Tipos de lixo

Os tipos de lixo são classificados de acordo com a origem do material em doméstico, em comercial, em industrial, em hospitalar, em agrícola e em espacial.

 Os tipos de lixo são classificados de acordo com a origem do material em:

  • lixo doméstico;
  • lixo comercial;
  • lixo industrial;
  • lixo hospitalar;
  • lixo agrícola;
  • lixo espacial.

Essa é uma das principais maneiras de classificar-se os resíduos sólidos que são produzidos diariamente no mundo, sendo o lixo doméstico (ou domiciliar) o mais comum deles. A maior parte dos tipos de lixo apresenta subcategorias que auxiliam a separar materiais perigosos para o meio ambiente e para a saúde humana de materiais biodegradáveis, recicláveis, orgânicos ou que não apresentam riscos.

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Conhecer os diferentes tipos de lixo, portanto, é importante para a escolha do tratamento mais adequado e, sobretudo, para a destinação correta dos resíduos de maneira a reduzir a degradação do meio ambiente e a melhorar a qualidade de vida do espaço em que vivemos.

Leia também: Afinal, o que é o lixo?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre os tipos de lixo

  • Os tipos de lixo são classificados de acordo com a origem do material descartado em doméstico, em comercial, em industrial, em hospitalar, em agrícola e em espacial.
    • Lixo doméstico ou domiciliar: produzido pela população em suas residências. É dividido em orgânico, em especial, em reciclável e em rejeito.
    • Lixo comercial: produzido em estabelecimentos comerciais, como supermercados, bares, restaurantes, lojas e shopping centers. Parte desses estabelecimentos tem como responsabilidade a gestão dos próprios resíduos em função do grande volume gerado.
    • Lixo industrial: produzido durante o processo de produção ou no interior de fábricas, de usinas e de unidades industriais. É separado em inerte, em não inerte e em perigoso a depender do potencial de contaminação e dos riscos ao meio ambiente e aos seres humanos.
    • Lixo hospitalar: produzido em hospitais, em clínicas, em laboratórios, em farmácias, em estúdios de piercing e de tatuagem e em outros estabelecimentos de cuidado com o corpo humano e com os animais. Seu manejo é regulado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil.
    • Lixo agrícola: produzido no meio rural durante a produção agropecuária. Inclui embalagens de agrotóxicos, materiais remanescentes das plantações, esterco e carcaças. Também deve ser devidamente separado e tratado para evitar contaminações.
    • Lixo espacial: produzido pelos seres humanos e que está em órbita no espaço. Inclui desde pequenos fragmentos de fuselagem até carcaça de foguetes.
  • A coleta seletiva é a primeira etapa da reciclagem, que consiste em práticas sustentáveis que são importantes para a redução do volume de resíduos descartados.
  • A coleta seletiva e a reciclagem também promovem o dinamismo econômico, sendo responsáveis pela geração de empregos e pela oferta de matérias-primas para a indústria.
  • O tratamento do lixo não acontece de maneira adequada, e esse é um problema mundial. Os lixões ainda recebem a maior parte dos resíduos sólidos produzidos, enquanto a menor parcela é enviada para reciclagem.

Quais são os tipos de lixo?

O lixo é classificado de acordo com a origem do material. (Créditos: Isa Galvão | Brasil Escola)

Os tipos de lixo são classificados de acordo com a origem do material descartado em doméstico, em comercial, em industrial, em hospitalar, em agrícola e em espacial.

→ Lixo doméstico (ou domiciliar)

O lixo doméstico é aquele que produzimos no nosso cotidiano.

Também chamado de domiciliar, o lixo doméstico é todo tipo de resíduo produzido cotidianamente em uma casa, em um edifício residencial ou em um condomínio. De acordo com a Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), a produção de resíduos sólidos urbanos no país é da ordem de 384 kg por habitante no intervalo de um ano, resultando em 81,6 milhões de toneladas geradas. A região mais populosa do Brasil é, por conseguinte, aquela que mais produz lixo domiciliar, que é o Sudeste, com 40,1 milhões de toneladas, que representa 49,2% de todos os resíduos sólidos urbanos produzidos nacionalmente.

Quando falamos em lixo doméstico ou domiciliar, é importante salientar que existe uma categorização do material do qual ele é composto.

  • Material reciclável: são objetos descartados e secos que podem ser reciclados, como garrafas pet ou de vidro, papelão, papéis, metal e embalagens de plástico.
  • Resíduos orgânicos: são restos de alimentos, cascas de frutas e legumes, sementes, casca de ovo, plantas, folhas e quaisquer tipos de material biodegradável.
  • Resíduos especiais: são objetos descartados que precisam ser separados do lixo comum por apresentarem compostos tóxicos e que podem oferecer risco ao meio ambiente e à saúde humana. Por isso, esse tipo de resíduo apresenta tratamento especial. É o caso de pilhas, baterias, pneus, lâmpadas, equipamentos eletrônicos, medicamentos, óleo de cozinha etc.
  • Rejeito: são descartes que não podem ser reciclados, como papéis ou embalagens de comida engordurados e com restos, lixo de banheiro, fraldas usadas, absorventes, bitucas de cigarro, etc.

→ Lixo comercial

O lixo comercial é aquele produzido em estabelecimentos comerciais, como shopping centers.

Lixo comercial são todos os resíduos sólidos que são produzidos por estabelecimentos comerciais ou que prestam algum tipo de serviço à população, como lojas, supermercados, bancas, feiras, escritórios, restaurantes, shopping centers, bares e oficinas, apenas para citarmos alguns dos exemplos mais conhecidos. Assim como o lixo doméstico, o lixo comercial também é dividido em tipos que permitem a destinação correta dos materiais descartados.

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No Brasil, uma parcela dos estabelecimentos comerciais é enquadrada em uma categoria especial que é a de grande gerador de resíduos sólidos. A sua regulamentação é feita pelas leis municipais, cada qual determinando um limite mínimo para que um estabelecimento ou um prestador de serviço seja considerado um grande gerador. Na cidade de São Paulo (SP), por exemplo, são considerados grandes geradores aqueles que produzem mais de 200 litros de resíduo por dia. Outras localidades utilizam a média de 80 litros.

Os estabelecimentos considerados grandes geradores são responsáveis diretos pelo manejo dos resíduos produzidos, o que pode incluir a contratação de uma empresa especializada.

→ Lixo industrial

O material que restou do processo de produção e será descartado é considerado lixo industrial.

O lixo industrial é composto pelos resíduos que são provenientes de fábricas, de usinas e de indústrias, incluindo aqueles derivados do processo produtivo que acontece no interior de cada uma dessas unidades. Por essa razão, o lixo industrial pode conter materiais tóxicos e substâncias altamente prejudiciais ao meio ambiente e à saúde humana. Dessa forma, é importante conhecer a sua composição para que os resíduos tenham a destinação correta. O lixo industrial é dividido em perigoso, em inerte e em não inerte.

  • Perigoso: formado por compostos inflamáveis, corrosivos, contaminantes ou que apresentam elevado índice de reatividade com outros materiais, oferecendo grave risco tanto aos seres humanos quanto ao meio ambiente.
  • Inerte: não oferece risco de contaminação dos recursos naturais, como os mananciais e os solos, embora seu tempo de decomposição possa ser prolongado.
  • Não inerte: os resíduos não inertes não oferecem perigo maior para o meio ambiente e para a saúde humana, mas podem ser biodegradáveis, solúveis na água ou apresentarem algum tipo de degradação com o passar do tempo. Além disso, eles são tão poluentes quanto o lixo doméstico.

→ Lixo hospitalar

O lixo hospitalar é gerado em hospitais e outros estabelecimentos que oferecem atendimentos de saúde e bem-estar.

Também é chamado de resíduos de serviço de saúde (RSS), o lixo hospitalar é formado por todo tipo de resíduo gerado em unidades de saúde, como hospitais, postos de atendimento e consultórios médicos e odontológicos, e estabelecimentos que lidam diretamente com os cuidados com o corpo humano e com os animais. Assim sendo, resíduos gerados em laboratórios de análise clínica ou de pesquisa, em farmácias, em clínicas de estética, em necrotérios e também em estúdios de tatuagem e de piercing são considerados lixo hospitalar.

Esse tipo de lixo é composto por um conjunto vasto de materiais perfurocortantes e que apresentam resíduos orgânicos em maior ou em menor quantidade, como sangue e secreções, além de itens que podem conter alta carga de radiação. Por essa razão, o lixo hospitalar demanda cuidado especial. No Brasil, a sua regulamentação é feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2018, a agência publicou uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) a respeito da gestão dos RSS, estabelecendo a sua divisão em grupos.

  • Grupo A: resíduos com a presença de agentes biológicos que podem causar infecção.
  • Grupo B: resíduos contendo produtos químicos que oferecem risco à saúde e ao meio ambiente.
  • Grupo C: rejeitos radioativos.
  • Grupo D: resíduos que não apresentam risco biológico, químico ou radiológico à saúde ou ao meio ambiente. São comparados ao lixo doméstico.
  • Grupo E: resíduos perfurocortantes ou escarificantes (lâminas de barbear, agulhas, ampolas de vidro, brocas, lâminas de bisturi, espátulas etc.).

→ Lixo agrícola

Os recipientes de pesticidas fazem parte do lixo agrícola, e são prejudiciais ao meio ambiente.

O lixo agrícola é composto por resíduos sólidos derivados da atividade agropecuária desempenhada no meio rural. Fazem parte desse tipo de material as embalagens de agrotóxicos e de fertilizantes, os sacos utilizados para armazenar adubo ou outros insumos utilizados na plantação, os resquícios de plantas e de vegetais, os restos de ração, o estrume e as carcaças. Enquanto parte desse lixo é reciclável ou biodegradável, outra parte dele contém materiais contaminantes que representam perigo para o meio ambiente, notadamente o solo e a água, e para a saúde humana, o que demanda a sua separação dos demais itens e manejo adequado para minimizar os seus impactos.

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→ Lixo espacial

Objetos humanos que estão na órbita terrestre sem uso são considerados lixo espacial.

O lixo espacial é todo tipo de objeto produzido pelos seres humanos e que permanecem na órbita do planeta Terra sem nenhuma utilidade. Pertencem a essa classe de objetos desde carcaças de foguetes, trajes espaciais e ferramentas abandonadas até pequenos fragmentos de fuselagem e outras peças tão pequenas que apresentam menos de 1 cm de diâmetro.

De todos os 140 milhões de objetos que constituem o lixo espacial, estima-se que a maior parte dele tenha entre 1 mm e 1 cm de diâmetro. Embora pequenos, esses resíduos oferecem risco à infraestrutura de satélites, de sondas e de naves em operação, motivo pelo qual agências de todo o mundo trabalham em conjunto em planos para recolher o lixo espacial. Esse tipo de lixo pode cair na superfície terrestre e, caso atinja uma área habitada, tem capacidade de produzir estragos de grande magnitude.

Veja também: Você sabe para onde vai o lixo?

Tratamento de lixo

O tratamento de lixo é parte dos serviços de saneamento básico e nem sempre é realizado de maneira adequada. Mais de um terço das 2,1 bilhões de toneladas geradas anualmente no mundo tem como destino os lixões, que são depósitos de resíduos sem nenhum tipo de controle ou de gestão interna. Nos lixões, os resíduos são lançados diretamente sobre o solo, poluindo o substrato e o lençol freático abaixo dele, sem contar na poluição atmosférica e na atração de animais e vetores de doenças. Soma-se a isso o fato dos lixões ficarem muito próximos das áreas urbanizadas, ampliando o risco sanitário para a população.

Não obstante a melhor forma de se tratar o lixo, especialmente o lixo doméstico, seja a reciclagem, os aterros sanitários são alternativas ambientalmente viáveis para onde 30,5% do lixo gerado no mundo é levado. Os aterros sanitários brasileiros já recebem 51% dos resíduos sólidos produzidos no território nacional, o que foi impulsionado pela proibição dos lixões. Diferente do que acontece nesse tipo de ambiente, os aterros oferecem maior proteção ambiental ao impermeabilizar o solo e confinar o lixo, evitando a emissão de gases poluentes. Além disso, parte deles utiliza os gases e o chorume produzido para a geração de energia, impedindo que os resíduos tóxicos, com elevado potencial poluidor e contaminante, sejam lançados na natureza.

Coleta seletiva e reciclagem

A coleta seletiva e a reciclagem ajudam a promover o desenvolvimento sustentável e o dinamismo econômico.

A coleta seletiva e a reciclagem são processos interligados e que promovem a reinserção de materiais que seriam descartados na cadeia produtiva para serem devolvidos ao mercado consumidor de uma maneira diferente. Elas representam, portanto, a destinação mais adequada e ambientalmente correta do lixo doméstico. A coleta seletiva é a primeira etapa da reciclagem, que é quando acontece a separação dos resíduos sólidos de acordo com a sua composição. Grosso modo, a divisão acontece em:

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  • material orgânico;
  • vidro;
  • papel;
  • plástico;
  • metal.

Certamente você já se deparou com lixeiras coloridas nas ruas, cada uma indicando o destino de um tipo de material diferente. Essa é a forma mais comum de praticar a coleta seletiva em comunidade, além, é claro, da separação do lixo doméstico que produzimos todos os dias em nossas residências. Após a coleta seletiva, o material reciclável é recolhido e encaminhado para as cooperativas, nas quais acontece a triagem desses sólidos para, então, ter início o processo de reciclagem.

A coleta seletiva e a reciclagem são práticas sustentáveis e de grande importância para a preservação do meio ambiente, visto que auxiliam na diminuição do volume de lixo produzido e da poluição. Elas incentivam, ainda, a economia circular, geram empregos e promovem maior dinamismo às economias locais, além de alimentar importantes cadeias produtivas com matérias-primas.

Crédito de imagem

Nuh Ishak / Shutterstock

Fontes

ABREMA. Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025. São Paulo: ABREMA, 2025. Disponível em: https://www.abrema.org.br/panorama/.

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ESA. Space debris by the numbers. European Space Agency (ESA), [s.d.]. Disponível em: https://www.esa.int/Space_Safety/Space_Debris/Space_debris_by_the_numbers.

FURLAN, Lívia Oliveira. Lixo industrial gera renda quando manejo é feito em rede. Jornal da USP, 19 jan. 2017. Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-humanas/lixo-industrial-gera-renda-quando-manejo-e-feito-em-rede/.

IBAMA. Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Ibama, 29 nov. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/ibama/pt-br/assuntos/emissoes-e-residuos/residuos/politica-nacional-de-residuos-solidos-pnrs.

LANGANKE, Roberto. O que são resíduos? Conservação para Ensino Médio – IB/USP, [s.d.]. Disponível em: https://ecologia.ib.usp.br/lepac/conservacao/ensino/lixo_residuos.htm.

PREFEITURA DE SÃO PAULO. SP Regula: Resíduos de Grandes Geradores (RGG). Prefeitura de São Paulo, 25 set. 2026. Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/web/spregula/w/residuos_solidos/cadastro_sp_regula/274393.

REDAÇÃO. Entenda quais são os 4 tipos de resíduos domiciliares. Recicla Sampa, 29 jul. 2024. Disponível em: https://www.reciclasampa.com.br/artigo/entenda-quais-sao-os-4-tipos-de-residuos-domiciliares.

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REDAÇÃO. Saiba quanto cada brasileiro gera de lixo por dia. Recicla Sampa, 07 jul. 2026. Disponível em: https://www.reciclasampa.com.br/artigo/saiba-quanto-cada-brasileiro-gera-de-lixo-por-dia.

REDAÇÃO. Semana do Meio Ambiente — Saiba a diferença entre lixo, rejeito e resíduo. Instituto Federal de Brasília (IFB), 01 jun. 2022. Disponível em: https://www.ifb.edu.br/reitori/30837-semana-do-meio-ambiente-saiba-a-diferenca-entre-lixo-rejeito-e-residuo.

REDAÇÃO. Tratamento de resíduos sólidos industriais. Propeq – Projeto e Pesquisa em Engenharia Química, 21 dez. 2022. Disponível em: https://propeq.com/tratamento-residuos-solidos/.

REDAÇÃO. Você sabe o que são resíduos sólidos provenientes de estabelecimentos comerciais e de prestadores de serviço? LAGESA/UFES, [s.d.]. Disponível em: https://lagesa.ufes.br/pt-br/conteudo/voce-sabe-o-que-sao-residuos-solidos-provenientes-de-estabelecimentos-comerciais-e-de. 

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GUITARRARA, Paloma. Tipos de lixo. Brasil Escola, 2026. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/classificacao-lixo.htm. Acesso em 16 de outubro de 2026.

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