Livros de distopia são obras literárias que representam sociedades em algum momento no futuro, marcadas por opressão, controle, desigualdade, vigilância ou perda de liberdade. Em geral, essas narrativas imaginam realidades negativas para criticar problemas sociais, políticos, tecnológicos ou ambientais que, muitas vezes, já estão presentes na sociedade real do presente. Alguns livros de distopia famosos que se tornaram referências são: Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, 1984, de George Orwell, O conto da aia, de Margaret Atwood e Jogos vorazes, de Suzanne Collins.
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Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre livros de distopia
- 2 - Exemplos de livros de distopia
- → A máquina do tempo, de H.G. Wells (1895)
- → Nós, de Yevgeny Zamyatin (1924)
- → Admirável mundo novo, de Aldous Huxley (1932)
- → 1984, de George Orwell (1949)
- → Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (1953)
- → Laranja mecânica, de Anthony Burgess (1962)
- → Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K. Dick (1968)
- → O concorrente, de Stephen King (1982)
- → O conto da aia, de Margaret Atwood (1985)
- → Jogos vorazes, de Suzanne Collins (2008)
- 3 - Livros de distopia brasileiros
- → Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
- → Ninguém nasce herói, de Eric Novello (2017)
- → Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela, de Ignácio de Loyola Brandão (2018)
- → A nova ordem, de Bernardo Kucinski (2019)
- → Velhos demais para morrer, de Vinicius Neves Mariano (2020)
- → Nada mais será como antes, de Miguel Nicolelis (2024)
- 4 - O que é distopia?
- 5 - Diferenças entre distopia e utopia
Resumo sobre livros de distopia
- Livros de distopia costumam representar sociedades altamente controladas, violentas ou extremamente desiguais.
- São exemplos de livros de distopia na literatura mundial:
- Admirável mundo novo, de Aldous Huxley;
- 1984, de George Orwell;
- O conto da aia, de Margaret Atwood;
- Jogos vorazes, de Suzanne Collins;
- A máquina do tempo, de H.G. Wells;
- O concorrente, de Stephen King.
- Também se destacam na literatura brasileira as obras distópicas: Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão, Velhos demais para morrer, de Vinicius Neves Mariano e A nova ordem, de Bernardo Kucinski.
- Uma distopia é uma realidade imaginária negativa de um tempo futuro na sociedade.
- O gênero critica problemas do presente por meio de futuros possíveis ou realidades alternativas.
- Entre os temas comuns de livros de distopia estão o autoritarismo, a censura, vigilância, crise ambiental, consumo e tecnologia.
- A distopia opõe-se à utopia, que imagina uma sociedade ideal ou perfeita no futuro.
Exemplos de livros de distopia
Alguns livros de distopia tornaram-se referências mundiais por retratarem sociedades controladas por governos autoritários, sistemas de vigilância ou formas extremas de organização social. Veja a sinopse de alguns dos principais títulos com essa temática.
→ A máquina do tempo, de H.G. Wells (1895)
Sinopse: “A bordo de sua máquina do tempo, o cientista que narra esta história parte do século XIX para o ano de 802701. Nesse futuro distante, ele descobre que o sofrimento da humanidade foi transformado em beleza, felicidade e paz. A Terra é habitada pelos dóceis Eloi, uma espécie que descende dos seres humanos e já formou uma antiga e enorme civilização. Mas os Eloi parecem ter medo do escuro, e têm todos os motivos para isso: em túneis subterrâneos vivem os Morlocks, seus maiores inimigos. Quando a máquina do tempo que levou o Viajante some, ele é obrigado a descer às profundezas para recuperá-la e voltar ao presente.”
→ Nós, de Yevgeny Zamyatin (1924)
Sinopse: “Em suas páginas, o autor imaginou um governo totalitário chamado Estado Único que, supostamente pelo bem da sociedade, privou a população de direitos fundamentais como o livre-arbítrio, a individualidade, a imaginação, a liberdade de expressão e o direito à própria vida. Um mundo completamente mecanizado e lógico, onde as pessoas não possuem nomes, mas sim números, e o Estado dita os horários de trabalho, de lazer, de refeições e até de sexo.
A trama traz a história de D-503, um engenheiro que vive pleno e feliz (exatamente como ordena o grandioso Estado Único), mas começa a duvidar das próprias convicções ao conhecer uma misteriosa mulher que comete a ousadia de bular regras, e que o contamina com a doença chamada imaginação.”
→ Admirável mundo novo, de Aldous Huxley (1932)
Sinopse: “Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das antiquadas palavras ‘pai’ e ‘mãe’ produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e adestradas para cumprir seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. Um mundo no qual a literatura, a música e o cinema só têm a função de solidificar o espírito de conformismo. Um universo que louva o avanço da técnica, a linha de montagem, a produção em série, a uniformidade, e que idolatra Henry Ford.
Essa é a visão desenvolvida no clarividente romance distópico de Aldous Huxley, que ao lado de 1984, de George Orwell, constituem os exemplos mais marcantes, na esfera literária, da tematização de estados autoritários. Se o livro de Orwell criticava acidamente os governos totalitários de esquerda e de direita, o terror do stalinismo e a barbárie do nazifascismo, em Huxley, o objeto é a sociedade capitalista, industrial e tecnológica, em que a racionalidade se tornou a nova religião, em que a ciência é o novo ídolo, um mundo no qual a experiência do sujeito não parece mais fazer nenhum sentido, e no qual a obra de Shakespeare adquire tons revolucionários.”
→ 1984, de George Orwell (1949)
Sinopse: “Em um futuro próximo, um único soberano governa o estado totalitário da Oceania: o Grande Irmão. Embora nunca tenha sido visto, ninguém escapa à vigilância asfixiante do olho que tudo vê, ao poder da Polícia do Pensamento ou às imposições do Ministério da Verdade. Nada, entretanto, é aparentemente proibido, pois vigora uma única regra: rejeitar as provas materiais que seus olhos e ouvidos oferecem.
Nesse clima de vigilância, Winston Smith, funcionário do Ministério da Verdade e encarregado de reescrever a história conforme a versão oficial do Partido, transcorre seus dias na lúgubre cidade de Londres, repleta de manifestos e fotos do Grande Irmão. A princípio um trabalhador e membro exemplar do partido, seguindo tudo à risca e sem sequer levantar uma questão, Winston vai se dando lentamente conta do universo da mentira onde vive até tomar coragem de participar da organização secreta para destruir o partido com Júlia, sua amada. Ambos lutam para manter vivo dentro de si a pequena semente de humanidade que lhes resta, mas já sabem: ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão.”
→ Fahrenheit 451, de Ray Bradbury (1953)
Sinopse: “Um clássico da distopia com uma mensagem cada vez mais atual Guy Montag é um bombeiro. Sua profissão é atear fogo nos livros. Em um mundo onde as pessoas vivem em função das telas e a literatura está ameaçada de extinção, os livros são objetos proibidos, e seus portadores são considerados criminosos. Montag nunca questionou seu trabalho; vive uma vida comum, cumpre o expediente e retorna ao final do dia para sua esposa e para a rotina do lar. Até que conhece Clarisse, uma jovem de comportamento suspeito, cheia de imaginação e boas histórias. Quando sua esposa entra em colapso mental e Clarisse desaparece, a vida de Montag não poderá mais ser a mesma.”
→ Laranja mecânica, de Anthony Burgess (1962)
Sinopse: “Alex é o jovem líder de uma gangue de adolescentes cuja diversão é cometer perversidades e atos de violência pelas ruas de uma cidade futurista governada por um Estado repressivo e totalitário. Depois de cometer um crime que termina em um assassinato, ele acaba preso pelo governo e submetido a um método experimental de recondicionamento de mentes criminosas, que se utiliza de terapia de aversão brutal.”
→ Androides sonham com ovelhas elétricas?, de Philip K. Dick (1968)
Sinopse: “No romance, o planeta Terra foi devastado por uma guerra atômica e grande parte da população sobrevivente emigrou para os mundos-colônias, fugindo da poeira radioativa que extinguiu inúmeras espécies de animais e de plantas. Toda criatura viva se torna, então, um objeto de desejo para aqueles que permaneceram, mas esse é um privilégio de poucos. Para a maioria que não pode pagar por um espécime autêntico, empresas começam a desenvolver réplicas eletrônicas e incrivelmente realistas de pássaros, gatos, ovelhas... e até mesmo de seres humanos.
Rick Deckard é um caçador de recompensas. Seu trabalho: eliminar androides que vivem ilegalmente na Terra. Seu sonho de consumo: substituir sua ovelha de estimação elétrica por um animal de verdade. A grande chance aparece ao ser designado para perseguir seis androides fugitivos de Marte. É quando Rick percebe que a linha que separa humanos e androides não é tão nítida como acreditava.”
→ O concorrente, de Stephen King (1982)
Sinopse: “No 2025 de Bachman, a TV domina os lares americanos, entorpecentes são vendidos em máquinas automáticas e ar puro é privilégio de poucos. Um mundo onde um jogo chamado matabol é brincadeira de criança e a desgraça alheia é a maior diversão. Na telinha, uma volta à Roma dos gladiadores, com milhões de telespectadores sedentos de sangue levando os índices de audiência às alturas. É nessa arena futurista que desembarca Ben Richards, um desempregado disposto a qualquer sacrifício para salvar a vida da filha. Sua última tentativa é participar do programa O Foragido, disputa da qual ninguém conseguiu sair vivo ainda.”
→ O conto da aia, de Margaret Atwood (1985)
Sinopse: “O romance distópico O conto da aia, de Margaret Atwood, se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa — basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como ‘liberdade’. Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América.
As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado. A Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar, depois que uma catástrofe nuclear tornou estéril um grande número de pessoas. E sem dúvida, ainda que vigiada dia e noite e ceifada em seus direitos mais básicos, o destino de uma aia ainda é melhor que o das não mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero.”
→ Jogos vorazes, de Suzanne Collins (2008)
Sinopse: “Na abertura dos Jogos Vorazes, a organização não recolhe os corpos dos combatentes caídos e dá tiros de canhão até o final. Cada tiro, um morto. Onze tiros no primeiro dia. Treze jovens restaram, entre eles, Katniss. Para quem os tiros de canhão serão no dia seguinte?… Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstra seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte!
Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido Distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?”
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Livros de distopia brasileiros
A literatura brasileira também apresenta obras distópicas ou próximas da distopia, muitas vezes relacionadas a temas como crise ambiental, violência política e desigualdade social. Veja alguns títulos brasileiros de obras distópicas:
→ Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão (1981)
Sinopse: “A narrativa desenrola-se em um futuro não determinado, no entanto cada vez mais presente — falta d’água, calor insuportável, desaparecimento das florestas, dos rios, flores artificiais, montanhas de lixo, controle da informação, excesso de população, fichas para circulação, filas para tudo, polícia corrupta e assustadora, governantes medíocres, alienação. Quem narra é Souza, um indignado professor de História afastado de suas funções pela lei de segurança.”
→ Ninguém nasce herói, de Eric Novello (2017)
Sinopse: “Num futuro em que o Brasil é liderado por um fundamentalista religioso, o Escolhido, o simples ato de distribuir livros na rua é visto como rebeldia. Esse foi o jeito que Chuvisco encontrou para resistir e tentar mudar a sua realidade, um pouquinho que seja: ele e os amigos entregam exemplares proibidos pelo governo a quem passa pela praça Roosevelt, no centro de São Paulo, sempre atentos para o caso de algum policial aparecer.
Outro perigo que precisam enfrentar enquanto tentam viver sua juventude são as milícias urbanas, como a Guarda Branca: seus integrantes perseguem diversas minorias, incentivados pelo governo. É esse grupo que Chuvisco encontra espancando um garoto nos arredores da rua Augusta. A situação obriga o jovem a agir como um verdadeiro super-herói para tentar ajudá-lo — e esse é só o começo. Aos poucos, Chuvisco percebe que terá de fazer mais do que apenas distribuir livros se quiser mudar seu futuro e o do país.”
→ Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela, de Ignácio de Loyola Brandão (2018)
Sinopse: “A narrativa de Desta terra nada vai sobrar, a não ser o vento que sopra sobre ela transcorre num futuro indeterminado, em que, ao nascer, todos recebem tornozeleiras eletrônicas, são seguidos, vigiados, fiscalizados por câmeras instaladas nas casas, ruas, banheiros. Nesta terra estranha, e ao mesmo tempo tão próxima de nós, a peste se tornou epidemia que dissolve os corpos. A autoeutanásia foi legalizada para idosos. Para o governo, quanto mais longevos morrerem, melhor.
Circulam os comboios de mortos das mais variadas doenças. Os ministérios da Educação, Cultura, Direitos humanos e Meio Ambiente foram extintos. As escolas foram abolidas. A política, matéria rara, se tornou líquida. Coexistem 1.080 partidos. E ninguém governa verdadeiramente. Uma nação moderna, mas arcaica. No meio disso tudo, conhecemos o desenrolar da história de amor entre Clara e Felipe, conturbada como o mundo em que vivem.”
→ A nova ordem, de Bernardo Kucinski (2019)
Sinopse: “A insanidade e o grau de desumanização daqueles que comandam a ‘nova ordem’ é de tal magnitude que a sociedade anestesiada não consegue acreditar no que vê e, da mesma forma, não sabe como reagir. O inimigo principal são os ‘utopistas’ e todos portadores de pensamento crítico. Como o tamanho do ‘mercado’ interno necessário é de 30 milhões de famílias há de se reduzir o ‘excesso populacional’. Não interessa se constituem um grupo humano de 90 milhões de pessoas. Busca-se, então, a forma mais eficiente de livrar-se deles ao menor custo e no prazo mais curto.
Os principais personagens da narrativa são figuras patéticas. Dois são especialmente representativos da ‘nova ordem’: o capitão médico psiquiatra Ariovaldo que conquista fama internacional por suas descobertas e práticas de controle humano através de chip obrigatoriamente instalado nos cérebros da população e o ex-engenheiro Angelino tornado catador de rua, que tem flashes de lucidez diante da monstruosidade vigente. Ao que parece, a ‘nova ordem’ entra em colapso por suas próprias loucuras. Em algum momento, constata-se que as pessoas haviam deixado de sonhar. E sem sonho, não há como sobreviver. Nem mesmo na ‘nova ordem’.”
→ Velhos demais para morrer, de Vinicius Neves Mariano (2020)
Sinopse: “Quando os idosos se tornam a maioria da população, o mundo entra em colapso econômico e uma crise social se instaura. Enquanto jovens recorrem a tratamentos anti-idade cada vez mais avançados, velhos são jogados à margem da sociedade. É nesse lugar que três personagens de diferentes idades se perguntam sobre qual o sentido de envelhecer em um mundo que despreza a velhice.”
→ Nada mais será como antes, de Miguel Nicolelis (2024)
Sinopse: “Em um mundo que já começa a colapsar pela falta de cuidado com o meio ambiente, uma catástrofe sem precedentes na história moderna se aproxima, trazendo consigo o poder de destruir toda a civilização eletrônico-digital. Momentos antes do impacto, um matemático e uma neurocientista, tio e sobrinha, tentam lidar ao mesmo tempo com seus dilemas pessoais e o possível colapso do planeta. Em paralelo, uma enorme conspiração mundial, com seus próprios interesses e ambições, está disposta a controlar as mentes e os destinos da humanidade.”
O que é distopia?
Distopia é uma representação imaginária de uma sociedade encarada como negativa ou falha, opressiva e degradada. Em vez de mostrar um mundo ideal, a distopia apresenta o oposto disso, ou seja, um mundo em crise, geralmente marcado por medo, controle, desigualdade ou perda de direitos sociais.
Na literatura, a distopia funciona como uma crítica social e política. Ao imaginar uma sociedade extrema, o autor chama atenção para problemas que já existem ou que podem se agravar, como autoritarismo político, censura e manipulação da informação, desigualdade social, destruição ambiental, dependência tecnológica, perda da liberdade individual, entre outros.
Saiba mais: A revolução dos bichos — outra narrativa de George Orwell que faz críticas ao totalitarismo
Diferenças entre distopia e utopia
A utopia representa uma sociedade ideal, organizada de forma justa, harmoniosa ou encarada como perfeita. Já a distopia representa o oposto desse ideal, apresentando uma sociedade falha e em colapso, marcada por opressão, sofrimento ou controle excessivo. Em outras palavras, a utopia imagina um mundo melhor, que atinge um potencial positivo para a humanidade. Já a distopia imagina um mundo pior, que mostra os perigos de certos comportamentos, sistemas ou escolhas coletivas.
Créditos das imagens
Companhia das Letras (reprodução)
Editora Biblioteca Azul/ Globo Livros (reprodução)
Fontes
CHAUVIN, Jean Pierre. Notas sobre a distopia literária moderna. Revista USP, n. 140, p. 25-38, 2024. Disponível em : https://repositorio.usp.br/item/003224081.
FERREIRA, Vítor Vieira. Utopias e distopias no século XXI e pós-modernismo. Papéis: Revista do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagens – UFMS, v. 19, n. 38, p. 64-82, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufms.br/index.php/papeis/article/view/2988.