Fundo Menu
Whatsapp icon Whatsapp
Copy icon

Ceticismo antigo

Como doutrina filosófica, o ceticismo antigo postulava a necessidade de suspender os juízos sobre as coisas, pois não haveria critério seguro para chegar a uma verdade definitiva.

Para os céticos, o ser humano dever estar em constante estado de dúvida, mantendo os juízos sobre o mundo suspensos
Para os céticos, o ser humano dever estar em constante estado de dúvida, mantendo os juízos sobre o mundo suspensos
Imprimir
Texto:
A+
A-

PUBLICIDADE

Atribui-se ao filósofo Pirro de Élida (365 a.C. – 275 a.C.) a criação do ceticismo como doutrina filosófica. Porém, muito do que se conhece a respeito de Pirro e sua obra advém das obras de outro pensador, Sexto Empírico, que viveu entre os séculos II e III depois de Cristo, em Atenas e em Roma. As obras de Sexto Empírico foram encontradas em melhor estado de conservação por estudiosos, e muitas delas dedicavam-se a tratar sobre o ceticismo e sobre Pirro.

Tópicos deste artigo

Ceticismo antigo

O ceticismo antigo, ou ceticismo pirrônico, foi uma doutrina filosófica que afirmava a incapacidade do ser humano de chegar a uma verdade pronta e definitiva. Segundo esses pensadores, não havia, com certeza, critério algum para se chegar a qualquer conclusão acerca da verdade em si, o que levaria à necessidade de o ser humano resguardar-se em um constante estado de dúvida, sempre mantendo seus juízos acerca das coisas do mundo suspensos. Essa posição cética não excluía a necessidade da continuidade das investigações e dos estudos, mas afirmava que era necessário manter uma constante investigação sobre tudo.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

O que o ceticismo antigo estava questionando era se o ser humano seria mesmo capaz de chegar a uma conclusão inquestionável, e não, como se pensa erroneamente, que não haveria uma verdade inquestionável. Afinal, se os céticos afirmassem a segunda sentença como verdade única e inquestionável, eles estariam contradizendo-se. Segundo Pirro, o ser humano gastava o seu tempo tentando encontrar tais verdades e, quando pensava ter encontrado, estava apenas sob efeito de algum tipo de ilusão passageira.

O constante estado de busca por verdades últimas e definitivas perturbava as pessoas, que, inquietas, queriam encontrar algo impossível de ser encontrado. Para Pirro, a vontade de conhecer e estudar as coisas não deveria ser acompanhada por aquela vontade por uma verdade definitiva, mas por uma singela vontade de entender como as coisas estão dispostas no momento em que as conhecemos. Somente assim, é possível atingir algum estado de paz interior que levaria a pessoa à felicidade.



Por Francisco Porfírio
Graduado em Filosofia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PORFíRIO, Francisco. "Ceticismo antigo"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/ceticismo-antigo.htm. Acesso em 01 de julho de 2022.

De estudante para estudante


De quem é o Mito da Caverna?

Por Brasil Escola
Responder
Ver respostas

O que é maiêutica?

Por Brasil Escola
Responder
Ver respostas

Videoaulas


PUBLICIDADE

Estude agora


Tempos verbais

Pretérito, presente ou futuro são tempos verbais que exprimem uma variação que indica o momento em que se dá o...

Como fazer a inscrição no Enem 2021

Vai fazer o Enem 2021 neste ano e quer tirar todas as suas dúvidas sobre a forma de se inscrever no exame mais...