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Formação da Monarquia Nacional Portuguesa

História Geral

D. Afonso Henriques e D. João I: personagens centrais na consolidação do Estado Nacional Português
D. Afonso Henriques e D. João I: personagens centrais na consolidação do Estado Nacional Português
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A instalação das monarquias espanhola e portuguesa é usualmente compreendida a partir das guerras que tentaram expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. Desde o século VIII os árabes haviam dominado boa parte do território ibérico em função da expansão muçulmana ocorrida no final da Alta Idade Média. A partir do século XI, no contexto das Cruzadas, os reinos cristãos que dominavam a região norte formaram exércitos com o objetivo de reconquistar as terras dos chamados “infiéis”.

Os reinos de Leão, Castela, Navarra e Aragão juntaram forças para uma longa guerra que chegou ao fim somente no século XV. Nesse processo, os reinos participantes desta guerra buscaram o auxílio do nobre francês Henrique de Borgonha que, em troca, recebeu terras do chamado condado Portucalense e casou-se com Dona Teresa, filha ilegítima do rei de Leão. Após a morte de Henrique de Borgonha, seu filho, Afonso Henriques, lutou pela autonomia política do condado.

A partir desse momento, a primeira dinastia monárquica se consolidou no Condado Portucalense dando continuidade ao processo de expulsão dos muçulmanos. As terras conquistadas eram diretamente controladas pela autoridade do rei, que não concedia a posse hereditária dos feudos cedidos aos membros da nobreza. Paralelamente, a classe burguesa se consolidou pela importante posição geográfica na circulação de mercadorias entre o Mar Mediterrâneo e o Mar do Norte.

No ano de 1383, o trono português ficou sem herdeiros com a morte do rei Henrique I. Nesse momento, o reino de Castela tentou reivindicar o domínio das terras lusitanas apoiando o genro de Dom Fernando. Sentindo-se ameaçada, a burguesia lusitana empreendeu uma resistência ao processo de anexação de Portugal formando um exército próprio. Na batalha de Aljubarrota, os burgueses venceram os castelhanos e, assim, conduziram Dom João, mestre de Avis, ao trono português.

Essa luta – conhecida como Revolução de Avis – marcou a ascensão de uma nova dinastia comprometida com os interesses da burguesia lusitana. Com isso, o estado nacional português se fortaleceu com o franco desenvolvimento das atividades mercantis e a cobrança sistemática de impostos. Tal associação promoveu o pioneirismo português na expansão marítima que se deflagrou ao longo do século XV.

Por Rainer Sousa
Graduado em História

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Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SOUSA, Rainer Gonçalves. "Formação da Monarquia Nacional Portuguesa"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiag/formacao-monarquia-nacional-portuguesa.htm. Acesso em 25 de agosto de 2019.

Lista de Exercícios
Questão 1

(PUC-MG) A Revolução do Mestre de Avis (1383-1385) possibilitou a ascensão de uma nova dinastia em Portugal, com d. João I, estendendo-se até 1580, quando ocorreu a União Ibérica. A vitória de d. João I, o mestre de Avis:

  1. implicou uma reorientação da política expansionista portuguesa, ameaçando os interesses espanhóis na região de Flandres.
  2. proporcionou o alargamento territorial com uma política agrária agressiva, visando à obtenção de recursos destinados à colonização ultramarina.
  3. contou com o apoio da França contra a Inglaterra e a Espanha, países rivais de Portugal nas disputas ultramarinas.
  4. deu uma nova orientação à política expansionista, voltando-se para o ultramar, sendo a conquista de Ceuta seu marco inicial.
  5. viabilizou a organização da expedição de Vasco da Gama, com o Erário Real destinando somas elevadas para o empreendimento.

Questão 2

(Mackenzie-SP) As razões do pioneirismo português na expansão marítima dos séculos XV e XVI foram:

  1. a invasão da península Ibérica pelos árabes e a conquista de Calicute pelos turcos.
  2. a assinatura do Tratado de Tordesilhas por Portugal e pelos demais países europeus.
  3. um Estado liberal centralizado, voltado para a acumulação de novos mercados consumidores.
  4. as guerras religiosas, a descentralização política do Estado e o fortalecimentos dos laços servis.
  5. uma monarquia centralizada, interessada no comércio de especiarias.

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