Rio Solimões

O rio Solimões é um curso d’água importante para o Norte do Brasil, utilizado para transporte e abastecimento local, que se une ao rio Negro para dar origem ao rio Amazonas.

O rio Solimões é um curso d’água brasileiro que banha municípios do estado do Amazonas, na região Norte do país. Trata-se de um rio de 1.700 quilômetros de extensão que nasce no território vizinho do Peru, e recebe o nome de Solimões apenas quando entra no Brasil. Apresenta um extenso trecho navegável e é muito importante para os transportes, para a economia e para o abastecimento urbano e das comunidades tradicionais. Por conta das suas características, dá origem ao fenômeno do Encontro das Águas em Manaus (AM), onde se une com o rio Negro e forma o rio Amazonas.

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Resumo sobre o rio Solimões

Dados gerais do rio Solimões

Localização do rio Solimões

O rio Solimões fica localizado na região Norte do Brasil, percorrendo um total de 13 municípios pertencentes do estado do Amazonas (AM). Veja, no mapa a seguir, a situação geográfica desse curso d’água:

Mapa da localização dos rios Solimões, Negro e Amazonas.
O rio Solimões nasce no Peru. Na altura de Manaus, ele se une ao rio Negro, dando origem ao rio Amazonas.

Características do rio Solimões

O rio Solimões é um curso d’água que percorre unicamente municípios amazonenses, situados na região Norte do território brasileiro. O Solimões nasce, na verdade, fora do Brasil, mais precisamente no Peru, onde recebe o nome de rio Marañón, que é proveniente de uma geleira situada na Cordilheira dos Andes a mais de 1.600 metros de altitude. Uma vez que adentra o estado do Amazonas, o curso d’água passa a ser conhecido como rio Solimões.

Esse rio percorre aproximadamente 1.700 quilômetros desde o seu ingresso no Brasil até desaguar na altura de Manaus. Na verdade, o rio Solimões se junta com o rio Negro na capital amazonense, e juntos eles dão origem ao maior curso d’água brasileiro e mais extenso do mundo: o rio Amazonas. Portanto, pode-se dizer que o rio Solimões recebe o nome de Amazonas após confluir com o Negro, motivo pelo qual ele é tão importante para a região por ele banhada.

Confluência do rio Solimões com o rio Negro.
Confluência do rio Solimões com o rio Negro.[2]

O Solimões é um rio intermitente, que apresenta água em seu leito durante todo o ano, e que banha uma região de elevada umidade do ar. Tal umidade é decorrente tanto do clima equatorial quente e úmido quanto da vegetação densa que está presente no Amazonas: a Floresta Amazônica. Assim sendo, o Solimões fornece água para a principal floresta equatorial do mundo, e garante a manutenção dos ecossistemas locais. Aliás, a respeito da temperatura, pode-se dizer que o Solimões apresenta águas relativamente quentes, com média de 28º C.

As planícies são as formas de relevo predominantes nas áreas cortadas pelo rio Solimões, motivo pelo qual mais de 1.600 quilômetros desse curso d’água correspondem ao seu trecho navegável. Outro aspecto a ser ressaltado do Solimões é a velocidade de seu curso, que fica entre 4 e 6 km/h, sendo quase duas vezes mais rápido do que o rio Negro.

A profundidade desse curso d’água, por sua vez, varia entre 6 metros em seu trecho mais raso e 20 metros nas áreas mais profundas. Quando se torna Amazonas, sua profundidade aumenta para 50 metros. É, também, quando o rio Solimões conflui para formar o maior rio do mundo que ele atinge seu ponto de maior largura, chegando a 2 quilômetros.

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Afluentes do rio Solimões

Afluentes da margem esquerda do Solimões

Afluentes da margem direita do Solimões

Rio Icá

Rio Javarí

Rio Juruá

Rio Japurá

Rio Jutaí

Rio Purus

Encontro do rio Negro com o rio Solimões

O encontro das águas do rio Negro com as águas do rio Solimões é um fenômeno natural que acontece na altura da cidade de Manaus (AM). Trata-se de uma ocorrência resultante das diferentes características desses cursos d’água, entre as quais estão inclusas: velocidade, temperatura das águas e pH. Enquanto o rio Negro, de águas escuras, é mais lento e mais frio, com pH relativamente menor, o rio Solimões, de águas bege, corre mais rapidamente e apresenta temperatura maior.

Encontro das águas do rio Solimões com o rio Negro.
Além de mais claras, as águas do rio Solimões são mais quentes e correm mais rapidamente do que as do rio Negro.[3]

Como as imagens mostram, o Encontro das Águas é um fenômeno bastante peculiar e que proporciona uma bela paisagem natural. Em função disso, tornou-se um grande atrativo turístico da capital amazonense, atraindo pessoas de todo o território nacional. Para além disso, é a partir do encontro do rio Negro com o rio Solimões que nasce o rio Amazonas.

Saiba mais: Quais são os rios mais importantes do Brasil?

Importância do rio Solimões

Crianças em uma canoa no rio Solimões.
O rio Solimões possui extensos trechos navegáveis, usados para o deslocamento e a subsistência dos ribeirinhos.[4]

O rio Solimões e, mais precisamente, a bacia hidrográfica do Solimões-Amazonas, banha uma área que, embora seja uma das menos densamente povoadas do Brasil, ainda assim abriga uma população de milhões de habitantes que é abastecida pelas águas do Solimões. Essa população inclui tanto habitantes dos centros urbanos quanto as comunidades tradicionais, a exemplo dos indígenas (o que abrange aqueles que vivem em terra indígena demarcada e reconhecida) e dos ribeirinhos, que habitam o meio rural e que dependem do rio Solimões para a sua subsistência.

Por possui extensos trechos navegáveis, o rio Solimões é importante para os transportes entre diferentes cidades da região Norte, mais precisamente do Amazonas. Essa via é utilizada para o deslocamento de pessoas e também de cargas e mercadorias, sendo, portanto, de relevância para o dinamismo econômico regional. Falando em economia, atividades como a pesca e o turismo, com destaque para o Encontro das Águas, reforçam a importância desse rio para os municípios por ele banhados.

O Solimões faz parte de diversos ecossistemas locais, tanto terrestres quanto fluviais (que se formam no curso do rio). Então, esse rio é fundamental, também, para o equilíbrio ambiental e para a manutenção das diferentes formas de vida presentes no interior de sua bacia hidrográfica.

Curiosidades sobre o rio Solimões

Créditos das imagens

[1] Wikimedia Commons

[2] Wikimedia Commons

[3] Wikimedia Commons

[4] Wikimedia Commons

Fontes

COSTA, Rafael. Por que as águas dos rios Negro e Solimões não se misturam? Mundo Estranho, 22 fev. 2024. Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-as-aguas-dos-rios-negro-e-solimoes-nao-se-misturam.

NETO, Antônio. Fotografia: rio Negro : rio Solimões : Manaus, AM. Catálogo IBGE, [s.d.]. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/biblioteca-catalogo.html?view=detalhes&id=442616.

REDAÇÃO. Dificuldade de locomoção, busca por água, desemprego: a seca no Amazonas e os impactos na vida dos ribeirinhos. Profissão Repórter, 01 nov. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com/profissao-reporter/noticia/2023/11/01/dificuldade-de-locomocao-busca-por-agua-desemprego-a-seca-no-amazonas-e-os-impactos-na-vida-dos-ribeirinhos.ghtml.

SASSINE, Vinícius; ALMEIDA, Lalo. rio Solimões vira deserto e indígenas adoecem bebendo água contaminada. Folha de S.Paulo, 15 out. 2023. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/10/rio-solimoes-vira-deserto-e-indigenas-adoecem-bebendo-agua-contaminada.shtml.


Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/brasil/rio-solimoes.htm