A Usina de Itaipu é a maior usina hidrelétrica do Brasil e uma das maiores do mundo. Ela foi construída no Rio Paraná, entre 1974 e 1984, e opera desde então sob a administração binacional de Brasil e Paraguai, uma vez que fica na região de fronteira. O lago artificial, ou reservatório, da Usina de Itaipu ocupa uma área de 1.350 km², e armazena mais de 29 bi m³ de água, que são contidos pela sua barragem de quase 8 km e 196 metros de altura.
A capacidade instalada da Usina de Itaipu é de 14 mil MW, sendo que, desde o início das suas atividades, ela já gerou 3,1 bilhões de MW. Apesar de ser importante para o abastecimento elétrico dos territórios brasileiro e paraguaio, a Usina de Itaipu gerou uma série de impactos ambientais e sociais durante a sua construção, como o desmatamento da vegetação nativa e da remoção da população que vivia na área, incluindo uma comunidade indígena.
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A Usina de Itaipu é a maior usina hidrelétrica do Brasil e a segunda maior em capacidade do mundo. Ela é reconhecida internacionalmente por ser a maior geradora de eletricidade a partir de uma fonte limpa, que é a água. A administração da usina hidrelétrica é de responsabilidade da empresa Itaipu Binacional, de origem brasileira e paraguaia.
A Usina de Itaipu é uma estrutura binacional, o que significa que está localizada em dois países simultaneamente: no Brasil e no Paraguai.
A localização da Usina de Itaipu se deve ao curso d’água que é o responsável por movimentar as suas turbinas para a geração de energia, que é o Rio Paraná. Com 4.880 km de extensão, esse rio é o segundo maior da América do Sul, e serve de fronteira natural entre Brasil, Paraguai e Argentina.
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A Usina de Itaipu é a segunda maior usina hidrelétrica do mundo, atrás somente da usina de Três Gargantas, na China. O lago, ou reservatório, de Itaipu sozinho ocupa uma área que é de 1.350 km² e, apesar de ser o sétimo em extensão do país, se destaca pela sua capacidade instalada, que é de 14 mil megawatts (MW). Esse lago artificial é composto por cerca de 29 bilhões de m³ de água e 20 unidades geradoras de energia elétrica, onde ficam as turbinas e demais equipamentos responsáveis pela geração de eletricidade, cada uma com capacidade de 700 MW.
O imenso volume de água do lago artificial é contido pela barragem de Itaipu, que possui 7.919 metros de extensão e altura de 196 metros. Além disso, essa é a estrutura que cria o desnível necessário para que as águas movam as turbinas, produzindo, assim, a energia motriz necessária que será transformada em eletricidade. No caso da Usina de Itaipu, o desnível é de 120 metros. A água não utilizada na geração elétrica é direcionada para o vertedouro, formado por 14 comportas que conferem a ele uma vazão máxima de 62.200 m3/s.
Como vimos, a Usina de Itaipu funciona a partir do recebimento das águas do Rio Paraná, um curso perene que é abastecido pelas chuvas volumosas que acontecem em toda a sua bacia hidrográfica. Segundo dados da Itaipu Binacional, a bacia hidrográfica em que a usina está inserida tem área de 820.000 km³, e recebe um volume anual de chuvas que é de 1.650 mm, que pode ser considerado alto mesmo para o território brasileiro.
Além da administração da Usina de Itaipu ser feita pelo Brasil e pelo Paraguai, a distribuição de energia elétrica também contempla ambos os países. De toda a energia elétrica que é consumida no território paraguaio, 97% é proveniente de Itaipu. Já no Brasil, 7% da eletricidade que é consumida no país vem dessa usina, responsável por abastecer cidades nos seguintes estados:
A região onde ficava o Salto das Sete Quedas, famoso monumento natural formado por 19 cachoeiras no curso do Rio Paraná, representava um impasse entre os governos brasileiro e paraguaio acerca da sua administração e pertencimento. No começo da década de 1960, o Brasil conduziu pesquisas para analisar o potencial energético daquela área e, mais tarde, em 22 de junho de 1966, foi assinada a Ata do Iguaçu (ou Ata das Cataratas). Esse é considerado o documento mais importante para as relações diplomáticas com o Paraguai e, sobretudo, para a viabilização da construção de uma usina hidrelétrica no Rio Paraná, na região de fronteira entre ambos os territórios.
O Tratado de Itaipu, assinado em 1973, consolidou a parceria entre Brasil e Paraguai, além de estabelecer as diretrizes para a construção da usina e determinar a distribuição da energia a ser gerada entre os dois países. A construção da Usina de Itaipu teve início um ano mais tarde, em 1974, quando foi estabelecida a empresa Itaipu Binacional, responsável pelo gerenciamento do projeto.
A área escolhida para a construção abrangia desde o Salto das Sete Quedas até a foz do Rio Iguaçu, incluindo uma pequena ilha fluvial denominada Itaipu, de onde surgiu o nome da usina. A obra teria custado por volta de US$ 17,7 bilhões, considerando os custos adicionais no decorrer da sua execução, e foi concluída em 1984. Uma década após o início da sua construção, a Usina de Itaipu entrou em funcionamento.
Vale mencionar, por fim, que a Usina de Itaipu foi uma das grandes obras de engenharia que foram realizadas durante o período que ficou conhecido como milagre econômico brasileiro, que se estendeu entre 1968 e 1973, durante a Ditadura Militar.
A instalação da Usina de Itaipu apresentou um conjunto de impactos socioambientais para a área onde aconteceu. O Salto das Sete Quedas, que era considerada a maior cachoeira em volume d’água do mundo, desapareceu com a finalização do reservatório de Itaipu, sendo totalmente submerso em 1982.
Além disso, uma vasta área de vegetação nativa foi desmatada para a construção da usina, acarretamento grande perda de biodiversidade tanto da fauna quanto da flora. A população que vivia na área foi removida, incluindo comunidades tradicionais, como os indígenas da etnia Avá-Guarani.
A Usina de Itaipu recebe turistas desde 1977 e, segundo dados oficias, mais de 27 milhões de pessoas já visitaram as suas instalações. O Complexo Turístico de Itaipu, como é chamado o circuito realizado durante as visitações, inclui:
Além das visitas turísticas, que podem ser feitas individualmente ou em grupo, as instituições de ensino, como escolas e universidades, também podem agendar visitas educacionais na hidrelétrica de Itaipu.
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Créditos das imagens
[2] Vinicius Bacarin/ Shutterstock
Fontes
Itaipu Binacional. Disponível em: https://www.itaipu.gov.br/.
KRÜGER, Helena; FERNANDES, Mayla; FÁVARO, Bruno; BUDEL, Cario. Terras sagradas X usina hidrelétrica: como construção da Itaipu causou 'apagamento violento' de indígenas do Paraná. G1, 30 out. 2025. Disponível em: https://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2025/10/30/historico-e-impacto-construcao-usina-hidreletrica-itaipu.ghtml.
LUCIO, Viviane. O legado da Usina Binacional de Itaipu. Revista Com Ciência, n. 184, dez. 2016. Disponível em: https://comciencia.br/dossies-73-184/web/handler46df.html?section=9&reportagem=1262.
REDAÇÃO. Em 27 de outubro de 1982 o Lago de Itaipu chegava ao limite. Prefeitura Municipal de Guaíra, 27 out. 2017. Disponível em: https://www.guaira.pr.gov.br/noticias/noticiaAntiga/4158.
Turismo Itaipu. Disponível em: https://turismoitaipu.com.br/.
Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/brasil/o-impasse-sobre-usina-itaipu.htm