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Criptorquidia

A criptorquidia atinge cerca de 4% dos meninos
A criptorquidia atinge cerca de 4% dos meninos
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A criptorquidia consiste no não descimento de um ou dos dois testículos para a bolsa escrotal, geralmente causado por hérnias, falta de estímulo hormonal ou por alterações na região do abdome. Lembre-se que os testículos são desenvolvidos na cavidade abdominal, na formação intrauterina.

Ela é uma das anomalias genitais mais comuns em meninos, sendo que, em alguns casos, em um período de aproximadamente um ano e meio, os testículos são capazes de se alojar da forma correta, sem que seja necessário recorrer a cirurgias ou a tratamentos mais simples.

Os testículos precisam ter temperatura um pouco abaixo da corpórea, a fim de preservar seus espermatozoides. Para tal, o escroto possui mecanismos que permitem com que eles estejam mais próximos do corpo em situações de frio, ou mais afastados em temperaturas mais altas. Assim, o não tratamento da criptorquidia pode causar infertilidade masculina, uma vez que não permite estas mudanças de acordo com as necessidades do organismo. Além disso, há o risco do portador desenvolver neoplasias (tumores malignos), uma vez que a posição anômala e alterações de temperaturas favorecem esses quadros.

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Levando em consideração os fatores já citados e o fato de que algumas células e a produção de testosterona podem ser comprometidas, é importante diagnosticar o quanto antes esta alteração: apalpar os testículos da criança, a fim de observar a disposição correta dos testículos é a maneira mais simples.

O uso da gonadotrofina coriônica por via venosa pode ser indicado para seu tratamento, já que provoca o amadurecimento dos testículos, auxiliando nos processos finais de migração para o escroto. Entretanto, na maioria dos casos o paciente deve se submeter a processos cirúrgicos, permitindo que o cordão espermático faça a migração.

 

Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Escritor do artigo
Escrito por: Mariana Araguaia Escritor oficial Brasil Escola

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

ARAGUAIA, Mariana. "Criptorquidia"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/doencas/criptorquidia.htm. Acesso em 21 de abril de 2024.

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