Os animais marinhos são uma enorme diversidade de organismos que habitam os oceanos, os quais cobrem aproximadamente 71% da superfície da Terra. Esses animais pertencem a diferentes grupos zoológicos, como poríferos, cnidários, moluscos, artrópodes, equinodermos e cordados, apresentando grande variedade de formas, de tamanhos e de modos de vida.
Apesar da grande diversidade, os animais marinhos compartilham adaptações que lhes permitem sobreviver no ambiente marinho. Muitos possuem corpos hidrodinâmicos, que facilitam a locomoção na água, além de estruturas especializadas para a respiração, como as brânquias dos peixes. Outros, como baleias, golfinhos e tartarugas marinhas, respiram por pulmões e precisam subir periodicamente à superfície. Esses animais também desenvolveram mecanismos para manter o equilíbrio da quantidade de água e de sais no organismo e para suportar diferentes níveis de pressão.
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Os animais marinhos abrangem desde animais como as esponjas-do-mar que são seres sésseis, ou seja, que vivem fixas ao substrato, até animais como a baleia-azul, que pode nadar de 65 a 70 km por dia. Além disso, os animais marinhos ocupam desde a superfície dos oceanos até as regiões mais profundas, apresentando diferentes características e adaptações a esses ambientes. Os cientistas estimam que existam 2,2 milhões de espécies de animais e de plantas marinhos, mas menos de 250.000 foram nomeadas.
Esses animais compartilham adaptações que lhes permitem sobreviver no ambiente marinho. Muitos possuem corpos hidrodinâmicos, em formato semelhante a um torpedo, o que reduz a resistência da água e torna a locomoção mais eficiente.
Por conta da alta quantidade de sal na água do mar, os animais marinhos precisam manter o equilíbrio hídrico e salino, ou seja, a quantidade de sal e de água que entra e que sai do corpo. Entre os mecanismos de regulação e de prevenção da perda osmótica de água, estão rins especializados e as brânquias. Os camarões de água salgada, por exemplo, mantêm a concentração interna de sal mais baixa do que a do oceano. Para evitar a desidratação, eles bebem água do mar constantemente e excretam o excesso de sais através das brânquias.
Animais que vivem em grandes profundidades possuem mecanismos para suportar os níveis de pressão da coluna d'água. Um exemplo muito conhecido é o do peixe-bolha, que possui um corpo gelatinoso e uma musculatura menos densa, por isso, dependem da pressão à água para manterem sua forma. Ao serem trazidos à superfície, onde a pressão é bem menor, eles colapsam e perdem sua forma.
Animais marinhos móveis também possuem mecanismos de flutuação para que possam manter sua profundidade na coluna d'água, sem flutuar para a superfície nem afundar. A maioria dos peixes ósseos possui bexiga natatória, um órgão que fica cheio de gás. Os peixes alteram a quantidade de ar em suas bexigas natatórias para aumentar ou para diminuir seu peso e, assim, controlar sua flutuação.
Além disso, muitos animais marinhos possuem estruturas especializadas para a respiração, como as brânquias dos peixes. As brânquias retiram o oxigênio dissolvido na água à medida que ela passa por suas superfícies, onde ocorrem as trocas gasosas. Na maioria dos peixes, esse fluxo de água é mantido pelo bombeamento realizado pela boca e pelo opérculo (placa óssea que protege as brânquias), permitindo a respiração mesmo quando estão parados. Entretanto, algumas espécies, como o atum e diversos tubarões, dependem da natação contínua para manter a água em movimento sobre as brânquias e para garantir a oxigenação do sangue.
Outros animais, como baleias, golfinhos e tartarugas marinhas, respiram por pulmões e precisam subir periodicamente à superfície. As tartarugas marinhas mergulham por 20 a 40 minutos para procurar comida, mas podem ficar submersas por várias horas enquanto dormem. Isso é possível pois as tartarugas possuem altas concentrações de hemoglobina e glóbulos vermelhos no sangue, bem como de mioglobina nos músculos, o que aumenta a capacidade de armazenamento de oxigênio durante os mergulhos. Além disso, as tartarugas conseguem, por exemplo, reduzir a frequência cardíaca e realizar uma vasoconstrição periférica durante o mergulho, de forma a reduzir suas taxas metabólicas, fazendo com que elas consumam o oxigênio mais lentamente.
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O maior animal marinho do mundo é a baleia-azul, podendo ter mais de 30 metros de comprimento e pesar mais de 150 toneladas. O maior exemplar de baleia-azul já encontrado, segundo o Animal Diversity Web (ADW) da Universidade de Michigan, pesava 190 toneladas e media 33,5 metros. Somente a língua de uma baleia azul pode pesar mais do que um elefante, e seu coração pode ser do tamanho de um carro pequeno.
A alimentação das baleias-azuis é baseada em krills, que são pequenos crustáceos parecidos com camarões, e, devido ao seu grande tamanho, um animal adulto pode consumir cerca de 3,5 toneladas de krill por dia.
A expectativa de vida média das baleias-azuis é estimada em cerca de 80 a 90 anos. Porém, atualmente, encontra-se ameaçada de extinção devido à caça comercial.
O animal mais venenoso do mundo é a vespa-do-mar (Chironex fleckeri), também conhecida como água-viva-caixa. O veneno é composto por uma série de toxinas que atacam os glóbulos vermelhos, gerando efeitos no coração, no sistema nervoso e nas células da pele. Uma única picada pode causar uma parada cardíaca e matar um ser humano adulto em minutos.
A vespa-do-mar pertence ao grupo dos Cnidaria e pode ser encontrada principalmente nas águas rasas da Austrália e do Sudeste Asiático. Ela possui um corpo transparente em forma de cubo e até 60 finos tentáculos que podem chegar a até 3 metros de comprimento.
Cada tentáculo possui milhares de cnidócitos, células especializadas utilizadas na captura de presas e na defesa contra predadores. No interior de cada cnidócito encontra-se o nematocisto, uma cápsula que funciona como um mecanismo de disparo. Quando o cnidócito é estimulado pelo toque ou por substâncias químicas liberadas pela presa, o nematocisto dispara rapidamente um filamento dotado de espinhos que perfuram ou que se fixam ao organismo da presa, injetando seu veneno.
As vespas-do-mar se alimentam de camarões e de pequenos peixes e usam seus tentáculos para imobilizar as presas. O único predador desse animal é a tartaruga-verde, que não é afetada pelo veneno por conta de sua carapaça grossa.
Créditos de imagem
[1] Gustavo Abrahim / Wikimedia Commons (reprodução)
[2] Mdomenan / Wikimedia Commons (reprodução)
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Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/animais/animais-marinhos.htm