor: Quando o jogador atinge seu objetivo em quatro tacadas a menos do que o par;
  • Albatross: Com três tacadas a menos do que o par;
  • Eagle: Com duas tacadas a menos do que o par;
  • Birdie: Com uma tacada a menos do que o par;
  • Par: Número de tacadas igual ao par determinado;
  • Bogey: Quando o jogador precisa de uma tacada a mais do que o par para atingir o buraco;
  • Double Bogey: Com duas tacadas a mais do que o par;
  • Triple Bogey: Com três tacadas a mais do que o par;
  • Quadruple Bogey: Com quatro tacadas a mais do que o par.

Quando ocorre de o jogador acertar o buraco com apenas uma tacada, essa jogada leva o nome de hole in one. É raríssima de acontecer e, quando acontece, o esporte profissional costuma dar premiações extras para o atleta realizador do feito. Já no esporte amador, proibido de receber recompensas extrínsecas, é o atleta quem paga almoços e jantares para comemorar a jogada. Se, por um lado, executar um hole in one é raro, imagine duas jogadas dessas consecutivas! Essa é uma curiosidade do golfe: a primeira pessoa a realizar o feito foi uma mulher (que só puderam ingressar profissionalmente no golfe a partir de 1944): Laura Cox, em 1977, na Austrália.

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Se o jogador acertar a bola em locais de difícil acesso – como lagos ou topos de árvores, é permitido que ele recoloque a bola em um local mais próximo possível, mas que o permita dar a próxima tacada. No entanto, lhe é dado uma tacada como penalidade.

Ao contrário de muitos esportes, o juiz não fica ao lado do buraco para acenar se a bola cumpriu efetivamente o seu trajeto: sua função é executar as regras e atuar discutindo com os atletas, atuando sempre que houver infração nas regras. Uma figura muito peculiar, que só existe no universo do golfe, é o Caddie, cuja função primeira é carregar a bolsa com os tacos dos atletas, mas que também são considerados esportistas, pelo alto conhecimento que adquirem ao acompanhar de muito perto a prática do golfe.

Uma última curiosidade: o golfe está prestes a se tornar um esporte olímpico. Isso acontecerá nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, quando passará a integrar o quadro de modalidades disputadas.

Por Paula Rondinelli
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em Educação Física pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Mestre em Ciências da Motricidade pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP
Doutoranda em Integração da América Latina pela Universidade de São Paulo - USP

 

Esporte - Educação Física - Brasil Escola

 

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

RONDINELLI, Paula. "Golfe"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/golfe.htm. Acesso em 21 de agosto de 2019.

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