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Goiás

Geografia do Brasil

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Goiás é um dos estados brasileiros que integram a região Centro-Oeste do país. Faz divisa com o Distrito Federal e outras cinco unidades federativas. O estado conta atualmente com 7,1 milhões de habitantes, sendo sua capital, Goiânia, o município mais populoso.

Está inserido no Cerrado e dispõe de clima predominantemente Tropical, com relevo marcado pela presença de planaltos e chapadas. Consiste na segunda economia da região, com destaque para a produção agropecuária e de etanol.

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Dados gerais de Goiás

  • Região: Centro-Oeste
  • Capital: Goiânia
  • Governo: democracia representativa
  • Área territorial: 340.242,854 km² (IBGE, 2020)
  • População: 7.113.540 habitantes (IBGE, 2020)
  • Densidade demográfica: 17,65 hab./km² (IBGE, 2010)
  • Fuso: Horário Padrão de Brasília (GMT -3 horas)
  • Clima: Tropical Semiúmido

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Geografia de Goiás

Goiás é um estado brasileiro localizado no Centro-Oeste do país, e tem como capital o município de Goiânia. Com 340.242,85 km², é o sétimo estado em área do Brasil e o terceiro da região a que pertence.

O estado faz fronteira com o Distrito Federal, que está inserido na porção oriental de seu território, e com outras cinco unidades da federação, sendo elas:

O clima predominante em Goiás é o Tropical Semiúmido. Caracteriza-se por verões quentes e chuvosos, com pluviosidade concentrada entre os meses de outubro a abril, e invernos secos, com temperaturas relativamente mais baixas e que chegam aos 12 ºC nas parcelas meridionais do território. Os termômetros podem marcar valores elevados durante os meses mais secos do ano, variando na faixa dos 30 ºC aos 40 ºC.

  • Relevo de Goiás

Inserido no Planalto Central Brasileiro, conforme a classificação do geógrafo Aziz Ab’Sáber, a morfologia dos terrenos goianos é marcada pela intensa ação dos agentes intempéricos. Em função disso, a maior parte do seu território é composta por feições como chapadas e também planaltos.

As principais áreas elevadas ficam no nordeste de Goiás, na região da chapada dos Veadeiros, onde as cotas altimétricas ultrapassam os 1200 metros. Observa-se nessa área o ponto culminante do estado: o morro do Pouso Alto, com 1676 metros.

O vale da Lua é uma das paisagens mais conhecidas e visitadas da chapada dos Veadeiros.
O vale da Lua é uma das paisagens mais conhecidas e visitadas da chapada dos Veadeiros.
  • Vegetação de Goiás

Cerca de 98% da área do estado de Goiás estão inseridos no bioma Cerrado, dispondo de cobertura vegetal característica desse domínio. Uma pequena parcela ao sudeste de seu território apresenta manchas de vegetação próprias da formação Mata Atlântica, conforme o mapeamento realizado pelo IBGE.

Um levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica, entretanto, que Goiás é o segundo estado com maior índice de desmatamento dos cerrados brasileiros, ficando atrás apenas do Mato Grosso. A área devastada é da ordem de 45.861,54 km². Diversos fatores atrelados à ação antrópica podem ser apontados como causas do desmatamento, entre eles a abertura de novas áreas agrícolas e de pastagem, principalmente no norte do estado.

Leia também: Desmatamento da Amazônia – ação antrópica que prejudica essa importante vegetação

  • Hidrografia de Goiás

O território goiano faz parte de duas importantes bacias hidrográficas nacionais: a do Paraná, que abrange o sul, e a do Tocantins-Araguaia, que inclui a maior parte do centro e todo o norte do estado. Os dois cursos d’água que dão nome à segunda bacia têm a sua nascente situada em Goiás. Além desses, outros rios que banham o território goiano são: Aporé, Vermelho, Paraná, Paranaíba, Verde, Maranhão, Claro e Paranã.

Mapa de Goiás

Fonte: IBGE
Fonte: IBGE

Demografia de Goiás

A população goiana é, atualmente, de 7.113.540 pessoas, valor esse que consiste em uma parcela de 43,1% dos habitantes da região Centro-Oeste do país. Em escala nacional, Goiás representa o 12º estado em população. Quando houve o último Censo do IBGE, em 2010, a densidade demográfica dessa unidade federativa era de 17,65 hab/km². Levando em conta os dados atualizados, tem-se hoje uma distribuição de 20,9 hab/km².

A maior parcela dos goianos vive nos centros urbanos, sendo a taxa de urbanização do estado de 90,28%, conforme o Censo de 2010. Goiânia, capital estadual, é a 10ª cidade mais populosa do Brasil e a que reúne maior número de habitantes em Goiás, contando atualmente com 1.536.097 moradores. Na sequência estão Aparecida de Goiânia (590.146) e Anápolis (391.772).

Entre os anos de 2019 e 2020, a população do estado cresceu 1,4%, taxa essa superior à nacional para o mesmo período (0,77%), o que se deve, sobretudo, à taxa de natalidade superior à de mortalidade. Temos, ainda, que a expectativa de vida ao nascer em Goiás é de 74,7 anos.

Divisão geográfica de Goiás

O IBGE divide os estados brasileiros em regiões geográficas imediatas e regiões geográficas intermediárias, classificação essa que vigora desde 2017. Os 246 municípios goianos são agrupados em 22 regiões imediatas e seis regiões intermediárias, sendo estas:

  • Goiânia, na região central do estado;
  • Itumbiara, a sudeste;
  • Rio Verde, que abrange o sul e sudoeste;
  • São Luís de Montes Belos–Iporá, a oeste;
  • Porangatu–Uruaçu, a noroeste;
  • Luziânia–Águas Lindas de Goiás, a nordeste.

Bandeira de Goiás

Economia de Goiás

Com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 195,68 bilhões, o estado de Goiás representa 2,8% da economia nacional, ficando na 9ª colocação entre as unidades federativas. Representa, ainda, o segundo maior PIB da região Centro-Oeste, atrás apenas do Distrito Federal. O setor de serviços responde por pouco mais da metade desse valor, enquanto a indústria e a agropecuária são responsáveis, respectivamente, por 20,76% e 11,45% do valor adicionado ao PIB estadual.

Além da construção civil, tem destaque no setor secundário a indústria alimentícia, a mineração, a produção de automóveis assim como as indústrias química e de metalurgia. O estado é também o segundo maior produtor brasileiro de etanol, combustível fabricado com base no milho e na cana-de-açúcar.

Impulsionada, portanto, pela indústria sucroalcooleira, a cana-de-açúcar consiste em uma das principais lavouras do estado. Com ela estão a soja, o milho, o algodão e o feijão. A pecuária possui papel igualmente importante na economia goiana.

Veja também: Concentração e desconcentração industrial no Brasil

A cana-de-açúcar e o etanol são destaques da economia do estado de Goiás.
A cana-de-açúcar e o etanol são destaques da economia do estado de Goiás.

Governo de Goiás

O governo goiano é do tipo democrático representativo, com eleições realizadas a cada quatro anos. O Poder Executivo estadual tem à sua frente o governador, que possui um vice-governador. O Legislativo de Goiás é formado por três senadores, 17 deputados federais e 41 deputados estaduais.

Infraestrutura de Goiás

Próximo do Distrito Federal, o estado de Goiás é atravessado por importantes rodovias que interligam a capital federal e as localidades adjacentes às demais regiões brasileiras. Uma delas é a BR-153, que corta o país no sentido Norte–Sul e vai do Rio Grande do Sul ao Pará. Além dela, algumas outras vias que entrecruzam o território goiano são: BR-010, BR-020, BR-364, BR-158, BR-070.

As ferrovias integram o sistema logístico goiano, estando elas finalizadas ou ainda em fase de construção e concessão. Esse meio de transporte tem grande valor estratégico para as cadeias produtivas de Goiás e de todo o Centro-Oeste brasileiro, sendo responsável pelo escoamento de grãos e outros produtos oriundos dessa região. Destacam-se trechos da Norte–Sul, da Ferrovia de Integração Oeste–Leste (Fiol) e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA).

O estado conta também com um complexo portuário que é parte da hidrovia Tietê-Paraná e um porto seco na cidade de Anápolis. Considerando o transporte aeroviário, localiza-se em Goiânia o principal aeroporto do estado, com voos domésticos e internacionais.

Cultura de Goiás

A cultura goiana é bastante rica e diversa, composta por elementos e tradições incorporados por populações indígenas, migrantes originários de outras regiões do Brasil, assim como portugueses, africanos e povos vindos de países vizinhos.

As festas tradicionais do estado mesclam aspectos folclóricos e religiosos, como a Procissão do Fogaréu, as Cavalhadas e a Congada. Partindo para os trabalhos manuais e artísticos, as artes plásticas e o artesanato possuem amplo destaque entre as manifestações culturais goianas. Os trabalhos de José Joaquim da Veiga Valle, nascido em Pirenópolis, são referência até hoje.

Grandes autores da literatura brasileira têm suas raízes em Goiás, como Cora Coralina e José J. Veiga. Não podemos deixar de mencionar, ainda, a música goiana, que abrange diversos estilos, com ênfase na tradicional moda de viola e no gênero sertanejo.

Na gastronomia, o arroz com pequi, o empadão goiano e a pamonha são alguns dos pratos típicos do estado.

História de Goiás

Até a chegada dos portugueses, por meio das expedições conhecidas como bandeiras, o atual território goiano era habitado pelas populações indígenas.

Cerca de três anos após sua saída de São Paulo, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, ou Anhanguera, chegou a Goiás em 1725 e foi bem-sucedido na busca por jazidas de ouro. Atribui-se a ele o início da exploração das terras do estado e também do seu povoamento. A primeira área ocupada fica onde está situada a atual Cidade de Goiás, no oeste do estado.

Goiás pertenceu à capitania de São Paulo até 1749, quando se tornou uma capitania independente. Por pouco mais de dois séculos, o Tocantins fazia parte dessa área. O desmembramento aconteceu oficialmente apenas no ano de 1988.

A atividade aurífera perdurou por meio século na região, dando lugar, então, à pecuária e à agricultura já na primeira metade do século XIX. O dinamismo econômico e urbano do estado aumentou com o estabelecimento da capital, Goiânia, em 1934, e com a Marcha para o Oeste dos anos 1950.

O avanço do modelo produtivo do agronegócio pelo Cerrado na década de 1970 possui grande relevância para a estruturação da economia goiana tal qual ela se apresenta atualmente, assim como a intensificação do processo de industrialização das décadas de 1980 e 1990.

 

Por Paloma Guitarrara
Professora de Geografia

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