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China - Primeira Era Imperial

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Primeira Era Imperial: época de conflitos e invasões
Primeira Era Imperial: época de conflitos e invasões
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Logo depois do período em que os Estados Guerreiros encerraram a parte inaugural da civilização chinesa, temos o Período Imperial que vai de 221 A.C. até 1644 D.C. Esse período é subdividido em: Primeira Era Imperial (221 A.C. - 589 D.C.), Segunda Era Imperial (589 D.C. - 1279 D.C.) e Terceira Era Imperial (1279 D.C. - 1644 D.C.).

Dinastia Qin (221 A.C. - 206 A.C.)

Na Primeira Era Imperial, assistimos a ascensão da dinastia Qin. Tal dinastia foi responsável pela formação de grande parte do atual território chinês. Contando com uma superioridade bélica proveniente de suas ricas fontes de ferro, a dinastia Qin conseguiu subjugar os demais povos que participavam dos Estados Guerreiros. A partir de então, Qin Shihuangdi, primeiro e único imperador dessa época, realizou um amplo processo de centralização político-administrativa que garantiu a unidade de seus territórios.

Uma das mais usuais práticas centralizadoras consistia em controlar e perseguir as demais escolas de pensamento filosófico e religioso da época. Uma das mais perseguidas escolas de pensamento da época foi a confucionista. Além da centralização política, o governo Qin também se destacou pela sua intensa política militarista. Sua administração alargou as fronteiras ao sul e ao norte e também realizou a construção de uma muralha visando proteger importantes parcelas de seu território.

Essa muralha, atualmente, compõe um seleto grupo de monumentos mundialmente conhecidos. A Muralha da China, tal qual a conhecemos, é uma parte reconstruída da muralha feita durante a Dinastia Ming. Com a morte de Qin Shihuangdi, em 210 A.C., seu governo entrou em colapso com a deflagração de uma série de conflitos internos responsáveis pelo surgimento de um novo período dinástico.


Muralha da China: um monumento de inspiração militar

Primeira Dinastia Han (206 A.C. - 8 D.C.)

A dinastia Han, presente entre 206 A.C. e 220 D.C., manteve grande parte da estrutura político-administrativa implementada por Qin Shihuangdi. No campo ideológico, os Han adotaram os princípios confucionistas. Em tal época, a China viveu um notável período em que a Literatura e as Artes tiveram intenso desenvolvimento. Importantes avanços tecnológicos também fazem parte desse período. É durante a dinastia Han que se noticia o invento do papel e da porcelana.

No reino de Han Wudi, surgiu um famoso historiador chamado Sima Qian. Ele foi autor da obra “Registros do Grande Historiador” em que faz uma divisão sistemática dos diferentes aspectos a serem registrados sobre um determinado assunto histórico. As dinastias que sucederam a obra de Sima preservaram seus escritos e adotaram a mesma forma de organização narrativa.

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Sima Qian, importante historiador chinês

O Governo de Wang Mang (8 D.C. - 25 D.C.) e a Segunda Dinastia Han (25 D.C. - 220 D.C.)

Entre os anos de 8 A.C. e 25 D.C., um problema sucessório interrompeu a hegemonia da dinastia Han. Nessa época, um súdito chamado Wang Mang controlou o governo. Contrário às políticas centralizadoras, Wang adotou princípios políticos que concediam maior autonomia e participação popular. Com sua morte, a dinastia Han voltou ao poder até o ano de 220.

Os Três Reinados ( 220 - 265) e as Dinastias do Norte e do Sul (317 - 589)

Com a queda da dinastia Han, a China passou por uma fase de desunião política. Conhecida como a Era dos Três Reinados (220 – 265), nesse período várias guerras ameaçavam a unidade do território chinês. Depois de um período de estabilidade, durante a dinastia Jin (265 – 420), novas invasões inauguraram uma nova etapa da história da China.

No âmbito social, as invasões bárbaras trouxeram notáveis mudanças. A primeira dela é que a etnia Han foi forçada a se deslocar para a região sul do território chinês, enquanto os povos bárbaros promoveram um intercâmbio cultural ao se fixarem na parte norte. Outro importante evento dessa época ocorreu no campo religioso.

No decorrer do primeiro século da era cristã, o budismo, religião de origem indiana, começou a ganhar adeptos no território chinês. Por meio de sua popularização em território chinês, a religião budista incorporou algumas características da cultura chinesa e se disseminou em outras regiões do mundo oriental.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

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SOUSA, Rainer Gonçalves. "China - Primeira Era Imperial"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/china/china-primeira-era-imperial.htm. Acesso em 30 de novembro de 2021.

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