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Casos de dengue avançam no Brasil

Este ano, o Brasil vive um aumento considerável dos casos de dengue. Saiba o que pode ser feito para combater a doença

Em 08/02/2024 12h50 , atualizado em 09/02/2024 12h25
Mosquito da dengue pica uma pessoa e enche sua bolsa de sangue
Em épocas de chuva, a doença se espalha com mais facilidade Crédito da Imagem: Canva

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Os casos de dengue no Brasil têm voltado a crescer com a chegada das chuvas. Até o momento, dia 8 de fevereiro, já são 392.724 casos prováveis da doença e 54 mortes por dengue confirmadas. Ainda há 273 óbitos em investigação.

O Ministério da Saúde estima que o número de pessoas contaminadas, até o fim do ano, pode passar dos 4 milhões. Três estados (Minas, Goiás e Acre), o Distrito Federal e o município do Rio de Janeiro declararam estado de emergência na saúde pública, devido à dengue. 

Você pode acompanhar as atualizações dos casos de dengue aqui

Em resposta ao aumento de casos, os governos federal, estaduais e municipais têm tomado atitudes de controle da doença. Mas, além das iniciativas do Estado, também é essencial que a população se atente aos cuidados necessários para evitar a proliferação do Aedes aegypti.

Veja o que está sendo feito pelos governos e o que cabe a você fazer.

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Ações de combate à dengue

Na esfera federal, está sendo distribuída a vacina contra a dengue para 521 municípios em estado de alerta. O público alvo da campanha de vacinação, até o momento, são as crianças de 10 a 14 anos.

Com o tempo, as categorias de pessoas que podem se vacinar irão ser ampliadas, mas, por enquanto, não é possível por conta da produção limitada da vacina. Segundo a Ministra da Saúde, Nísia Trindade, em pronunciamento oficial, estão sendo feitos esforços para ampliar a fabricação da vacina, mas a gestora não especificou quais esforços são esses.

Além da produção de vacina, o Governo Federal fez um repasse de 1,5 bilhão de reais para estados e municípios. Também foi criado um centro de operações para monitorar a evolução dos casos.

Locais em situação de emergência por conta da dengue

Goiás, Minas Gerais, Acre, Distrito Federal e a cidade do Rio de Janeiro declararam situação de emergência por conta do avanço nos casos de dengue. Veja o número de cada um destes locais:

Acre 4.475 prováveis casos 0 mortes confirmadas
Minas Gerais 135.716 prováveis casos 11 mortes confirmadas
Goiás 23.258 prováveis casos 4 mortes confirmadas
Distrito Federal 48.657  prováveis casos 8 mortes confirmadas
Rio de Janeiro (Município) 13.018  prováveis casos 1 mortes confirmadas

Em Minas, destaca-se a abertura do Hospital Julia Kubitschek para hidratação de pacientes com dengue e a utilização de drones para monitoramento dos focos de dengue. No estado de Goiás, foi criado um gabinete de crise para orientar os municípios e fiscalizar a progressão dos casos de dengue.

No Distrito Federal, o fumacê (carro que espalha inseticida pela cidade) tem passado nas regiões de maior risco. O Governo do Acre tem auxiliado os municípios com maior incidência de dengue e realizou uma reunião com o Ministério da Saúde para alinhar as estratégias de combate à doença.

No Rio de Janeiro, a prefeitura já inaugurou sete polos de atendimento para pacientes com dengue e pretende aumentar este número para 10. Também, foram intensificadas as ações de busca e eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti, até 3 de fevereiro havia sido realizado o número de 607.986 fiscalizações e tratados ou eliminados 130.583 possíveis recipientes contaminados.

A prefeitura de Belo Horizonte informou as seguintes ações tomadas contra a dengue, em 2024:

  • 250 mil imóveis visitados pelas equipes de fiscalização
  • 6 mil locais pulverizados com inseticida
  • 1.700 armadilhas para ovos de mosquito foram instaladas
  • 1.700 vistorias
  • 21 mutirões, com a retirada de 27 toneladas de resíduos, em cerca de 9.400 imóveis
  • Abertura de três Centros de Atendimentos às Arboviroses (CAAs)
  • Inauguração de três Unidades de Reposição Volêmica (URVs), com funcionamento 24 horas por dia
  • Aplicação de 164 multas. 

Além destas iniciativas, projetos educacionais, como o EducaZoo, que ensina métodos profiláticos para jovens de maneira descontraída, foram postos em prática.

A prefeitura também informou sobre o método Wolbachia, que consiste em contaminar mosquitos da dengue com bactérias, que são inofensivas para humanos e animais, a fim de diminuir sua capacidade de transmissão de doenças. Ano passado, 2023, foram contaminados com a bactéria 31 milhões de mosquitos.

Sobre o envio de verbas federais, a Prefeitura de BH disse:

O último recurso federal recebido pelo município de Belo Horizonte para combate e prevenção às arboviroses foi por meio da portaria 298/2023 em 28/12/23, no valor de R$ 2.060.253,29 que foram destinados para contratação de pessoal para os novos locais de atendimento às pessoas com sintomas de dengue. 

Também, questionamos, hoje (8/02), pela manhã, a prefeitura de Goiânia sobre quais atitudes estão sendo tomadas para combater a dengue e sobre os números de casos da doença na cidade, mas ainda não recebemos nenhum retorno.

Práticas individuais para combater a dengue

Segundo o Ministério da Saúde, 75% dos focos de proliferação do Aedes aegypti está dentro das residências. Por isso, se faz essencial o monitoramento da sua casa. Verifique se há pneus, garrafas, vasos, entre outros materiais dentro do seu lote ou apartamento que estão com água parada.

O mosquito da dengue se reproduz e cresce rapidamente, poucos dias de desatenção podem ocasionar no adoecimento de alguém querido ou até de você mesmo. Outra atitude importante, é receber os agentes de combate a endemias na sua casa, deixá-los fazer a vistoria necessária e ouvir os conselhos deles em relação aos cuidados contra a dengue.

Também vistorie piscinas (se houver) e mantenha a caixa d'água fechada. Ponha areia nos vasos de plantas e descarte o lixo da sua casa de maneira correta.

Se perto da sua casa, há terreno baldio, aterro sanitário, entulho descartado indevidamente, ou outras situações que se tornaram possíveis locais de proliferação do mosquito, denuncie na prefeitura da sua cidade. 

Por Tiago Vechi

Jornalista

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