As doenças genéticas são condições causadas por alterações no DNA ou nos cromossomos. Elas podem ser herdadas dos pais ou surgir por mutações ao longo da formação do indivíduo. Essas alterações podem afetar o funcionamento do organismo e causar diferentes sintomas, variando de leves a graves. Entre os exemplos mais conhecidos, estão a síndrome de Down, a hemofilia, a fibrose cística e a anemia falciforme.
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As doenças genéticas são condições causadas por alterações no DNA, que podem ser herdadas dos pais ou surgir espontaneamente por mutações. O DNA contém os genes, responsáveis por armazenar as instruções para a produção das proteínas do organismo. Essas instruções determinam quais proteínas serão produzidas, em que quantidade e em quais células do corpo elas atuarão.
As proteínas desempenham funções essenciais para a vida, participando da formação de estruturas do organismo, do transporte de substâncias, da comunicação entre células e de inúmeras reações químicas. Quando ocorre uma mutação no DNA, como a substituição de uma base nitrogenada por outra, as instruções contidas em um gene podem ser modificadas.
É como se uma receita sofresse uma alteração em uma de suas etapas, resultando em um produto diferente do esperado. Como consequência, a proteína pode deixar de ser produzida, ser produzida em quantidade insuficiente ou apresentar uma estrutura alterada que comprometa seu funcionamento. Essas alterações podem afetar o organismo de diferentes maneiras e dar origem a diversas doenças genéticas.
As doenças genéticas podem ser classificadas em três grupos de acordo com a sua origem.
São doenças que afetam o número de cromossomos de um indivíduo, podendo haver ausência ou duplicação de material cromossômico. Os cromossomos são as estruturas em que o DNA se organiza. Um indivíduo da espécie humana possui normalmente 23 pares de cromossomos, um conjunto advindo da mãe e outro do pai.
Quando há algum erro na quantidade de cromossomos passada ao novo indivíduo, pode surgir uma doença genética cromossômica. Esse é o caso da síndrome de Down, em que o indivíduo possui três cópias do cromossomo 21, em vez de duas.
As doenças genéticas monogênicas são causadas por mutações em um único gene. Dependendo do padrão de herança, podem ser classificadas como autossômicas dominantes, autossômicas recessivas ou ligadas aos cromossomos sexuais.
O termo autossômico indica que o gene alterado está localizado em um dos cromossomos não sexuais. Nas doenças autossômicas dominantes, basta que uma das duas cópias do gene esteja alterada para que a doença se manifeste. Já nas doenças autossômicas recessivas, é necessário que ambas as cópias do gene apresentem a mutação para que o indivíduo desenvolva a condição.
A hemofilia é um exemplo de doença monogênica ligada ao cromossomo X, sendo causada por mutações em genes responsáveis pela produção de proteínas essenciais para a coagulação do sangue.
As doenças genéticas multifatoriais resultam da interação entre diversos genes e fatores ambientais. Nesses casos, a herança genética pode aumentar a predisposição para determinada doença, mas seu desenvolvimento também depende de fatores como alimentação, prática de atividade física, tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, exposição a substâncias químicas, estresse e outros hábitos de vida. Isso significa que possuir genes associados a uma doença não garante que ela irá se manifestar, pois o ambiente e o estilo de vida exercem papel importante nesse processo. Entre os exemplos mais comuns estão o diabetes mellitus tipo 2, a hipertensão arterial e a obesidade.
Entre as doenças genéticas mais prevalentes no mundo, destacam-se as doenças multifatoriais, como hipertensão arterial, obesidade e diabetes mellitus tipo 2. Entre as doenças monogênicas, a anemia falciforme e as talassemias estão entre as mais frequentes, enquanto a síndrome de Down é a alteração cromossômica mais comum em seres humanos.
Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, uma doença rara é aquela que afeta até 65 pessoas a cada 100 mil habitantes. Há por volta de 8 mil doenças raras identificadas em todo o mundo, a maioria das quais possui origem genética e costuma se manifestar desde a infância. Por serem raras e, muitas vezes, apresentarem sintomas complexos, essas doenças podem ser difíceis de diagnosticar e tratar, tornando necessário o acompanhamento por profissionais de diferentes especialidades.
O diagnóstico das doenças genéticas pode ser realizado em diferentes momentos da vida, desde antes da gestação até após o nascimento. Além da avaliação clínica e do histórico familiar, existem exames específicos que identificam alterações nos genes ou nos cromossomos. Alguns deles são:
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O tratamento das doenças genéticas varia de acordo com a condição e não existe uma abordagem única para todas elas, pois os sintomas e as alterações causadas são muito diferentes. Grande parte dessas doenças é crônica, ou seja, apresenta longa duração e, na maioria dos casos, não possui cura definitiva. Assim, o tratamento tem como principal objetivo controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
O diagnóstico precoce é essencial para que o tratamento seja iniciado o mais cedo possível, aumentando as chances de controlar a evolução da doença e minimizar seus impactos.
Em alguns casos, terapias mais recentes, como a terapia gênica, também podem ser empregadas. A terapia gênica reúne um conjunto de técnicas destinadas a corrigir, substituir ou modificar genes responsáveis por determinadas doenças. Em muitas dessas abordagens, um gene funcional é introduzido nas células do paciente por meio de vetores, frequentemente vírus modificados, que não causam doenças e transportam o material genético até o interior das células.
Embora a terapia gênica represente um grande avanço da medicina, muitas de suas aplicações ainda estão em desenvolvimento. Atualmente, ela já foi aprovada para o tratamento de algumas doenças específicas, como certos tipos de câncer do sangue, anemia falciforme, beta-talassemia, hemofilia B e algumas distrofias hereditárias da retina.
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Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/biologia/genetica-problema.htm