Quitina

A quitina é um polissacarídeo estrutural que atua na formação do exoesqueleto dos insetos e da parede celular dos fungos.

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A quitina é um polissacarídeo que pode ser encontrado em diferentes seres vivos, principalmente em artrópodes, como insetos, aracnídeos e crustáceos, e em fungos, como cogumelos, mofos e leveduras. Ela pertence ao grupo dos carboidratos e tem função estrutural, ou seja, ajuda a formar partes resistentes do corpo ou das células desses organismos. Nos artrópodes, a quitina compõe o exoesqueleto, estrutura externa que protege o animal, dá sustentação ao corpo e reduz a perda de água. Nos fungos, ela faz parte da parede celular, contribuindo para a rigidez e a forma das células.

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Tópicos deste artigo

Resumo sobre a quitina

  • A quitina é um polissacarídeo estrutural presente em fungos, em artrópodes e em alguns anelídeos, moluscos e cnidários.
  • A unidade básica da quitina é a N-acetilglicosamina, uma molécula derivada da glicose que contém nitrogênio.
  • Nos artrópodes, ela forma parte do exoesqueleto, uma estrutura externa que protege o corpo, dá sustentação e ajuda a evitar a perda excessiva de água.
  • Nos fungos, a quitina compõe a parede celular, contribuindo para a rigidez, para a proteção e para a manutenção da forma das células.
  • A quitina e a queratina têm funções relacionadas à proteção e à sustentação, mas a quitina é um carboidrato do tipo polissacarídeo, e a queratina é uma proteína.
  • A queratina ocorre em vertebrados, formando estruturas como cabelos, unhas, garras, cascos e a camada externa da pele.

O que é quitina?

Quitina presente na estrutura de um artrópode.
A quitina pode ser encontrada em artrópodes e em fungos.

Quitina é uma macromolécula que funciona como um componente estrutural em alguns organismos vivos. Trata-se de um polissacarídeo, ou seja, é composta por uma série de açúcares conectados linearmente. A unidade que forma a quitina é um composto derivado da glicose chamado N-acetilglicosamina. Ela contém um grupamento contendo nitrogênio, e as unidades são conectadas por ligações.

Os organismos que possuem quitina como componente estrutural são os fungos, como os cogumelos, as trufas e os mofos, e os artrópodes, como insetos, aracnídeos e crustáceos. Esse composto pode ser encontrado também em algas diatomáceas e em alguns anelídeos, moluscos e celenterados.

Função da quitina

Esquema mostrando a quitina na composição da parede das células fúngicas.
A parede das células fúngicas é composta por quitina.

A função primária da quitina é estrutural. Nos artrópodes, ela é o principal componente do exoesqueleto, que é composto por uma estrutura externa que oferece proteção para os órgãos internos, suporte para o corpo e uma barreira que evita a desidratação. Nos fungos, a quitina integra a parede celular desses organismos, conferindo rigidez e mantendo a forma das células. A degradação e o remodelamento da quitina na parede celular, processos que são realizados por enzimas específicas, são importantes durante o ciclo de vida fúngico e na sinalização celular.

Características da quitina

A quitina é um polissacarídeo resistente e flexível, biodegradável e atóxico. É insolúvel em água e na maioria dos solventes orgânicos. A estrutura é similar à estrutura da celulose, no entanto, enquanto, na celulose, existe um grupo hidroxila no carbono 2, na quitina, há um grupo acetamida.

Característica

Descrição

Tipo de molécula

Polissacarídeo

Unidade monomérica

N-acetilglicosamina

Fórmula molecular

(C8H13O5N)n

Solubilidade

Insolúvel em água e solventes orgânicos

Propriedades físicas

Resistente, flexível

Biodegradabilidade

Biodegradável

Onde podemos encontrar a quitina?

A quitina é o segundo polissacarídeo mais abundante na natureza, superado apenas pela celulose. Apresentamos a seguir suas principais ocorrências.

  • Fungos: são o componente principal da parede celular da célula fúngica, conferindo proteção e estrutura.
  • Artrópodes: são o principal componente do exoesqueleto de insetos, de aracnídeos e de crustáceos.
  • Anelídeos: estão presentes nas cerdas que ajudam na fixação do animal.
  • Moluscos: estão presentes na rádula, no bico dos polvos e nas penas das lulas, assim como pode estar associada à concha.
  • Celenterados (cnidários): estão presentes nas estruturas rígidas, como as formadas por corais.
  • Algas: estão presentes na carapaça (ou frústula) das algas diatomáceas.

Diferenças entre quitina e queratina

A quitina e a queratina são moléculas quimicamente distintas. A quitina é um polissacarídeo (carboidrato), enquanto a queratina é uma proteína. A queratina pode ser encontrada em vertebrados, formando estruturas como cabelo, unhas, garras, cascos e a camada externa da pele. Já a quitina é característica de invertebrados e de fungos.

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Confira também: Queratina — detalhes sobre a proteína presente nas unhas e no cabelo

Exoesqueleto de quitina

Ecdise (ou muda) de um artrópode, o desprendimento de um exoesqueleto de quitina.
Na ecdise (ou muda), os artrópodes se desprendem de seus exoesqueletos de quitina, e um novo se desenvolve no animal.

O exoesqueleto dos artrópodes é uma cutícula secretada pela epiderme. Essa estrutura complexa é composta por quitina embebida em uma matriz de proteínas. Em muitos insetos, a rigidez do exoesqueleto é aumentada por ligações químicas entre as proteínas, enquanto em crustáceos, como caranguejos e lagostas, ele é endurecido pela deposição de carbonato de cálcio.

O exoesqueleto fornece pontos de fixação para os músculos e protege o animal contra predadores e perda de água. Como o exoesqueleto é rígido e não cresce, os artrópodes realizam a ecdise ou muda, processo no qual o animal se desprende do exoesqueleto antigo e secreta um novo.

Quitina é um carboidrato?

Sim, a quitina é um polissacarídeo, que é classificado como carboidrato. Ela é um polissacarídeo estrutural, que faz parte do grupo dos carboidratos complexos formados por longas cadeias de monossacarídeos (no caso da quitina, o monossacarídeo é a N-acetilglicosamina). Diferente de outros carboidratos, como o amido e o glicogênio, que possuem função de reserva energética, a quitina no organismo tem função de suporte e de proteção.

Exercícios resolvidos sobre quitina

Questão 1

(Enem) Aranhas, escorpiões, carrapatos e ácaros são representantes da classe dos Aracnídeos. Esses animais são terrestres em sua grande maioria e ocupam os mais variados hábitats, tais como montanhas altas, pântanos, desertos e solos arenosos. Podem ter sido os primeiros representantes do filo Arthropoda a habitar a terra seca.

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A característica que justifica o sucesso adaptativo desse grupo na ocupação do ambiente terrestre é a presença de

A) quelíceras e pedipalpos que coordenam o movimento corporal.

B) excreção de ácido úrico que confere estabilidade ao pH corporal.

C) exoesqueleto constituído de quitina que auxilia no controle hídrico corporal.

D) circulação sanguínea aberta que impede a desidratação dos tecidos corporais.

E) sistema nervoso ganglionar que promove a coordenação central do movimento corporal.

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Resolução:

Alternativa C.

O exoesqueleto de quitina, além de fornecer suporte e proteção mecânica, atua como uma barreira impermeabilizante que reduz drasticamente a perda de água por transpiração. Essa característica foi fundamental para a sobrevivência e o sucesso adaptativo dos artrópodes em ambientes terrestres secos.

Questão 2

(UECE-CEV) A quitina é uma substância de revestimento do corpo, comum aos seguintes organismos

A) estrela do mar e caranguejo.

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B) água viva e cogumelo.

C) mosca e mofo.

D) planária e tartaruga.

Resolução:

Alternativa C.

A mosca é um inseto (artrópode) que possui exoesqueleto de quitina. O mofo é um fungo que utiliza quitina em sua parede celular. Ambos os organismos compartilham a quitina como substância de revestimento com função estrutural.

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Fontes

BRUSCA, RC; BRUSCA, GJ. Invertebrados. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

TORTORA, GJ; FUNKE, BR; CASE, LC. Microbiologia. 10 ed. Porto Alegre: Artmed, 2012

URRY, L. A. et al. (org.). Biologia de Campbell. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022.

Escritor do artigo
Escrito por: Marilia Lazarin Bióloga e educadora formada pela Universidade de São Paulo e pós-graduanda em Educação para a Ciência pela Universidade Estadual Paulista. Se dedica à produção de conteúdos educacionais didáticos e paradidáticos na área das ciências da natureza.
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LAZARIN, Marilia. "Quitina"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/quitina.htm. Acesso em 31 de maio de 2026.
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