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Rainha da Bateria

Carnaval - Carnaval 2016

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A cada ano o carnaval apresenta suas novidades, enriquecendo a festa, tornando-a mais bonita e divertida para os foliões e plateia.

É uma festa brasileira que encanta turistas do mundo todo, movimentando o turismo das regiões carnavalescas.

As lindas mulheres, com seus corpos seminus, são um espetáculo à parte, exibindo suas silhuetas perfeitas, corpos modelados e esculturais.

Existem controvérsias quanto à primeira rainha de bateria. Alguns consideram que a ideia surgiu nos anos 70, tendo Adele Fátima, mulata famosa, desfilado à frente da bateria da escola Mocidade Independente de Padre Miguel, mas a mesma não foi batizada como rainha de bateria.

Em 1985, a mesma escola de samba, do primeiro grupo do Rio de Janeiro, deu início à novidade, convidando a então modelo Monique Evans para compor a personagem, tendo a mesma se apresentado com um desfile encantador.

A intenção de se colocar uma rainha de bateria é de que a mesma auxilie o mestre de bateria no comando da ala de percussão, levando mais animação para os instrumentistas, puxando o samba, não deixando o ritmo cair.

Aos poucos outras escolas foram adotando a figura da rainha de bateria e hoje a maioria das agremiações, tanto do Rio como de São Paulo, contam com mais esse elemento de beleza, que enfeita o desfile.

A rainha de bateria não é um quesito avaliado individualmente, mas encaixa-se em alegorias e adereços. São avaliadas suas fantasias, seu empenho durante o desfile, se realmente comanda a percussão e anima os integrantes.

E não há como falar que não existe investimento da parte delas para a apresentação: aos 43 anos de idade, Luma de Oliveira retornou às passarelas do samba, desfilando pela Portela, com seu perfil belo e majestoso. Para o desfile, mandou fazer uma águia (símbolo da Portela) em ouro, cravejada de brilhantes, pagando cerca de oitenta mil reais pelo adorno.

Segundo Maurício Mattos, presidente da escola de samba Acadêmicos da Rocinha, “a rainha de bateria não tem a autenticidade das passistas, mas é um grande marketing para as escolas”.

Isso proporciona disputa pelas candidatas, muitas vezes causando ciúmes e intrigas entre as mesmas, pois as escolas convidam artistas que não fazem parte da comunidade, deixando de lado as mulheres que têm grande importância para a escola.

Por esse motivo, algumas escolas tentaram adotar uma rainha e uma madrinha de bateria, mas a experiência nem sempre é favorável. Tivemos casos em que ambas desfilaram lado a lado sem se olharem durante o festejo. Que feio!

Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia
Equipe Brasil Escola

Carnaval - Brasil Escola

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

BARROS, Jussara De. "Rainha da Bateria"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/rainha-bateria.htm>. Acesso em 27 de agosto de 2016.

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