Gêneros digitais

Gêneros digitais são textos veiculados em ambiente digital. Englobam texto escrito, áudio e vídeo. A BNCC valoriza as habilidades relacionadas a textos digitais.

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Gêneros digitais são gêneros textuais típicos do ambiente virtual. Alguns desses gêneros são exclusivamente digitais, como o post, por exemplo. Outros já existiam antes da internet e foram adaptados para o ambiente virtual, como, por exemplo, o gênero notícia, a qual também pode ser veiculada em ambiente digital.

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A multimodalidade (combinação de escrita, som e imagem) é a principal característica dos gêneros digitais. Alguns exemplos de textos desse gênero são e-mail, chat, post, fórum de discussão, podcast, gameplay, entre outros. A BNCC determina o desenvolvimento de habilidades relacionadas a textos digitais.

Leia também: Hipertexto — forma de organização textual baseada na conexão entre conteúdos

Tópicos deste artigo

Resumo sobre gêneros digitais

  • Os gêneros digitais são textos verbais ou não verbais que circulam no ambiente digital.
  • São características dos gêneros digitais:
    • dinamismo: velocidade de produção e acesso, além da interatividade;
    • interatividade: comunicação, muitas vezes em tempo real, entre receptor(a) e produtor(a) do texto digital;
    • caráter sincrônico: textos lidos ao mesmo tempo, como, por exemplo, o chat;
    • caráter assincrônico: textos lidos em momentos distintos, como, por exemplo, o e-mail;
    • transmutação: adaptação de textos físicos, como, por exemplo, uma entrevista, para o ambiente digital;
    • multimodalidade: combinação de escrita, som e imagem.
  • Principais gêneros digitais:
    • e-mail: carta virtual;
    • chat: bate-papo on-line;
    • post: qualquer publicação virtual;
    • fórum de discussão: debate virtual;
    • videoconferência: reunião online;
    • podcast: conteúdo de áudio sobre tema específico;
    • comentário digital: reação ou opinião acerca de uma postagem;
    • mensagem instantânea: mensagem trocada em aplicativo;
    • tutorial: passo a passo para a realização de uma tarefa;
    • newsletter: boletim informativo digital;
    • webinar: seminário, palestra ou conferência on-line.
  • A BNCC estimula o desenvolvimento de habilidades relacionadas aos gêneros digitais, principalmente associadas às culturas juvenis, como o gênero gameplay.

O que são gêneros digitais?

Mapa mental sobre gêneros digitais.
Gêneros digitais são textos veiculados em ambiente virtual. (Créditos: Isa Galvão | Brasil Escola)

Os gêneros digitais são textos verbais (com palavras) ou não verbais (sem palavras, mas com imagem ou som) produzidos para serem veiculados em ambiente digital. Com o advento da internet, novos gêneros de textos surgiram. Outros já existentes foram adaptados para serem veiculados nesse ambiente.

Como qualquer outra forma de gênero textual, o digital é utilizado na comunicação. Você, com certeza, já produziu algum gênero textual digital. E, neste momento, está lendo este conteúdo ou artigo digital produzido por mim. Este gênero de texto que você está lendo não é produzido para ser veiculado em suporte físico, ou seja, o papel.

Características dos gêneros digitais

Os gêneros digitais apresentam caráter dinâmico. Alguns têm vida curta, em função desse dinamismo típico do ambiente digital, em que os avanços tecnológicos criam novas formas de interação. Se os gêneros não digitais utilizam o papel como veículo, os digitais utilizam computador, celular, tablet etc.

Dependendo do gênero, ocorrem interações múltiplas, isto é, vários enunciadores ou interlocutores se comunicam em tempo real. A depender do texto, também pode haver caráter assincrônico, quando a comunicação não ocorre ao mesmo tempo. Além disso, a velocidade na comunicação é inerente aos gêneros digitais.

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Pode ocorrer também a transmutação ou reformatação de um gênero já existente para o universo virtual. Por exemplo, entrevista, carta, diário, reportagem etc. No ambiente digital, são comuns a multimodalidade ou hibridização (combinação de escrita, som e imagem, por exemplo) e a interatividade.

Em alguns casos, você pode se identificar ou ficar no anonimato, já que, em vez do seu nome, pode usar um nickname. Há também a possibilidade de compartilhamento de textos. No mais, assim como textos físicos, os digitais também podem usar linguagem formal ou informal. No próximo tópico, vou mostrar para você quais são os principais gêneros digitais da atualidade.

Quais são os gêneros digitais?

  • E-mail

    • Características: espécie de carta digital; pode ser formal ou informal. Possui endereço eletrônico do remetente e do destinatário, assunto, vocativo, saudação final e assinatura.
    • Função: estabelecer comunicação entre pessoas ou instituições.
  • Chat (bate-papo)

    • Características: conversa em tempo real; geralmente informal, com abreviações, emojis e uso de nickname. Pode ser formal em contextos específicos.
    • Função: estabelecer comunicação em tempo real entre dois ou mais indivíduos ou instituições.
  • Post (postagem) 

    • Características: publicação online em sites, redes sociais ou blogs. Pode ser verbal ou não verbal, formal ou informal.
    • Função: informar, opinar, entreter, divulgar etc.
  • Fórum de discussão

    • Características: debate não sincrônico (não ocorre em tempo real), geralmente informal, sobre um tema específico. Pode ter moderador.
    • Função: debater, tirar dúvidas, trocar informações.
  • Aula virtual

    • Características: aula em ambiente digital com interação, recursos visuais, exposição oral e textos escritos.
    • Função: ensinar ou trocar conhecimento.
  • Videoconferência

    • Características: comunicação ao vivo, com áudio e vídeo, entre participantes em locais diferentes.
    • Função: debater sobre um tema específico.
  • Lista de discussão

    • Características: discussão por e-mail em grupo virtual, mediada por um endereço central (moderador).
    • Função: compartilhar, debater, tirar dúvidas ou opinar.
  • Podcast

    • Características: conteúdo em áudio, geralmente seriado, podendo ser informativo, narrativo ou entrevista.
    • Função: informar, entreter etc.
  • Videocast

    • Características: podcast com áudio e vídeo.
    • Função: informar, entreter etc.
  • Comentário digital

    • Características: texto curto que expressa reação a uma postagem; linguagem informal e subjetiva.
    • Função: opinar, criticar ou apoiar.
  • Gameplay

    • Características: gênero multimodal: jogo virtual, áudio do jogador e texto. Pode ser gravado ou ao vivo.
    • Função: entreter, criticar, instruir, compartilhar experiências.
  • Ciberpoema

    • Características: poema digital que combina texto, som, imagem, animação e links; pode ser interativo.
    • Função: expressar-se artisticamente.
  • Mensagem instantânea

    • Características: mensagem enviada por aplicativos. Pode ser texto, imagem, áudio ou vídeo. Geralmente curta e informal, mas pode ser formal em certos contextos.
    • Função: comunicar-se de forma rápida e direta.
  • Meme

    • Características: linguagem verbal e não verbal, com humor e ironia, ligada a acontecimentos atuais e de curta duração.
    • Função: entreter ou criticar.
  • Story

    • Características: publicação com foto ou vídeo curto, em formato vertical, disponível por 24 horas, mostrando a rotina do perfil.
    • Função: interagir com seguidores.
  • Tutorial

    • Características: passo a passo para realizar uma tarefa. Pode ser escrito, com imagem, áudio ou vídeo; linguagem direta, com verbos no imperativo.
    • Função: instruir ou ensinar.
  • Newsletter

    • Características: boletim informativo enviado periodicamente por e-mail, com textos curtos, imagens, links e objetivo comercial.
    • Função: informar ou educar e fortalecer o relacionamento com leitores ou clientes.
  • Webinar

    • Características: seminário, palestra ou aula online ao vivo, com estrutura formal e possibilidade de interação por perguntas.
    • Função: educar ou treinar.
  • Live

    • Características: transmissão de vídeo ao vivo, informal, espontânea e interativa.
    • Função: entreter, informar e interagir.
  • Bio digital

    • Características: breve biografia em perfis de redes sociais, com limite de caracteres, palavras-chave, links e imagem de perfil.
    • Função: apresentar biografia pessoal ou profissional e atrair seguidores.
  • Reels

    • Características: vídeo curto e vertical, com informações diretas e ritmo acelerado.
    • Função: entreter e atrair seguidores.

Leia também: Diferença entre o texto literário e não literário

Gêneros digitais na BNCC

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é um documento normativo que define o conjunto de “aprendizagens essenciais” e aponta as dez competências gerais que devem ser desenvolvidas no ensino básico. Entre essas competências, merecem destaque as competências 1, 4 e 5, as quais valorizam o conhecimento sobre o mundo digital, a linguagem digital e as tecnologias digitais de informação e comunicação.

Você vai perceber que é recorrente a menção, na BNCC, às culturas juvenis. Daí também a relevância do estudo e da produção de textos de gêneros digitais diversos. Afinal, tais gêneros fazem parte do cotidiano de crianças e adolescentes. Portanto, o letramento digital é de suma importância.

O documento valoriza não só os “novos gêneros que surgem ou se transformam (como post, tweet, meme, mashup, playlist comentada, reportagem multimidiática, relato multimidiático, vlog, videominuto, political remix, tutoriais em vídeo, entre outros)”, mas também “novas ações, procedimentos e atividades (curtir, comentar, redistribuir, compartilhar, taguear, seguir/ ser seguido, remidiar, remixar, curar, colecionar/ descolecionar, colaborar etc.) que supõem o desenvolvimento de outras habilidades”.

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Vale ressaltar que a BNCC considera a leitura a partir de “um sentido mais amplo, dizendo respeito não somente ao texto escrito, mas também a imagens estáticas (foto, pintura, desenho, esquema, gráfico, diagrama) ou em movimento (filmes, vídeos etc.) e ao som (música), que acompanha e cossignifica em muitos gêneros digitais”.

Ainda sobre a leitura e as condições de produção e recepção de textos, o documento menciona “dimensões inter-relacionadas à práticas de uso e reflexão”, como:

Refletir sobre as transformações ocorridas nos campos de atividades em função do desenvolvimento das tecnologias de comunicação e informação, do uso do hipertexto e da hipermídia e do surgimento da Web 2.0: novos gêneros do discurso e novas práticas de linguagem próprias da cultura digital, transmutação ou reelaboração dos gêneros em função das transformações pelas quais passam o texto [...], como forma de ampliar as possibilidades de participação na cultura digital e contemplar os novos e os multiletramentos.

Assim, os gêneros digitais são mencionados em todo o documento. Para você ter uma ideia, darei alguns exemplos de habilidades que devem ser desenvolvidas no ensino básico, as quais são indicadas na BNCC:

  • Ensino Fundamental, 2o ano, Língua Portuguesa, habilidade 16: “Identificar e reproduzir, em bilhetes, recados, avisos, cartas, e-mails, receitas (modo de fazer), relatos (digitais ou impressos), a formatação e diagramação específica de cada um desses gêneros”.
  • Ensino Fundamental, 5o ano, Língua Portuguesa, habilidade 28: “Observar, em ciberpoemas e minicontos infantis em mídia digital, os recursos multissemióticos presentes nesses textos digitais”.
  • Ensino Fundamental, 6o ano, Língua Inglesa, habilidade 15: “Produzir textos escritos em língua inglesa (histórias em quadrinhos, cartazes, chats, blogues, agendas, fotolegendas, entre outros), [...]”.

ATENÇÃO! Tenho uma ressalva a fazer acerca da menção a “blogues”. O blogue é amplamente conhecido como sendo uma página da internet, ou seja, um site. Acredito que o documento ainda associa blog ou blogue a um diário virtual, como era no passado. Isso ainda pode acontecer, mas o conceito de “blogue” foi ampliado de lá para cá. Fica aqui minha ressalva. E sigamos em frente:

  • Ensino Fundamental, 6o e 7o ano, Língua Portuguesa, habilidade 11: “Planejar resenhas, vlogs, vídeos e podcasts variados, e textos e vídeos de apresentação e apreciação próprios das culturas juvenis (algumas possibilidades: fanzines, fanclipes, e-zines, gameplay, [...])”.
  • Ensino Fundamental, 6o e 7o ano, Língua Portuguesa, habilidade 21: “Divulgar resultados de pesquisas por meio de apresentações orais, painéis, artigos de divulgação científica, verbetes de enciclopédia, podcasts científicos etc.”.
  • Ensino Fundamental, 6o ao 9o ano, Língua Portuguesa, habilidade 3: “Identificar, em notícias, o fato central, suas principais circunstâncias e eventuais decorrências; em reportagens e fotorreportagens o fato ou a temática retratada e a perspectiva de abordagem, em entrevistas os principais temas/ subtemas abordados, explicações dadas ou teses defendidas em relação a esses subtemas; em tirinhas, memes, charge, a crítica, ironia ou humor presente”.
  • Ensino Fundamental, 6o ao 9o ano, Língua Portuguesa, habilidade 6: “Produzir e publicar notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens, reportagens multimidiáticas, infográficos, podcasts noticiosos, entrevistas, cartas de leitor, comentários, artigos de opinião de interesse local ou global, textos de apresentação e apreciação de produção cultural — resenhas e outros próprios das formas de expressão das culturas juvenis, tais como vlogs e podcasts culturais, gameplay, [...]”.
  • Ensino Fundamental, 6o ao 9o ano, Língua Portuguesa, habilidade 46: “Participar de práticas de compartilhamento de leitura/ recepção de obras literárias/ manifestações artísticas, como rodas de leitura, [...], tecendo, quando possível, comentários de ordem estética e afetiva e justificando suas apreciações, escrevendo comentários e resenhas para jornais, blogs e redes sociais e utilizando formas de expressão das culturas juvenis, tais como, vlogs e podcasts culturais (literatura, cinema, teatro, música), playlists comentadas, fanfics, fanzines, e-zines, fanvídeos, fanclipes, posts em fanpages [...]”.

Aqui, o termo “blogs” (aportuguesamento: “blogues”) é usado com o sentido de “sites”, ou seja, um veículo, e não um gênero textual. Assim, minha ressalva acima é justificada.

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Continuemos com os exemplos de habilidades que devem ser desenvolvidas no ensino básico, indicadas na BNCC:

  • Ensino Fundamental, 8o e 9o ano, Língua Portuguesa, habilidade 33: “Ler, de forma autônoma, e compreender — selecionando procedimentos e estratégias de leitura adequados a diferentes objetivos e levando em conta características dos gêneros e suportes — [...], poema concreto, ciberpoema, [...]”.
  • Ensino Fundamental, 8o e 9o ano, Língua Portuguesa, habilidade 36: “Parodiar poemas conhecidos da literatura e criar textos em versos (como poemas concretos, ciberpoemas, haicais, liras, microrroteiros, lambe-lambes e outros tipos de poemas), [...]”.
  • Ensino Fundamental, 9o ano, Língua Inglesa, habilidade 12: “Produzir textos (infográficos, fóruns de discussão on-line, fotorreportagens, campanhas publicitárias, memes, entre outros) sobre temas de interesse coletivo local ou global, que revelem posicionamento crítico”.
  • Ensino Fundamental, 9o ano, Língua Inglesa, habilidade 13: “Reconhecer, nos novos gêneros digitais (blogues, mensagens instantâneas, tweets, entre outros), [...]”.

No tópico anterior, falei sobre as mensagens instantâneas. Já os tweets são postagens na antiga rede social Twitter. E, novamente, a BNCC considera blogue como sendo um texto.

Mais exemplos de habilidades que devem ser desenvolvidas no ensino básico, indicadas na BNCC:

  • Ensino Médio, 1o ao 3o ano, Língua Portuguesa, habilidade 17: “Elaborar roteiros para a produção de vídeos variados (vlog, videoclipe, videominuto, documentário etc.), apresentações teatrais, narrativas multimídia e transmídia, podcasts, playlists comentadas etc., para ampliar as possibilidades de produção de sentidos e engajar-se em práticas autorais e coletivas”.
  • Ensino Médio, 1o ao 3o ano, Língua Portuguesa, habilidade 43: “Atuar de forma fundamentada, ética e crítica na produção e no compartilhamento de comentários, textos noticiosos e de opinião, memes, gifs, remixes variados etc. em redes sociais ou outros ambientes digitais”.
  • Ensino Médio, 1o ao 3o ano, Língua Portuguesa, habilidade 45: “Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, [...] e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), [...]”.

Para sua informação, vou colocar todas as dez competências gerais no quadro abaixo, com destaque para as competências 1, 4 e 5.

COMPETÊNCIAS GERAIS DA BNCC

Competência 1

Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.

Competência 2

Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.

Competência 3

Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.

Competência 4

Utilizar diferentes linguagens — verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital —, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.

Competência 5

Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.

Competência 6

Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

Competência 7

Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.

Competência 8

Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas.

Competência 9

Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.

Competência 10

Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários.

Exercícios sobre gêneros digitais

Questão 1 (Enem)

Memes e fake news: o impacto na educação das crianças

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Há quem diga que o Brasil nunca mais foi o mesmo depois dos memes. Na economia da velocidade, alguns apostam no humor, outros no engajamento político, e tem gente investindo alto na mentira também. Diante desse cenário, uma pergunta se torna essencial: será que todo mundo está conseguindo traduzir as mensagens postadas, curtidas e compartilhadas?

Essa dúvida incentivou uma professora de língua portuguesa a desenvolver uma proposta de leitura e análise crítica de memes com estudantes do ensino fundamental, na rede pública do Distrito Federal, na cidade de Samambaia. “Percebi que muitos alunos e pais estavam divulgando conteúdos sem saber o que havia por trás das palavras”, relata a professora.

“O que antes era engraçado para os alunos passou a ser visto com outros olhos”, afirma a professora. Para ela, que utilizou a representação da criança em memes de WhatsApp como material gerador das discussões em sala de aula, aguçar o olhar sobre essas mensagens impacta diretamente a atitude de postar, curtir e compartilhar conteúdos ao estimular o uso consciente da informação que circula nas plataformas de mídia social.

Letramento político e midiático é um desafio intergeracional. Em tempos de notícias falsas, de imagens manipuladas e de memes sendo usados como triunfo da verdade de cada um, checagem de informação e interpretação de texto acabam se tornando moedas valiosas.

Disponível em: https://lunetas.com.br. Acesso em: 15 jan. 2024 (adaptado).

Ao abordar a relação dos memes com a educação, a reportagem sustenta uma crítica à

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A) falta de fiscalização no uso de aplicativos de mensagens por crianças.

B) divulgação de informação manipulada em postagens virtuais.

C) utilização de ferramentas digitais no trabalho educacional.

D) exploração de conteúdos humorísticos nas mídias sociais.

E) propagação de mensagens com objetivos políticos.

Resolução:

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Alternativa B.

O texto mostra a importância do “letramento político e midiático”, em “um tempo de notícias falsas, de imagens manipuladas e de memes sendo usados como triunfo da verdade de cada um”. Daí, critica a divulgação de informação manipulada em postagens  como o meme.

Questão 2 (Enem)

Posso mandar por e-mail?

Atualmente, é comum “disparar” currículos na internet com a expectativa de alcançar o maior número possível de selecionadores. Essa, no entanto, é uma ideia equivocada: é preciso saber quem vai receber seu currículo e se a vaga é realmente indicada para seu perfil, sob risco de estar “queimando o filme” com um futuro empregador. Ao enviar o currículo por e-mail, tente saber quem vai recebê-lo e faça um texto sucinto de apresentação, com a sugestão a seguir:

Assunto: Currículo para a vaga de gerente de marketing.

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Mensagem: Boa tarde. Meu nome é José da Silva e gostaria de me candidatar à vaga de gerente de marketing. Meu currículo segue anexo.

Guia da língua 2010: modelos e técnicas. Língua Portuguesa, 2010 (adaptado).

O texto integra um guia de modelos e técnicas de elaboração de textos e cumpre a função social de:

A) divulgar padrão oficial de redação e envio de currículos.

B) indicar um modelo de currículo para pleitear uma vaga de emprego.

C) instruir o leitor sobre como ser eficiente no envio de currículo por e-mail.

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D) responder a uma pergunta de um assinante da revista sobre o envio de currículo por e-mail.

E) orientar o leitor sobre como alcançar o maior número possível de selecionadores de currículos.

Resolução:

Alternativa C.

O texto tem a função de instruir o leitor acerca do envio de currículo por e-mail, como é perceptível neste trecho: “Ao enviar o currículo por e-mail, tente saber quem vai recebê-lo e faça um texto sucinto de apresentação, com a sugestão a seguir”.

Fontes

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BLOGUE. In: INFOPÉDIA. Disponível em: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/blogue.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: educação é a base. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf.

BROCK, Jaqueline Weiler; PORTO, Luana Teixeira. Gêneros textuais digitais no ensino médio: um panorama de trabalhos acadêmicos sobre o tema. Aracê, São José dos Pinhais, v.7, n.2, p. 5262-5281, 2025.

KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2010.

LEMOS, Jacirley Pereira. Gênero digital: uma sequência didática a partir do internetês. 2015. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2015.

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In: DIONISIO, Angela Paiva; MACHADO, Anna Rachel; BEZERRA, Maria Auxiliadora (orgs.). Gêneros textuais & ensino. Rio de Janeiro: Lucerna, 2002. p. 19-36.

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MARCUSCHI, Luiz Antônio. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio; XAVIER, Antônio Carlos (orgs.). Hipertexto e gêneros digitais: novas formas de construção do sentido. Rio de Janeiro: Lucerna, 2004.

SANTOS, Nádson Araújo dos; CAVALCANTE, Maria Auxiliadora da Silva. Gêneros digitais em livros didáticos de português: uma abordagem focada no livro didático e na concepção de professores. Revista de Letras, Vitória da Conquista, v. 12, n. 1, jan./ jun. 2020.

Escritor do artigo
Escrito por: Warley Souza Professor de Português e Literatura, com licenciatura e mestrado em Letras pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
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SOUZA, Warley. "Gêneros digitais"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/redacao/generos-digitais.htm. Acesso em 27 de fevereiro de 2026.
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