O mercado de trabalho é formado pelas pessoas físicas e pelas pessoas jurídicas que estabelecem entre elas vínculos a partir da oferta de mão de obra e de postos de trabalho. São inúmeras as profissões que fazem parte desse mercado, como professor, médico, advogado, padeiro e desenvolvedor de software, para citarmos alguns exemplos.
No mundo de hoje, as mulheres representam 40% do mercado de trabalho, embora a situação nem sempre tenha sido assim. A presença de mulheres no mundo do trabalho se ampliou com a Revolução Industrial, mas, ainda atualmente, é marcada pela luta por igualdade salarial e reconhecimento profissional. Outros desafios se impõem sobre o mercado de trabalho atual, como o avanço do uso de inteligência artificial e o envelhecimento populacional observado em países desenvolvidos e emergentes, como o Brasil.
Leia também: Desemprego no Brasil — principais causas e os dados mais recentes
Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre o mercado de trabalho
- 2 - O que é o mercado de trabalho?
- 3 - Principais profissões do mercado de trabalho
- 4 - Mulheres no mercado de trabalho
- 5 - Mercado de trabalho no Brasil
- 6 - Desafios do mercado de trabalho atual
- 7 - Exercícios resolvidos sobre mercado de trabalho
Resumo sobre o mercado de trabalho
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O mercado de trabalho é formado pelas pessoas físicas e jurídicas que estabelecem vínculos a partir da oferta de mão de obra e de postos de trabalho.
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Entre as principais profissões do mercado de trabalho estão: professor, médico, advogado, arquiteto, desenvolvedor de software, enfermeiro, veterinário.
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As mulheres ingressaram no mercado de trabalho em maior escala na Revolução Industrial.
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Até hoje, no entanto, elas buscam maior reconhecimento profissional e igualdade de salários.
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O mercado de trabalho no Brasil tem 101,9 milhões de pessoas empregadas e aproximadamente 6,5 milhões em busca de trabalho.
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A busca por igualdade salarial, a presença cada vez maior da inteligência artificial e o envelhecimento da população estão entre os desafios do mercado de trabalho atualmente.
O que é o mercado de trabalho?
O mercado de trabalho é um espaço abstrato formado por um conjunto de pessoas físicas e jurídicas (isto é, empresas) que estabelecem entre elas um vínculo a partir da troca entre mão de obra e postos de trabalho ou emprego. Nesse sentido, o mercado de trabalho é composto por empregadores, trabalhadores em exercício e por pessoas que estão em busca de uma recolocação ou ingresso nesse espaço. Como abordaremos adiante para o Brasil, o mercado de trabalho é formado por apenas uma parcela da população de um país, que é aquela em idade para trabalhar, definida pela legislação, excluindo-se dele as crianças e os idosos.
Utiliza-se o termo “mercado” porque esse tipo de dinâmica característica do mercado de trabalho tem como base a compra e a venda de um determinado bem não material que, no caso, consiste na expertise, nas habilidades de um indivíduo e, também, no seu tempo.
Principais profissões do mercado de trabalho
O mercado de trabalho é composto por um extenso número de profissões, as quais têm se multiplicado recentemente em conjunto com o desenvolvimento tecnológico. Entretanto, há aquelas profissões de destaque que se mantêm como as mais procuradas por quem ingressa no mercado de trabalho ou, então, que sempre são mencionadas quando o assunto é mundo do trabalho.
São elas:
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advogado(a); |
jornalista; |
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administrador de empresas; |
mecânico(a); |
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arquiteto(a); |
médico(a); |
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ator ou atriz; |
músico(a); |
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bancário(a); |
padeiro(a); |
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bombeiro(a); |
pedreiro(a); |
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contador(a); |
policial; |
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desenvolvedor(a) de software; |
professor(a); |
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designer; |
programador(a); |
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enfermeiro(a); |
psicólogo(a); |
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engenheiro(a); |
secretário(a); |
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fisioterapeuta; |
veterinário(a). |
Veja também: Como combater o trabalho infantil?
Mulheres no mercado de trabalho
A participação das mulheres no mercado de trabalho nem sempre aconteceu da forma como vemos hoje. A estrutura patriarcal que se constituiu há milhares de anos construiu um papel social para a mulher que a coloca como cuidadora do lar e dos filhos, motivo pelo qual, por muito tempo, ela não saía de casa para trabalhar.
Durante a Revolução Industrial que aconteceu no século XVIII, o volume de trabalho a ser realizado nas fábricas, as condições de vida nas cidades recém-formadas e os custos para se manter são fatores que impulsionaram a inserção das mulheres na mão de obra fabril, fazendo parte, portanto, do mercado de trabalho incipiente nos primórdios da industrialização. Foi assim também que as mulheres se inseriram no mercado de trabalho no Brasil, embora o processo tenha acontecido somente a partir da segunda metade século XX, tendo crescido de forma acelerada principalmente depois da década de 1970.
Apesar das mulheres terem feito parte da força de trabalho durante a fase de industrialização, elas trabalhavam em jornadas extenuantes e recebiam um salário muito baixo. Ainda hoje, a busca por reconhecimento profissional e por igualdade salarial para com os homens é uma dos desafios das mulheres no mercado de trabalho.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), as mulheres são 40% da força de trabalho global. Nos países desenvolvidos, a sua participação no mercado é maior do que nos países emergentes e subdesenvolvidos: enquanto no primeiro grupo 70% das mulheres integram esse espaço, no segundo grupo a porcentagem é de 60%. Mesmo assim, a OIT indica que as mulheres recebem um terço a menos do que os homens.
No Brasil, as mulheres representam uma parcela de 41,1% das pessoas empregadas no setor privado, enquanto seu salário médio fica em torno de R$ 3.908,76. O salário dos homens, em contrapartida, é de R$ 4.958,43 em média, uma diferença que é de 21,1%, segundo relatório do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)|1|. A discrepância é ainda maior quando se considera mulheres negras e homens negros, principalmente sabendo que as pessoas negras, em geral, apresentam salário mais baixo no Brasil.
Mercado de trabalho no Brasil
O mercado de trabalho no Brasil é composto por pessoas com idade superior ou igual a 14 anos, que consiste na parcela de brasileiros que constitui a População em Idade para Trabalhar (PIA). De acordo com o IBGE, esse grupo se divide em dois:
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Pessoas na força de trabalho, que inclui as pessoas que exercem algum tipo de trabalho formal ou informal (ocupados) e aqueles que estão em busca de trabalho (desocupados);
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Pessoas fora da força de trabalho, entre as quais estão a força de trabalho potencial, que pode ser integrada a ela, e as pessoas fora da força de trabalho potencial, como donas de casa que não trabalham fora e adolescentes em idade escolar, conforme define o IBGE.
Atualmente existem 101.976.000 pessoas ocupadas no mercado de trabalho no Brasil, enquanto 6.579.000 estão desocupadas, mas em busca de recolocação profissional. Segundo o IBGE, a taxa de pessoas desempregadas é maior na região Nordeste, com 8,4%, superando a média brasileira que é de 6,1%.
Nos últimos anos, o desemprego caiu no país, ao mesmo tempo em que a qualificação profissional dos brasileiros aumentou, como mostra uma análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV)|2|. Cresceu, também, o número de pessoas jovens ingressando no mercado de trabalho formal como jovens aprendizes, chegando a 700 mil vínculos nessa modalidade|3|. Mesmo diante dessas melhorias, ainda há uma extensa parcela da população trabalhando na informalidade, compondo o chamado mercado de trabalho informal.
Entre o final de 2025 e começo de 2026, 38,5 milhões de brasileiros trabalhavam em ocupações que não apresentam vínculo empregatício formal. Nessa categoria, estão profissionais como motoristas de aplicativo, feirantes, empregadas domésticas sem registro e trabalhadores autônomos de diferentes segmentos.
Desafios do mercado de trabalho atual
O mercado de trabalho atual apresenta desafios que já mencionamos e que se perpetuam há muito tempo, com soluções que ainda se desenvolvem lentamente, como é o caso da diferença salarial entre homens e mulheres que estejam em um mesmo cargo. Além disso, como observamos no Brasil, a criação de novos postos com carteira assinada aparece em contraste com a chamada “pejotização”, que acontece quando um trabalhador atua na mesma jornada e com as mesmas exigências de alguém que é registrado, mas é contratado como na condição de pessoa jurídica (PJ).
Diante dos avanços tecnológicos que acontecem em saltos hoje em dia, a inteligência artificial (IA) é o principal fator que impõe um desafio a quem está no mercado de trabalho. Há quem acredite que a IA poderá substituir, em um futuro próximo, trabalhadores humanos, acabando, assim, com muitos postos de trabalho. Entretanto, existem análises que colocam a IA como uma nova ferramenta que pode auxiliar no desenvolvimento de determinadas funções, não deixando de lado a habilidade humana de criação, interpretação e crítica.
Outro desafio do mercado de trabalho que vem se mostrando cada vez maior no Brasil, e que já acontece nos países desenvolvidos, está no envelhecimento populacional. Com o aumento da idade mediana da população e o menor número de jovens que ingressam nesse espaço, que tende a diminuir nas próximas décadas, o mercado poderá enfrentar uma escassez de trabalhadores e o aumento da idade da sua força de trabalho.
No segundo caso, há desafios adicionais como a adaptação desses profissionais às novas tecnologias|4|, o combate ao etarismo, ainda forte na esfera corporativa, e, também, a adaptação das empresas e do próprio mercado ao novo perfil demográfico da força de trabalho.
Saiba mais: Trabalho escravo contemporâneo — como identificar, combater e denunciar esse tipo de situação
Exercícios resolvidos sobre mercado de trabalho
Questão 1
Os trabalhadores que já estão inseridos no mercado de trabalho e aqueles que estão prestes a fazer parte desse espaço relacional têm adiante uma série de desafios que são impostos pelo progresso tecnológico que é típico da atual fase da globalização em que vivemos. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
a) O atual momento vivido pelo mercado de trabalho é inédito em toda a sua história.
b) A automação de processos nos setores secundário e terciário terá baixo impacto na abertura e oferta de novos postos de trabalho.
c) Com a inteligência artificial, há elevada probabilidade de que todos os trabalhos criativos se tornem obsoletos.
d) As novas tecnologias surgem como ferramentas para a execução de tarefa, havendo uma grande tendência de expansão do seu uso nas mais diferentes áreas.
e) O mercado mostra, hoje, uma tendência de retorno ao analógico, dispensando o uso de tecnologias de suporte como a inteligência artificial.
Resposta: Alternativa D.
Inovações tecnológicas de grande escala não são inéditas no mercado de trabalho e, de tempos em tempos, aparecem e alteram a sua estrutura, como aconteceu com a automação das fábricas, por exemplo. Atualmente esse é o papel da inteligência artificial, cada vez mais adotada por empresas de diferentes segmentos como ferramentas auxiliares, mas que, em alguns casos, estão substituindo trabalhadores humanos.
Questão 2
Com base nos seus conhecimentos sobre o mercado de trabalho no Brasil, marque o item correto.
a) O desemprego está aumentado em um ritmo alarmante no país, o que é resultado da ausência de profissionais qualificados no mercado brasileiro.
b) As mulheres representam uma parcela de 40% da força de trabalho no Brasil e, ainda assim, apresentam uma disparidade grande de salário com relação aos homens que ocupam os mesmos cargos.
c) Melhorias na economia do país resultaram em um encolhimento do mercado de trabalho informal que, hoje, é praticamente inexpressivo.
d) Com a automatização e o surgimento da inteligência artificial, o mercado no Brasil encolheu, e tem menos da metade da população em idade para trabalhar ocupando postos de trabalho.
e) A expansão do consumo no Brasil foi o que impulsionou o aumento do desemprego em um período recente, alcançando quase 10% da força de trabalho.
Resposta: Alternativa B.
As taxas de emprego e desemprego têm se mantido estáveis nos últimos anos, o que foi possível por conta de melhorias na economia e do aumento do consumo no país. Contudo, questões como a igualdade salarial ainda fazem parte do conjunto de desafios do mercado de trabalho no Brasil, que tem uma parcela de 41,1% formada por mulheres.
Notas
|1| MOURA, Rayane. Desigualdade salarial: mulheres recebem 21% menos que homens no setor privado. G1, 03 nov. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/trabalho-e-carreira/noticia/2025/11/03/desigualdade-salarial-mulheres-recebem-21percent-menos-que-homens-no-setor-privado.ghtml.
|2| FILHO, Fernando de Holanda Barbosa; PERUCHETTI, Paulo. Mercado de trabalho: situação atual e desafios para 2026. Blog do IBRE, 27 jan. 2026. Disponível em: https://blogdoibre.fgv.br/posts/mercado-de-trabalho-situacao-atual-e-desafios-para-2026.
|3| REDAÇÃO. Brasil inicia 2026 com indicadores históricos no mercado de trabalho, afirma Luiz Marinho. Ministério do Trabalho e Emprego, 07 jan. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-e-conteudo/2026/janeiro/brasil-inicia-2026-com-indicadores-historicos-no-mercado-de-trabalho-afirma-luiz-marinho.
|4| LEONE, Eugenia. Envelhecimento populacional e força de trabalho no Brasil: diferenças segundo o nível socioeconômico. Texto para Discussão. Unicamp. IE, Campinas, n. 489, novembro 2025. Disponível em: https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD489.pdf.
Fontes
BRASIL, Cristina Índio do. Taxa de informalidade cai no mercado de trabalho, mostra IBGE. Agência Brasil, 05 mar. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026-03/taxa-de-informalidade-cai-no-mercado-de-trabalho-mostra-ibge.
IBGE. Desemprego. IBGE, . Disponível em: https://www.ibge.gov.br/explica/desemprego.php.
IBGE. PNAD Contínua - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9173-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios-continua-trimestral.html?=&t=series-historicas&utm_source=landing&utm_medium=explica&utm_campaign=desemprego.
ILO. FACTS ON Women at Work. International Labour Organization, [s.d.]. Disponível em: https://www.ilo.org/topics-and-sectors/gender-equality.
OLIVEIRA, Sidinei Rocha de; PICCININI, Valmiria Carolina. Mercado de trabalho: múltiplos (des)entendimentos. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v. 45, n. 5, p. 1517 a 1538, 2011. Disponível em: https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/7046.
REDAÇÃO. Quais são as 14 profissões mais procuradas? Indeed, 02 abr. 2025. Disponível em: https://br.indeed.com/conselho-de-carreira/encontrando-emprego/profissoes-mais-procuradas.
REDAÇÃO. Quase 40 milhões de brasileiros são trabalhadores informais; economistas apontam caminhos para se preparar para o futuro. Jornal Nacional, 29 jul. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/07/29/quase-40-milhoes-de-brasileiros-sao-trabalhadores-informais-economistas-apontam-caminhos-para-se-preparar-para-o-futuro.ghtml.
SANTOS, Bruna Maria Pereira; LOPES, Suellen Aparecida; SILVA, Stephani Almeida da. Mulheres no mercado de trabalho: Uma perspectiva teórica e histórica. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), 2020. Disponível em: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/5416.