Quando o assunto é doação de órgãos, muitas dúvidas ainda persistem, principalmente no que diz respeito à doação realizada por doador falecido. Diante da importância do tema, separamos alguns mitos e verdades sobre a doação de órgãos que te ajudarão a conhecer melhor o processo de doação e a entender a importância desse ato.
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MITO: Não é necessário deixar nenhum documento expressando a vontade de doar os próprios órgãos. Para doação é necessário apenas o consentimento da sua família, portanto, a vontade deve ser expressa aos seus parentes, para que eles, no momento correto, autorizem a doação.
VERDADE: Quando morremos, vários órgãos podem ser doados e, desse modo, ajudar pessoas que deles necessitam. Uma única pessoa pode, ao doar órgãos e tecidos, ajudar pelo menos 10 pessoas a melhorarem sua qualidade de vida ou até mesmo garantirem sua sobrevivência.
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MITO: O coma e a morte encefálica são duas situações muito distintas e bem reconhecidas pelas equipes médicas. Para que a morte encefálica seja declarada, é importante que vários critérios sejam seguidos e que seja comprovada a inatividade do encéfalo também por meio de exames. A avaliação é feita por dois médicos diferentes, e cada avaliação é feita com um intervalo mínimo de seis horas. A morte encefálica diferencia-se do coma, pois nessa última situação observa-se a atividade cerebral.
MITO: O corpo do doador de órgãos é completamente preparado após a doação para que seja devolvido sem deformidades para os seus familiares. Vale salientar que é considerado crime, pela Lei nº. 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, deixar de recompor o cadáver, devolvendo-lhe aspecto condigno, para sepultamento ou deixar de entregar ou retardar sua entrega aos familiares ou interessados.
VERDADE: Na doação em vida, o doador pode escolher para quem seu órgão será doado, entretanto, quando a doação ocorre após a morte, os órgãos serão doados para receptores que aguardam em uma lista única de espera. Vale salientar que, em vida, você pode realizar a doação para um familiar de até quarto grau ou o cônjuge. A doação para pessoas sem esses vínculos dependerá de autorização judicial.
MITO: A compra e venda de órgãos é proibida por lei em nosso país. De acordo com a Lei nº. 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, é crime comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano. A pena é de reclusão, de três a oito anos, e multa, de 200 a 360 dias-multa. Ainda de acordo com a lei, incorre na mesma pena quem promove, intermedeia, facilita ou aufere qualquer vantagem com a transação.
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VERDADE: Idosos também podem doar órgãos. O que determina se uma pessoa pode ou não doar um órgão é a sua saúde e não sua idade. Assim sendo, não existe limite de idade para doar.
MITO: No Brasil temos uma lista de espera única, na qual estão cadastradas pessoas que necessitam de órgãos e tecidos. A posição do paciente na lista é determinada, entre outros critérios, pela urgência do transplante e o tempo que a pessoa espera por esse órgão. A condição financeira, nesses casos, não é avaliada.
VERDADE: A doação de órgãos não gera custos para a família do doador. Vale destacar que a família também não receberá nenhum tipo de pagamento pela doação.
MITO: De acordo com a Lei nº. 9.434, de 4 de fevereiro de 1997, é vedada a remoção post mortem de tecidos, órgãos ou partes do corpo de pessoas não identificadas.
Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/biologia/10-mitos-e-verdades-sobre-a-doacao-de-orgaos.htm