Bandeiras Região Tapé

História do Brasil

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Vencidos por Raposo Tavares e seus companheiros, não renunciam aos seus planos: sonham com uma civilização crista de tipo novo em terras da América, catequizando índios, fazendo-os viver em harmoniosas comunidades onde cultivavam mate e criavam gado, negociando as duas coisas, principalmente em Buenos Aires. Com o dinheiro que iam conseguindo, os padres construíam mais igrejas, melhoravam as aldeias, davam aos nativos tempo para fazer arte, aprender música, trabalhar em cerâmica, forma pela qual buscavam na visão deles civiliza-los. Ainda que sempre assediadas pelos bandeirantes, as missões dos jesuítas sobreviviam.

A formação das reduções não livrou os índios dos ataques dos chamados "encomenderos" que, no lado espanhol, procuravam aprisioná-los para reforçar os contingentes de escravos, em especial para Buenos Aires e Assunção. E ainda atraiu os bandeirantes, que, vindos de São Paulo, também procuravam escravos para trabalhos no campo e nas cidades. Atacadas por todos os lados, as reduções não resistiriam muitos anos em sua primeira fase, tendo que alterar a sua geografia.

Com a destruição das Reduções do Guairá pelos Bandeirantes Paulistas, os Jesuítas conseguiram reunir 12 mil nativos e em mais de 700 canoas navegaram pelo rio Paranapanema e Paraná, chegando apenas 4 mil na Argentina, onde se reuniram nas novas reduções de N.SRA. Do Loreto e San Inácio. E com este contingente de guaranis fugitivos aumentariam mais tarde a demografia da região do Tape.

Em 1634 o Padre Cristobál de Mendonça introduziu o gado no Tape, para criação extensiva, com os rebanhos comprados de Manoel Cabral Alpoim.

Com as noticias de que os Bandeirantes estavam no planalto Meridional, o padre Cristóbal de Mendonça partiu com os nativos armados para descobrir a força paulista. Os nativos da nação Jê atacaram e martirizaram o padre Cristóbal de Mendonça porque ele entrou com índios armados em Ibia, campo de caça deles em 25/04/1635.

Em 1636, novo flagelo se abateu os missionários, quando a bandeira de Raposo Tavares capturou índios das reduções de Jesus Maria, San Cristóvão e San Joaquim. Em 1637 o bandeirante André Fernandes preou os nativos que habitavam as reduções do vale do Ijuí. Em 1638Fernao Dias Pais percorreu o vale do Ibicuí, aprisionando índios missioneiros. No mesmo ano, os missioneiros resistiram em Caçapaguaçu, destruindo a bandeira de Pascoal Leite Pais. Os Jesuítas retiraram os nativos para a outra margem do rio Uruguai. Em 1641 Manoel Pires desceu com sua bandeira o rio Uruguai, mais foi pego na armadilha de Mbororê, retornando derrotado a São Paulo.

Os bandeirantes capturavam os nativos das reduções porque diferentemente dos outros não reduzidos eram mãos-de-obra especializadas, pois conheciam técnicas agrícolas e alguma profissão como carpintaria e olaria. Com a restauração de Portugal, em 1640, o meridiano de Tordesilhas passou a ter validade. Transpô-lo seria invadir o território de outro rei, por isto os bandeirantes encerraram a caça ao nativo na região sul. A expulsão dos holandeses de Angola reativou o trafico negreiro para o Brasil.

Texto escrito por Patrícia Barboza da Silva.

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ESCOLA, Equipe Brasil. "Bandeiras Região Tapé"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/bandeiras-regiao-tape.htm. Acesso em 31 de outubro de 2020.