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Questões de Limites Internacionais

História do Brasil

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Depois da proclamação da República, não tardou o reconhecimento internacional do novo regime instaurado no Brasil. Durante o primeiro período republicano, o Brasil manteve intensas relações com outros países, tanto americanos quanto europeus e asiáticos. Questões de limites com nossos vizinhos, que não tinham sido resolvidas no tempo do Império, tiveram solução na Primeira República; foram realizados empréstimos no exterior depois da recuperação das finanças internas; o Brasil firmou, na política internacional, uma posição de respeito.

A projeção do Brasil no cenário internacional foi talvez maior obra dos governos da Primeira República. Rui Barbosa, Joaquim Nabuco e José Maria da Silva Paranhos, Barão do Rio Branco, foram os principais responsáveis por isso.

Ao Barão do Rio Branco, que chefiou durante dez anos a diplomacia do país, o Brasil teve reconhecimento da soberania sobre várias centenas de milhares de quilômetros quadrados de sua atual superfície.

Os principais fatos das relações internacionais durante a República velha foram:

Ocupação da ilha da Trindade pelos ingleses, que usaram como pretexto o argumento de que a ilha estava abandonada. A questão foi levada ao arbítrio do Rei Carlo I de Portugal, que deu razão ao Brasil. Os ingleses retiraram-se da ilha.

Resolução da questão de limites do Brasil com a Argentina (Questão de Palmas ou das Missões). Levada à arbitragem do presidente norte-americano Grover Cleveland, essa questão foi decidida a favor do Brasil.

Resolução da Questão do Amapá, sobre os limites entre o Brasil e a Guiana Francesa. O árbitro, presidente Walter Hauser da Suíça, também deu ganho de causa ao Brasil.

Resolução da Questão do Pirara, referente à fixação de limites entre o Brasil e a Guiana Inglesa. O rei da Itália, Vítor Emanuel III, que foi árbitro da questão, dividiu a região disputada entre a Inglaterra (à qual pertencia a Guiana) e o Brasil.

Assinatura do Tratado de Petrópolis, pelo qual o Acre, antes pertencente à Bolívia, passou para o Brasil. O Acre, habitado em sua maioria por brasileiros, estava para ser arrendado pelo governo boliviano a uma empreso anglo-americana, o Bolivian Syndicate. O governo brasileiro, por intermédio de Rio Branco, entrou em entendimento com a Bolívia para resolver a questão. Pelo Tratado de Petrópolis, de 17 de novembro de 1903, o Brasil receberia o Acre em troca do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas ao governo boliviano e do compromisso de construir uma estrada de ferro ao longo do trecho encachoeirado dos rios Madeira e Mamoré.

Resolução da questão de limites com o Peru, cujo governo discordava das decisões do Tratado de Petrópolis e reivindicava mais de 400.000 quilômetros quadrados de nosso território. Pelo acordo feito por Rio Branco diretamente com o governo peruano, o Peru concordou em ficar com apenas 39.000 quilômetros quadrados do território disputado.

Resolução de problemas de fronteiras com a Guiana Holandesa, à Colômbia e o Uruguai. O Brasil cedeu para os uruguaianos o condomínio da lagoa Mirim e do rio Jaguarão.

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