A escassez de água é um problema social e ambiental que surge quando a demanda por água em um território é maior do que o recurso disponível para atendê-la. Os aspectos climáticos de uma área podem contribuir para a escassez de água, especialmente quando analisamos regiões áridas ou semiáridas em que o calor e a alta taxa de evaporação impedem a formação de corpos hídricos superficiais. Entretanto, é preciso levar em conta, também, os fatores antrópicos que contribuem para o agravamento da situação, em especial a má gestão dos recursos naturais disponíveis na área e a existência de interesses políticos e econômicos que são priorizados em detrimento da população.
Como consequência da escassez de água, temos a perda de biodiversidade, o desenvolvimento de doenças, o agravamento da insegurança alimentar e até mesmo conflitos territoriais travados pelo controle de fontes de água. Solucionar esse problema e ampliar o acesso da população mundial a fontes seguras de água potável é um dos objetivos do desenvolvimento sustentável e passa pela cooperação entre diferentes governos e, também, agentes econômicos no financiamento de projetos e de iniciativas voltadas para a melhor distribuição dos recursos hídricos.
Leia também: Desperdício de água — sério problema ambiental ocasionado pelo uso exagerado e pouco eficiente da água
Tópicos deste artigo
- 1 - Resumo sobre escassez de água
- 2 - O que é escassez de água?
- 3 - Causas da escassez de água
- 4 - Consequências da escassez de água
- 5 - Possíveis soluções para escassez de água
- 6 - Escassez de água no Brasil
- 7 - Países com mais escassez de água
- 8 - Escassez de água na redação do Enem
- 9 - Exercícios resolvidos sobre escassez de água
Resumo sobre escassez de água
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Escassez de água é a falta de água potável para atender totalmente à demanda em uma determinada área. Onde há escassez, a água é um recurso limitado e mal distribuído.
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O número de pessoas que não têm acesso à água potável no mundo é de 2,1 bilhões, um quarto da população mundial. O problema é mais grave em países menos desenvolvidos.
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O clima árido, a má gestão dos recursos hídricos, o rápido crescimento populacional não acompanhado pela infraestrutura e as mudanças climáticas são algumas causas da escassez.
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Perda de biodiversidade, queda na produção de alimentos, surgimento de doenças, migrações em massa e conflitos pela água são consequências da escassez hídrica.
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A solução da escassez de água depende de iniciativas para aumentar os investimentos em infraestrutura, para garantir o financiamento de projetos e para incentivar o uso sustentável do recurso.
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O problema da escassez de água no Brasil afeta principalmente a região do Semiárido, no Nordeste, sendo agravado por interesses econômicos e políticos.
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As mudanças climáticas e alterações no padrão de chuvas, contudo, têm provocado crises de desabastecimento em outras partes do território brasileiro.
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Kuwait, Bahrein e Egito estão entre os países com maior escassez de água por conta da baixa disponibilidade anual per capita desse recurso.
O que é escassez de água?
Escassez de água é um problema que consiste na falta de água potável para atender à demanda de uma determinada área. Em territórios onde a escassez de água se faz presente, esse recurso natural é limitado e distribuído de maneira desigual, o que significa que uma parcela de seus habitantes não consegue acessar água por meio de fontes seguras. A escassez ou falta d’água afeta principalmente países que estão localizados em áreas de clima quente e árido, onde há poucos corpos hídricos perenes e elevada taxa de evaporação. Contudo, as condições naturais não são as únicas causadoras do estresse hídrico em um território, conforme veremos a seguir.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1 em cada 4 pessoas no mundo não tem acesso à água potável. Isso representa 2,1 bilhões de indivíduos que buscam alternativas para conseguirem sobreviver sem acesso a esse recurso que é indispensável para a vida no nosso planeta. Desse montante, 1,6 bilhão consome água diretamente de fontes superficiais não tratadas, ampliando o risco sanitário a que estão expostos. Então, além de ser uma questão de ordem estrutural, a escassez de água é tratada, também, como um problema de saúde pública, tendo em vista as suas consequências para o organismo humano.
Ainda de acordo com o mais recente relatório da OMS, a população que vive em países subdesenvolvidos está mais suscetível a enfrentar problemas associados com a escassez de água. Da mesma forma, na ausência de respaldo do Estado em localidades onde o estresse hídrico é uma realidade, como países áridos da região do Chifre da África, por exemplo, a organização indica que o acesso à água é quase 40 pontos percentuais menor do que em áreas onde há um mínimo de estrutura normativa e de serviços.
Confira também: Afinal, o que é água potável?
Causas da escassez de água
Uma das causas da escassez de água é a má distribuição do recurso pela superfície terrestre. Quando analisamos a distribuição de água no mundo, constatamos que a água potável é, por si só, um recurso escasso. De todo o volume de água presente na hidrosfera, somente 2,5% corresponde à água doce. Cerca de 70% dela está armazenada nas geleiras, o que significa que não é acessível para o uso e para o consumo cotidiano. Então, somente 0,3% da água doce está disponível em reservatórios superficiais, como rios e lagos, enquanto 30,8% se encontra em aquíferos. Naturalmente, a disponibilidade de água doce no planeta Terra é, então, limitada.
O clima tem uma parcela de participação, uma vez que ele caracteriza o regime pluviométrico e o padrão de umidade de uma área. As regiões mais úmidas possuem maior volume de água disponível em reservatórios de superfície e de subsuperfície, o que não acontece em localidades de clima desértico (ou árido). Nessas, as principais reservas de água estão localizadas no subsolo, armazenadas nos chamados aquíferos. No entanto, a formação de aquíferos depende da geologia local, que nem sempre é favorável.
O rápido crescimento populacional em uma dada localidade, aliado com a ausência de planejamento territorial, também são apontados como causas da escassez de água. Além disso, há uma falta de infraestrutura suficiente para levar água potável às áreas onde aconteceu o aumento da demanda, e, em muitos cenários, a falta de recursos financeiros, a negligência do poder público, interesses políticos e, ainda, casos de corrupção antes ou durante a execução de projetos apenas contribuem para agravar o desabastecimento. Para além disso, o avanço da poluição hídrica dificulta o acesso a fontes seguras e exige ainda mais ferramentas para a sua despoluição e readequação para uso.
O que explicamos acima pode ser resumido como má gestão dos recursos hídricos de um território, o que também reflete na maneira como eles são distribuídos entre a população e os agentes econômicos do território. Globalmente, a agricultura é a atividade que mais consome água: 70% da demanda tem origem nesse setor. A indústria fica em segundo lugar, com 20%. Então, esse desequilíbrio provocado pela falta de gestão dos recursos hídricos reflete na escassez de água para a população, que representa somente 10% do consumo em escala mundial.
As mudanças climáticas têm alterado o comportamento da atmosfera em escala planetária, e já é apontado por organizações como a Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das causas da escassez de água. O aquecimento global e as alterações que ela provoca na atmosfera fazem com que eventos antes considerados raros aconteçam com frequência, sendo as ondas de calor e as secas severas exemplos. Até mesmo regiões onde a estiagem era curta têm passado por longos períodos sem chuva.
Por fim, temos o advento de novas tecnologias, como a inteligência artificial, que estão consumindo cada vez mais água como parte do sistema de resfriamento de seus maquinários, o que tem levantado debates acerca da sua viabilidade e impactos ambientais diante de cenários de escassez.
Consequências da escassez de água
A falta de água produz desequilíbrios ambientais e sérios impactos para a saúde e a vida cotidiana de populações ao redor do mundo, afetando, ainda, o sistema econômico e a geopolítica internacional. Podemos apontar como consequências da escassez de água:
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seca e desaparecimento de rios, riachos e outros corpos hídricos superficiais;
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desequilíbrios ecossistêmicos com o enfraquecimento de ciclos como o da água;
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menor aporte de umidade para a atmosfera, o que diminui a probabilidade de chuvas;
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perda de biodiversidade provocada pela morte de animais e de plantas;
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perda do gado e das lavouras agrícolas, gerando redução da produção de alimentos e desabastecimento, o que causa insegurança alimentar e fome;
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busca por reservatórios de água não seguros, isto é, que armazenam água imprópria para consumo ou uso;
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desenvolvimento de problemas de saúde pela falta d’água recorrente para práticas de higiene e, ainda, pelo consumo de água imprópria, poluída ou contaminada;
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intensificação das correntes migratórias de pessoas que buscam áreas com disponibilidade de água;
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eclosão de conflitos pelo controle de fontes e de nascentes de água, especialmente em áreas de elevado estresse hídrico como é o caso do Oriente Médio.
Possíveis soluções para escassez de água
Oferecer soluções para a escassez de água se enquadra como uma das metas para o desenvolvimento sustentável estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU). Precisamente, trata-se da meta de número 6, que prevê a ampliação do acesso à água potável e saneamento básico. Esse foi, também, um dos temas centrais nos debates realizados durante a 30ª Conferência das Partes (COP) realizada no Brasil em 2025.
A cooperação entre agentes econômicos e os governos locais se faz necessária para o desenvolvimento de iniciativas que visem à ampliação das redes de captação e à distribuição de água em locais que vivem em estresse hídrico. O maior investimento em infraestrutura passa, igualmente, por sistemas que captem água dos mares e dos oceanos e realizem a sua dessalinização de maneira a viabilizar o consumo. Para que ações como as citadas sejam possíveis, o financiamento de projetos, principalmente em países subdesenvolvidos, é importante, assim como o monitoramento constante para o acompanhamento das regiões em estresse hídrico permanente.
Quando abordamos a escassez de água e as crises hídricas registradas no mundo, incluindo no Brasil, a melhoria da gestão dos recursos e a concepção de métodos sustentáveis de uso da água em atividades que consomem grandes volumes, como a indústria e a agricultura, são indispensáveis para a sua distribuição de maneira mais justa.
Escassez de água no Brasil
O Brasil é um dos países mais ricos do mundo quando falamos de recursos hídricos, detendo 12% de toda a água doce do planeta. Mesmo assim, enfrenta a escassez de água e crises hídricas que se agravaram nos últimos anos. Uma das áreas em que esse é um problema recorrente é o Semiárido, região que compreende o interior do Nordeste e parte do norte de Minas Gerais. Como o nome indica, é uma área de clima semiárido que apresenta volume de chuvas de até 750 mm, baixa umidade relativa do ar e uma estação sem chuvas que pode durar meses. Entretanto, algumas das secas mais longas do Semiárido duraram anos.
Questões econômicas e interesses políticos fizeram com que as medidas para o combate à seca no Semiárido fossem insuficientes ou inexistentes durante muito tempo, o que levou à criação do termo “indústria da seca” para se referir a ganhos de terceiros com a situação de crise. Atualmente, a construção de açudes e de cisternas, uma infraestrutura para a dessalinização de água e projetos de grande magnitude como a transposição do Rio São Francisco têm auxiliado a reduzir os impactos desse problema.
No Nordeste e em outras regiões do país, sobretudo, na região Norte, problemas com a infraestrutura de distribuição de água têm contribuído para que menos água potável chegue até os consumidores finais. Tais problemas estão relacionados com vazamentos que provocam a perda de água, gerando imenso desperdício e prejudicando principalmente a população. Amapá, Acre e Rondônia estão entre os estados que registram maior perda, que varia entre 59,8 e 71,1%. A média no território brasileiro é de 37,7%, segundo dados do Instituto Trata Brasil.
Mais recentemente, as mudanças climáticas, a ocorrência de ondas de calor intensas e longos períodos de estiagem têm ocasionado crises de desabastecimento na região Sudeste do país. Em um futuro não muito distante, a continuidade do aumento das temperaturas vai ampliar a demanda por água, especialmente em áreas densamente urbanizadas e industrializadas do Brasil. Estima-se que a necessidade por esse recurso será 59,3%|1| maior até o ano de 2050, o que exige medidas de urgência para amenizar esse quadro futuro.
Veja também: Escassez de água no Brasil — mais detalhes sobre esse problema ambiental
Países com mais escassez de água
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Países com maior escassez de água segundo a disponibilidade per capita |
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País |
Localização |
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Kuwait |
Oriente Médio |
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Bahrein |
Oriente Médio |
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Egito |
Norte da África |
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Emirados Árabes |
Oriente Médio |
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Catar |
Oriente Médio |
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Iêmen |
Oriente Médio |
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Maldivas |
Sul da Ásia |
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Jordânia |
Oriente Médio |
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Arábia Saudita |
Oriente Médio |
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Israel |
Oriente Médio |
Fonte: Banco Mundial.
Escassez de água na redação do Enem
A escassez de água é um tema cada vez mais presente nos noticiários do mundo, sendo esse um problema que está em expansão por conta das mudanças no clima. No Brasil, ele vem atrelado com a crise hídrica e com questões estruturais e políticas do território nacional que se desenrolam há décadas e permanecem sem solução. As últimas reuniões intergovernamentais deram destaque ao tema por conta da sua relação com a crise climática. Sendo assim, a escassez de água pode ser cobrada no Enem tanto na prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias quanto na redação.
A produção de um bom texto argumentativo sobre esse tema depende da ciência de algumas informações-chave, como:
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o que causa a escassez de água e os seus agravantes;
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impactos da crise hídrica e da escassez de água;
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a maneira como o aquecimento global e as mudanças climáticas interferem no problema;
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a relação entre a escassez de água e a insegurança alimentar;
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consequências da escassez de água no mundo;
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ocorrência da escassez de água no território brasileiro.
→ Repertório para redação sobre escassez de água
As obras que listamos a seguir podem ser úteis para o desenvolvimento de uma redação sobre o tema.
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Livro: Vidas Secas (Graciliano Ramos); O Quinze (Raquel de Queiroz).
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Documentários: A água que falta (YouTube); Água e Poder: Roubo na Califórnia (AppleTV); Cowspiracy (Netflix).
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Filmes: Mad Max: Estrada da Fúria (PrimeVideo); Rango (PrimeVideo via aluguel ou compra).
Entre as informações que são importantes, lembre-se de que:
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25% da população mundial não tem acesso a fontes seguras de água (OMS);
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16,12% dos domicílios brasileiros não são abastecidos pela rede geral de água (IBGE);
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35,31% dos domicílios brasileiros não tem acesso às redes de esgoto (IBGE);
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40,1% da água tratada no Brasil é perdida no processo de distribuição (Trata Brasil);
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a demanda por água no Brasil vai crescer 59,3% nas próximas décadas (Trata Brasil);
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acesso amplo à água é um dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Exercícios resolvidos sobre escassez de água
Questão 1
(Furb) Considere o trecho a seguir sobre o uso da água doce no mundo:
“A cada ano, cerca de 70% da água doce disponível no planeta é utilizada pela agricultura, 20% pela indústria e apenas 10% para consumo doméstico. Em algumas regiões, o uso insustentável da água, combinado com mudanças climáticas, provoca escassez hídrica, conflitos pelo recurso e impactos nos ecossistemas aquáticos e terrestres. O excesso de captação de rios e aquíferos afeta tanto o ambiente rural quanto áreas urbanas, gerando problemas econômicos e sociais.”
Considere as sentenças a seguir sobre essa temática:
I. A maior parte da água doce é consumida pela agricultura, o que pode gerar impactos ambientais em rios, lagos e aquíferos.
II. O uso excessivo de água em áreas urbanas e rurais está relacionado a problemas socioambientais, como escassez, conflitos e degradação de ecossistemas.
III. O consumo doméstico de água é superior ao industrial e agrícola, sendo responsável pelo maior impacto ambiental.
É correto o que se afirma em:
A) III, apenas.
B) II, apenas.
C) I e III, apenas.
D) I e II, apenas.
E) I, II e III.
Resolução:
Alternativa D.
Somente estão corretas as afirmativas I e II. A afirmativa III erra ao afirmar que o uso doméstico da água é superior ao agrícola e industrial quando, na verdade, o uso doméstico é menor entre os três.
Questão 2
(Fundep)
Culturalmente tratada como um bem infinito no Brasil, a água é um dos recursos naturais que mais tem dado sinais de que não subsistirá por muito tempo às intervenções humanas no meio ambiente e às mudanças do clima. Os especialistas alertam que os problemas podem se agravar se não forem tomadas medidas urgentes e se a sociedade não mudar sua percepção e comportamento em relação aos recursos naturais.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2018-10/agua-no-brasil-da-abundancia-escassez. Acesso em: 31 abr. 2022.
O texto alerta para riscos de uma crise hídrica no Brasil, mesmo sendo considerado uma potência hídrica. Um fator que poderia contribuir para agravar o risco de escassez quantitativa de água no país corresponde:
A) à presença de poucos depósitos de água subterrânea.
B) ao desperdício no consumo de água por parte de diversas atividades.
C) à falta de interligação entre as grandes bacias hidrográficas brasileiras.
D) à grande utilização de água por parte da agricultura de subsistência.
Resolução:
Alternativa B.
O agravamento da crise hídrica pode acontecer em decorrência do desperdício no consumo por atividades diversas e, também, durante o processo de distribuição da água.
Notas
|1| REDAÇÃO. Brasil pode ter 12 dias de racionamento de água por ano até 2050; Nordeste e Centro-Oeste podem passar de 30 dias. G1, 28 out. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2025/10/28/brasil-pode-ter-12-dias-de-racionamento-de-agua-por-ano-ate-2050-mostra-estudo-nordeste-e-centro-oeste-podem-passar-de-30-dias.ghtml.
Crédito de imagem
Fontes
BOCUHY, Carlos. O Brasil e o colapso anunciado da água. Le Monde Diplomatique Brasil, 19 fev. 2026. Disponível em: https://diplomatique.org.br/o-brasil-e-o-colapso-anunciado-da-agua/.
BOEHM, Camila. Cidades brasileiras correm risco de desabastecimento de água até 2050. Agência Brasil, 28 out. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2025-10/cidades-brasileiras-correm-risco-de-desabastecimento-de-agua-ate-2050.
Fanack Water. Disponível em: https://water.fanack.com/.
Instituto Água e Saneamento (IAS). Disponível em: https://www.aguaesaneamento.org.br/.
KUZMA, Samantha; SACCOCCIA, Liz. 25 Countries, Housing One-Quarter of the Population, Face Extremely High Water Stress. World Resources Institute, 16 ago. 2023. Disponível em: https://www.wri.org/insights/highest-water-stressed-countries.
Panorama do Censo 2022. Disponível em: https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/index.html.
REDAÇÃO. Sete estados desperdiçam mais da metade da água potável antes de chegar às residências. Instituto Trata Brasil, 28 jan. 2025. Disponível em: https://tratabrasil.org.br/sete-estados-desperdicam-agua-potavel/.
ROY, Diana; KLOBUCISTA, Claire; ROBINSON, Kali. The Global Water Crisis: Stress, Scarcity, and Conflict. Council on Foreign Relations, 20 mar. 2026. Disponível em: https://www.cfr.org/backgrounders/water-stress-global-problem-thats-getting-worse#chapter-what-are-countries-and-international-organizations-doing-about-water-stress.
Water Action Hub. Disponível em: https://wateractionhub.org/.
WHO. 1 in 4 people globally still lack access to safe drinking water. World Health Organization (WHO); UNICEF, 26 ago. 2025. Disponível em: https://www.who.int/news/item/26-08-2025-1-in-4-people-globally-still-lack-access-to-safe-drinking-water---who--unicef,
UN. Water Action Agenda. United Nations, . Disponível em: https://sdgs.un.org/conferences/water2023/action-agenda.