O ex-presidente da República Juscelino Kubitscheck foi morto pela ditadura, afirma relatório da Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP). A conclusão do documento indica que o político não teria sido vítima de um acidente automobilístico.
Em apuração da Folha de S. Paulo, o relatório que foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão, será examinado por demais conselheiros do colegiado e votado em um encontro do grupo. O estudo, que conta com 5 mil páginas, tem como referência um inquérito civil conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) entre 2013 e 2019.
Segundo Ana Paula Aguiar, autora de História, Filosofia e Sociologia do Sistema de Ensino pH, esse relatório representa uma mudança histórica muito significativa na forma como o Brasil interpreta o próprio passado.
"Mais do que discutir apenas um acidente, o relatório amplia a compreensão sobre o alcance da repressão política durante o regime militar e reforça a ideia de que até figuras extremamente populares e influentes poderiam ser alvo de perseguição."
Ana Paula Aguiar
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Quanto aos desdobramentos do estudo feito pela Comissão sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Ana Paula menciona a revisão oficial da certidão de óbito, novos debates públicos sobre memória e justiça histórica.
Além disso, a professora enfatiza também que essa conclusão tende a fortalecer as discussões sobre violência de Estado no Brasil.
Para Ana Paula, o relatório reforça a importância da sociedade lançar um olhar crítico para seu próprio passado.
"Investigar violações e buscar a verdade, fortalece a democracia e a consciência coletiva. Países que enfrentam seu passado de forma séria e responsável tendem a construir relações mais maduras com os direitos humanos, a cidadania e a preservação da memória histórica."
Ana Paula Aguiar
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Confira um resumo sobre Juscelino Kubitschek, segundo o professor de História Daniel Neves:
Juscelino Kubitschek veio de uma família humilde e formou-se em Medicina, em Belo Horizonte.
Ingressou na política na década de 1930, chegando a ser eleito deputado federal.
Foi nomeado para ser prefeito de Belo Horizonte em 1940.
Em 1951, assumiu o governo de Minas Gerais.
Em 1956, assumiu a presidência do Brasil e seu governo procurou promover o desenvolvimento econômico do país pela industrialização.
Morreu em 1976, devido a um acidente de carro. Muitos falam que o acidente dele foi forjado por agentes da ditadura.
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Por Lucas Afonso
Jornalista
Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/noticias/jk-morto-ditadura-relatorio-analise-historiadora/3133029.html