Art Déco

Art Déco foi um estilo artístico que teve seu auge na década de 1920 e se popularizou especialmente na arquitetura.

Art Déco foi um estilo artístico formado entre as décadas de 1910 e 1930, que se popularizou especialmente no âmbito da arquitetura, do design e das artes decorativas e que se caracterizava pelo uso de formas geométricas simples e estilizadas. O termo deriva da Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes (Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas), ocorrida em Paris, na França, em 1925.

Leia também: O que é arte?

Tópicos deste artigo

Resumo sobre Art Déco

  • Art Déco foi um estilo estético de grande projeção internacional entre as décadas de 1910 e 1930, aplicado à arquitetura, ao design e às artes decorativas.
  • O nome deriva da Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, em Paris, 1925. Surgido no contexto entre guerras, expressou modernidade, progresso e racionalidade.
  • No Brasil, a partir da década de 1930, foi adotado em edifícios públicos e projetos urbanos ligados ao discurso de modernização do Estado da Era Vargas (1930-1945).
  • Caracteriza-se pela valorização da geometria, da simetria e da clareza estrutural, refletindo ideias de progresso e racionalidade. Utiliza formas simples e estilizadas, como linhas retas e padrões repetitivos, substituindo a ornamentação orgânica do século XIX.
  • Destaca-se pela estilização de figuras humanas e naturais, com formas alongadas e esquematizadas. Emprega materiais modernos, como aço, alumínio, vidro e concreto, combinados a elementos nobres, como mármore, reforçando luxo e modernidade. Também utiliza cores contrastantes e bem definidas, criando forte impacto visual.
  • Após a exposição de Paris, em 1925, o Art Déco consolidou-se como estilo internacional nas décadas de 1920 e 1930, difundindo-se pela Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Itália e leste europeu.
  • Enquanto o Art Nouveau valorizava linhas curvas, formas orgânicas e ornamentação inspirada na natureza, o Déco privilegiou geometria, simetria e racionalidade. Ambos romperam com estilos históricos do século XIX, mas o Déco alinhou-se melhor às demandas da indústria moderna e da burguesia urbana. A comparação entre os dois estilos revela diferentes respostas estéticas à modernidade urbana e industrial do início do século XX.

O que é Art Déco?

Empire State Building, em Nova York, um dos maiores ícones arquitetônicos do estilo Art Déco.

Art Déco foi um movimento estético e cultural de grande sucesso internacional entre as décadas de 1910 e 1930, especialmente no âmbito da arquitetura, do design e das artes decorativas e que se caracteriza, entre outros aspectos, pelo uso de formas geométricas simples e estilizadas, como linhas retas, zigue-zagues, círculos, losangos e padrões repetitivos.

O termo Art Déco deriva diretamente da Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes (Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas) ocorrida em Paris, na França, em 1925.

O contexto de surgimento dessa forma de arte se dá entre a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Grande Depressão (1929), período de intensas transformações sociais, urbanas, tecnológicas e culturais. O estilo Art Déco expressa esteticamente esse mundo em mudança em que ele surge e se consolida, combinando valores de modernidade, progresso técnico, racionalização da forma e sofisticação estética, afastando-se do academicismo e do excesso ornamental dos estilos anteriores.

Além disso, ele não constitui um movimento artístico no sentido estrito das vanguardas europeias desse período, como o cubismo e o futurismo, mas sim um estilo internacional, aplicado de maneira transversal a diversas áreas e linguagens, como a arquitetura, o design gráfico, as artes decorativas, as artes industriais, a joalheria e o urbanismo, sendo marcado por uma linguagem visual associada a uma ideia de luxo e elegância contemporâneas, fortemente vinculados à ideia de eficiência e racionalidade.

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No Brasil, o Art Déco foi apropriado e utilizado especialmente a partir da década de 1930, quando passou a ser adotado em edifícios públicos, sedes administrativas e projetos urbanos vinculados ao discurso de modernização do Estado varguista, funcionando como um símbolo visual de modernidade e “progresso” no Brasil, bem como já acontecia com esse estilo em escala internacional.

Grand Sabak Hotel & Mini Convention Centre, um hotel e centro de convenções em estilo Art Déco, construído em 1944, em Pekan Sabak, na Malásia.

Características do Art Déco

A primeira característica marcante do estilo Art Déco é a valorização da forma geométrica, da ordem visual e da clareza estrutural, o que reflete uma sintonia com a ideia de progresso técnico, racionalização e eficiência do período entreguerras em que o estilo surge.

Outra característica é o uso recorrente de formas geométricas simples e estilizadas, como linhas retas, zigue-zagues, chevrons, círculos, losangos e padrões repetitivos. Essas formas vieram substituir (ou propor uma alternativa) à ornamentação orgânica e sinuosa típica do final do século XIX. O resultado da alternativa proposta pelo Art Déco são composições mais simétricas, rítmicas e controladas, geralmente organizadas e estruturadas a partir de eixos bem definidos.

Mais uma característica desse estilo é a estilização da figura humana, animal e vegetal, que substitui a representação naturalista (“realista”) dos estilos anteriores pelo uso de figuras alongadas, simplificadas e esquematizadas, que transparecem dinamismo e uma nova forma de elegância. Essa característica aparece recorrentemente em painéis decorativos, esculturas arquitetônicas, cartazes e objetos de design desse período.

Esse estilo também se distingue pelo uso constante de novos materiais e técnicas industriais ou por uma reinterpretação modernizada de materiais mais tradicionais. Metais como alumínio, aço e cromo, visto como mais modernos nesse contexto histórico, eram abundantemente empregados, bem como vidro e concreto armado, com o mesmo efeito de imprimir uma ideia de modernidade tecnológica.

Ao mesmo tempo, materiais mais tradicionais e vistos como nobres como mármore e madeiras de alto valor também são utilizados, mas de maneira integrada com o conjunto mais moderno e geralmente para dar um ar de luxo e sofisticação ao conjunto.

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Jóia desenhada pelo designer René Jules Lalique, artista conhecido por suas criações dentro do estilo Art Déco.

Com relação ao uso das cores, o Art Déco se caracteriza por cores contrastantes e bem definidas, com uma combinação frequente de tons fortes e superfícies neutras, o que contribui para o impacto visual imediato das obras, muito característico das fachadas arquitetônicas e de peças gráficas desse estilo.

Cincinnati Union Terminal, em Cincinnati, nos EUA, um dos exemplos mais exuberantes de terminal ferroviário no estilo Art Déco.

Origem do Art Déco

O estilo Art Déco começa a se formar nos primeiros anos da década de 1910, mas se consolida e atinge seu maior reconhecimento internacional na segunda metade da década de 1920. No entanto, continua sendo influente internacionalmente pelas duas ou três décadas seguintes.

O marco simbólico e institucional da “apresentação” do estilo foi a Exposition Internationale des Arts Décoratifs et Industriels Modernes, de Paris, em 1925, que deu grande visibilidade ao movimento e é de onde vem o seu nome, por mais que ele já existisse na prática antes dessa data. Esse evento “inaugural” teve grande repercussão e reuniu artistas, arquitetos, designers e industriais de diversos países, tendo como objetivo promover uma estética que fosse moderna, adequada aos novos tempos, à produção industrial, às novas formas de vida urbana e compatível com o gosto burguês e a produção em série. Essa busca por um estilo moderno, urbano e industrial parte de uma reação ao historicismo e ao ecletismo predominantes na virada do século XIX para o XX, mas o Art Déco também marca firmemente sua distinção para com as novas vanguardas europeias surgidas nesse período, como o cubismo e o futurismo.

No Brasil, a chegada do Art Déco ocorreu alguns anos depois da sua consolidação na Europa, principalmente a partir dos anos de 1930, contexto em que o estilo foi incorporado à ideia de modernização e “progresso” do regime getulista então no poder.

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Art Déco no mundo

A partir da exposição em Paris, em 1925, o Art Déco rapidamente se consolidou como um estilo internacional ao fim da década de 1920 e durante a década de 1930. De Paris, o estilo alcançou rapidamente Bélgica, Alemanha, Reino Unido, Itália e Leste Europeu, sempre adaptado às tradições e condições locais, por meio de arquitetos, designers e artistas de diversas linguagens e de vários lugares do mundo. Em Paris, um exemplo marcante do estilo é o Palais de Chaillot. Na Bélgica, podemos citar a Villa Empain como um exemplo notável do estilo.

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Palais de Chaillot, em Paris, França, um dos edifícios mais marcantes do estilo Art Déco.

Fora da Europa, o estilo encontrou terreno fértil nos Estados Unidos, onde assumiu características próprias. Cidades como Nova York e Chicago se tornaram vitrines do Art Déco arquitetônico, com seus arranha-céus, cinemas, hotéis e edifícios comerciais construídos e decorados no novo estilo. Símbolos dessa influência são:

  • o Chrysler Building, em Nova York, possivelmente o edifício Art Déco mais famoso do mundo;
  • o Empire State Building, também em Nova York, um dos símbolos da cidade;
  • o Eastern Columbia Building, em Los Angeles, na costa oeste do país, conhecido por sua fachada turquesa e detalhes em dourado;
  • o Cincinnati Union Terminal Em Cincinnati, um dos exemplos mais deslumbrantes de terminal ferroviário representativos desse estilo.
O Chrysler Building, em Nova York, talvez o edifício Art Déco mais famoso do mundo, com sua torre de aço inoxidável.

Ainda nos Estados Unidos, além de Nova York com seus arranha-céus nesse estilo destacados acima, um destaque especial se dá à cidade de Miami Beach, que possui a maior concentração de construções feitas em arquitetura Art Déco do mundo, especialmente no South Beach Art Deco Historic District.

Ocean Drive em South Beach, na Flórida, uma das ruas mais famosas dos Estados Unidos por seus edifícios históricos em estilo Art Déco.

Do outro lado do globo, temos a cidade de Napier, na Nova Zelândia, que é conhecida como a "capital Art Déco" do Hemisfério Sul, reconstruída após um terremoto em 1931. No sul da Ásia, temos Mumbai, na Índia, que possui o segundo maior número de edifícios Art Déco do mundo, misturando motivos locais com o estilo: um exemplo é o Eros Cinema, em Mumbai, feito com pedra rosa e curvas elegantes.

Art Déco no Brasil

No Brasil, o estilo ganhou força com a chegada de Vargas no poder em 1930 e passou a representar seu projeto modernizador, como símbolo de avanço técnico e “progresso”. É nesse período que um dos maiores símbolos do nosso país, o Cristo Redentor, foi inaugurado, em outubro de 1931, em estilo Art Déco, sendo um dos maiores ícones desse estilo no mundo, com sua estrutura geométrica, linhas retas e o uso de materiais modernos como concreto armado e pedra-sabão, refletindo a modernidade que o governo de Vargas queria imprimir nesse contexto histórico.

Entre muitos outros exemplos marcantes do estilo no Brasil, ainda no Rio de Janeiro, o Teatro Carlos Gomes, a monumental estação ferroviária Central do Brasil e o Edifício Biarritz. Na outra grande metrópole brasileira, a cidade de São Paulo, temos o icônico Viaduto do Chá como importante representante do estilo.

Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, um dos maiores ícones do Art Déco no mundo.

O Art Déco no Brasil foi o estilo predominante para edifícios públicos e de apartamentos durante a Era Vargas (1930-1945), misturando influências internacionais com elementos nacionalistas , como na "Art Déco Guarani", uma fusão estética entre o estilo Art Déco e motivos da cultura indígena, notadamente grafismos e formas encontradas na arte guarani e de outras culturas nativas sul-americanas, uma releitura que valoriza a ancestralidade, integrando formas geométricas, cestaria e espiritualidade indígena em design moderno, tapetes e arquitetura. 

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Além disso, falar em Art Déco no Brasil é necessariamente falar da cidade de Goiânia, capital de Goiás, que é reconhecida como a capital Art Déco do Brasil e possuidora de um dos maiores acervos do mundo. Seu setor central e seu bairro de Campinas concentram grande parte do patrimônio de Art Déco da cidade. Edifícios marcantes desse estilo nessa cidade são muitos, mas podemos destacar o Museu Pedro Ludovico e o Teatro Goiânia.

A própria cidade, que foi planejada e inaugurada no contexto do governo Vargas, por meio de um aliado do presidente, Pedro Ludovico, que governava o estado no período, buscou representar esteticamente os valores modernos do regime por meio da estética Art Déco dos edifícios da nova capital.

Teatro Goiânia, na capital do estado de Goiás, inaugurado em 1942 em estilo Art Déco.

Artistas do Art Déco

Na França, onde surgiu o estilo, podemos citar grandes nomes como o arquiteto Auguste Perret, pioneiro no uso de concreto armado e que é considerado um precursor da Déco. Outro nome é o de Émile-Jacques Ruhlmann, que, embora seja mais famoso pelo design de interiores e mobiliário, seus princípios estéticos moldaram a sofisticação da arquitetura Déco francesa.

Pierre Chareau, arquiteto e designer notável que exibiu trabalhos importantes na exposição de 1925, também é importante no período, bem como Louis Süe e André Mare, designers e arquitetos que influenciaram a arquitetura de interiores luxuosa. Um último nome das origens do estilo na França a citar é Jean Dunand, mestre do metal e laca, essencial nos detalhes ornamentais da época.

Nos EUA, o estilo foi abraçado na década de 1930, adotando uma vertente mais vertical e futurista, muitas vezes chamada de Streamline Moderne. Entre os nomes mais destacados dessa versão americana do estilo, podemos destacar William Van Alen, arquiteto que projetou o Chrysler Building, talvez o ícone mais famoso da Art Déco mundial. Outro nome importante é o de Raymond Hood, que projetou o General Electric Building, em Nova York, e contribuiu significativamente para o Rockefeller Center. Outro é Timothy Pflueger, responsável por importantes estruturas na Costa Oeste, como o Paramount Theatre, na cidade de Oakland.

Por fim, temos que citar dois importantes escritórios de arquitetura que marcaram o estilo nesse país: Henry Hohauser e L. Murray Dixon, que são os principais nomes por trás dos hotéis em estilo Streamline no Art Deco Historic District de Miami Beach, e Shreve, Lamb & Harmon, escritório responsável pelo Empire State Building (1931).

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No Brasil, podemos citar diversos artistas de expressão, como Elisário Bahiana, arquiteto influente no Rio de Janeiro que projetou o prédio de apartamentos na Esplanada do Castelo, inaugurados em 1932. Outro foi Victor Brecheret, escultor ítalo-brasileiro cujas obras, como o Monumento às Bandeiras, incorporam fortemente as formas geométricas da Déco. Podemos também destacar Eduardo Pederneiras, arquiteto ativo no Rio de Janeiro durante o auge do estilo, Robert Prentice, arquiteto inglês radicado no Brasil, responsável por vários edifícios comerciais no estilo em São Paulo, e Christian Kneussl, engenheiro-arquiteto com obras notáveis nesse estilo no Brasil.

Obras de Art Déco

As obras de Art Déco estão expressas em diversas linguagens como as artes decorativas, o design gráfico e objetos de uso cotidiano. No entanto, há um destaque em termos de reconhecimento e impacto para a posteridade das obras arquitetônicas nesse estilo, em diversos países.

Para citar alguns exemplos expressivos desse estilo, podemos começar pela França, berço do estilo, com seu Théâtre des Champs-Élysées (1913), considerado um precursor da Déco, projetado pelo arquiteto Auguste Perret, um pioneiro no uso de concreto armado. Em Paris, temos o Palais de Chaillot, em Paris. Já na vizinha Bélgica, podemos citar a Villa Empain como um exemplo notável do estilo.

Nos Estados Unidos, onde o estilo alcançou grande evidência, temos símbolos internacionais desse movimento como o Chrysler Building, em Nova York, possivelmente o edifício Art Déco mais famoso do mundo; o Empire State Building, também em Nova York, um dos símbolos da cidade. Na Costa Oeste do país, um exemplo muito lembrado do estilo é o Eastern Columbia Building, em Los Angeles, conhecido por sua fachada turquesa e detalhes em dourado. Em Cincinnati, temos o terminal ferroviário Cincinnati Union Terminal. Há nesse país um destaque especial para a cidade de Miami Beach, que possui a maior concentração de construções feitas em arquitetura Art Déco do mundo, especialmente no South Beach Art Deco Historic District.

No Brasil, temos como exemplo o Cristo Redentor, inaugurado em 1931 em estilo Art Déco, sendo um dos maiores ícones desse estilo no mundo. Ainda no Rio de Janeiro, o Teatro Carlos Gomes, a monumental estação ferroviária Central do Brasil e o Edifício Biarritz. Na cidade de São Paulo, podemos citar o icônico Viaduto do Chá e o Estádio do Pacaembu. Na cidade de Goiânia, entre as muitas edificações nesse estilo, podemos destacar o Teatro Goiânia e o Museu Pedro Ludovico.

Expressões do estilo em outras linguagens são inúmeras, apesar de menos lembradas. No âmbito da pintura, um dos nomes mais representativos é o da pintora polonesa Tamara de Lempicka. Suas obras, produzidas sobretudo nos anos 1920, tornaram-se emblemáticas do Art Déco pela combinação de figuras humanas estilizadas, volumes geométricos, superfícies polidas e atmosfera cosmopolita, frequentemente associadas à imagem da mulher moderna e urbana.

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Outro nome no design para esse movimento é Erté, pseudônimo de Romain de Tirtoff, artista russo naturalizado francês cuja produção se destacou nas áreas de moda, ilustração, cenografia e design gráfico, com diversos trabalhos para revistas, espetáculos e figurinos, que exploraram linhas elegantes, composições simétricas e forte estilização. Poderíamos destacar as obras de diversos artistas de outras linguagens como, nas artes decorativas, Jean Dunand, artista suíço radicado na França, conhecido por seus painéis laqueados, objetos decorativos marcados pelo luxo, refinamento técnico e materiais sofisticados, entre muitos outros nomes desse importante estilo.

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Art Déco e Art Nouveau

A relação entre Art Déco e Art Nouveau é fundamental para compreender as transformações estéticas ocorridas na virada do século XIX para o XX, sendo que a Art Déco, que tem seu ápice entre as décadas de 1920 e 1930, surge, em parte, como uma reação crítica às soluções formais e à estética da Art Nouveau, que teve seu ápice entre as décadas de 1890 e 1910.

A Art Nouveau, estilo imediatamente anterior ao Déco, caracterizou-se pelo uso de linhas curvas, formas orgânicas e inspirações da natureza, com forte presença de motivos florais, arabescos e composições assimétricas. Essa linguagem compartilha com a Déco a busca por romper com os estilos históricos do século XIX, mas acabou associada a um certo excesso ornamental e um alto custo e produção, o que não sintonizava com as demandas e valores da indústria moderna e da burguesia urbana racionalista do início do século XX, valores muito sintonizados com as soluções formais da Art Déco.

Dessa forma, a comparação entre Art Déco e Art Nouveau conta a história das expressões estéticas na virada do século XIX para o XX e evidencia diferentes propostas diante dessa modernidade urbana e industrial que se impunha, que se refletem no modo como arte, indústria e sociedade passaram a se relacionar desde então.

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Fontes

SIMIONI, Ana Paula Cavalcanti; MIGLIACCIO, Luciano. Art Déco no Brasil: Coleção Fulvia e Adolpho Leirner. São Paulo: Olhares, 2020.

BENTON, Charlotte; BENTON, Tim; WOOD, Ghislaine (eds.). Art Deco: 1910-1939. London: V&A Publications, 2003.

Deseja fazer uma citação?
BORGES, Alexandre Fernandes. "Art Déco"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/artes/art-deco.htm. Acesso em 11 de março de 2026.