Barbarismo é um vício de linguagem e, portanto, é uma incorreção no uso da língua, já que se desvia das regras da gramática normativa. O barbarismo pode ser ortoépico (pronúncia errada): “adevogado”; prosódico, quando trocamos a sílaba tônica da palavra: “rúbrica” em vez de “rubrica”; gráfico ou flexional, quando cometemos um erro ortográfico, como, por exemplo, escrever “analizar” em vez de “analisar”, ou fazemos conjugação equivocada do verbo: “se eu ver” em vez de “se eu vir”.
Por fim, o barbarismo também pode ser semântico, quando se faz uso de uma palavra com sentido equivocado: “Está com o mandato de prisão”. Nesse caso, “mandado” é o correto, sendo “mandato” referente a um cargo político.
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O barbarismo é um vício de linguagem. Mas o que é um vício de linguagem? É uma incorreção, ou seja, o uso da língua (falada ou escrita) que contraria alguma regra da gramática normativa. Os gramáticos consideram o vício de linguagem como um defeito. Cometer um vício de linguagem significa que você não domina as regras da língua ou é uma pessoa descuidada ao usá-la.
Existem vários tipos de vícios de linguagem. Um deles é o barbarismo, que consiste no uso equivocado de certas palavras. O erro pode estar na pronúncia, na grafia ou no significado. Por exemplo, se alguém diz ou escreve “adevogado” (com “e” depois do “d”) em vez de “advogado” (forma gramaticalmente correta), essa pessoa pratica um barbarismo.
Quando ocorre erro de pronúncia, tais como:
Quando ocorre erro de prosódia, isto é, quando, ao pronunciar uma palavra, trocamos a sua sílaba tônica:
Quando ocorre erro de ortografia, isto é, escrevemos uma palavra ou expressão de forma errada:
Além disso, a conjugação incorreta de um verbo é um barbarismo:
Quando o significado da palavra não condiz com o uso que estamos fazendo dela:
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Questão 1
Analise este enunciado:
Estou atrasado porque havia engarrafamento e fiquei preso no tráfico.
Na frase, é possível identificar o seguinte tipo de barbarismo:
A) Ortoépico.
B) Prosódico.
C) Gráfico.
D) Semântico.
Resolução: Alternativa D.
Na frase, o correto é utilizar a palavra “tráfego” (trânsito de veículos) em vez de “tráfico” (comércio ilegal). Assim, há um erro semântico, já que o sentido da palavra não condiz com o que a pessoa quer expressar.
Questão 2
Analise os seguintes enunciados:
I- A frase está incorreta, ratifique-a.
II- O côndor é um pássaro gigante.
III- Eu medo cerca de 1,90 de altura.
Apresenta barbarismo a(s) frase(s)
A) I apenas.
B) II apenas.
C) III apenas.
D) I e II apenas.
E) I, II e III.
Resolução: Alternativa E.
Em “A frase está incorreta, ratifique-a”, temos um barbarismo semântico, pois o correto é usar “retifique”. Já em “O côndor é um pássaro gigante”, a palavra “condor” é oxítona e não paroxítona, de forma que temos um barbarismo prosódico. Por fim, em “Eu medo cerca de 1,90 de altura”, há uma flexão incorreta do verbo “medir” (o correto é “meço”), sendo um barbarismo ortográfico ou flexional.
Fontes
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 40. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2024.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da língua portuguesa. 49. ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2020.
SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática: teoria e prática. 26. ed. São Paulo: Atual Editora, 2001.
Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/barbarismo.htm