A precarização das relações de trabalho do assistente social no campo da saúde é um fenômeno que tem sido observado com preocupação nos últimos anos. Isso se deve, em grande parte, à crescente flexibilização das leis trabalhistas, que favorecem a instabilidade e a fragilidade dos vínculos empregatícios dos profissionais da área.
Com a ampliação de formas de contratação precária, como terceirizações, contratos temporários e trabalho autônomo, os assistentes sociais muitas vezes se veem submetidos a condições de trabalho desfavoráveis, com baixos salários, falta de benefícios e pouca segurança laboral. Além disso, a sobrecarga de trabalho, a falta de reconhecimento profissional e a ausência de políticas de valorização e capacitação continuada contribuem para a precarização das relações de trabalho nesse campo.
Diante desse cenário, torna-se essencial que os assistentes sociais estejam atentos aos seus direitos trabalhistas e atuem de forma coletiva para reivindicar melhores condições de trabalho. Além disso, é importante que as instituições empregadoras e os órgãos reguladores promovam políticas que garantam a qualidade e a dignidade no exercício profissional dos assistentes sociais no campo da saúde. A valorização da atuação desses profissionais é fundamental para a melhoria dos serviços prestados à população e para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.