Afinal, o que são os fótons? Fótons são as partículas elementares constituintes da luz, porém antigamente essa concepção dos fenômenos luminosos era um pouco diferente e foi se modificando com o passar do tempo.
Segundo o físico inglês Isaac Newton (1643-1727), a luz era composta por partículas corpusculares, pequenas esferas que colidiam com as superfícies e sofriam reflexão e refração. Anos mais tarde, com os estudos do eletromagnetismo e as contribuições do físico escocês James Clerk Maxwell (1831-1879), a luz foi entendida como uma onda eletromagnética, isto é, uma combinação de campos elétricos e magnéticos variáveis que se propagam no espaço.
No início do século XX, com o desenvolvimento da mecânica quântica, entrou em cena um conceito revolucionário para a Física, o conceito da quantização. Quando uma grandeza é encontrada apenas em múltiplos inteiros de uma quantidade elementar (denominada quantum), diz-se que ela é quantizada. Com essa ideia, o físico alemão Albert Einstein (1879-1955) propôs que a radiação eletromagnética deveria ser quantizada e a quantidade elementar que definia a luz era o fóton.
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Os fótons são as partículas elementares da luz. A seguir, conheça suas características.
A mecânica quântica, com base nas soluções da equação de Schrödinger, obtém que a energia dos sistemas físicos microscópicos é quantizada, ou seja, é discretizada para certos valores, e não contínua como se pensava antigamente. Baseado nessas ideias de quantização, o físico teórico alemão Albert Einstein (1879-1955), para entender o fenômeno do efeito fotoelétrico, batizou os quanta da energia luminosa de fóton.
Esse conceito pode ser entendido como sendo pequenos “pacotes” que transportam a energia contida nas radiações eletromagnéticas. Sendo \(h = 6{,}63 \cdot 10^{-34} \ \text{J/s}\) a constante de Planck e f a frequência do fóton, a energia de cada fóton é dada pela seguinte fórmula:
E = h ⋅ f
Segundo essa definição, a quantidade mínima de energia que uma onda eletromagnética deve possuir corresponde ao produto h ⋅ f, e qualquer valor de energia para uma radiação eletromagnética deve ser um múltiplo inteiro desse produto.
\(p = \frac{h}{\lambda} \)
Os fótons de origem estelar, como os que vêm do Sol e iluminam e aquecem o planeta Terra, surgem das reações de fusão nuclear que ocorrem no núcleo da estrela, na qual, devido à alta pressão e temperatura, os núcleos atômicos leves se fundem, formando núcleos mais pesados e liberando fótons em todas as direções.
Já os fótons originados por dispositivos criados pelos homens, como as lâmpadas incandescentes, funcionam com base em um fenômeno físico que ocorre em seu interior, onde existe um pequeno filamento de tungstênio. Quando uma corrente elétrica passa por ele, aquece os átomos que o compõem, gerando fótons de comprimento de onda do visível, ou seja, a típica luz da lâmpada. Durante esse processo, grande parte da energia elétrica é transformada em calor. Isso pode ser notado pela elevação da temperatura nas proximidades de uma dessas lâmpadas quando acesa.
Outro tipo de lâmpada que não perde tanta energia em calor são as lâmpadas fluorescentes, constituídas por um tubo que tem em seu interior um par de eletrodos nos seus extremos, um gás de baixa pressão e mercúrio.
Quando uma corrente elétrica é estabelecida na lâmpada, em razão de o gás ser de baixa pressão, ele passa a conduzir eletricidade. As moléculas de mercúrio, então, chocam-se com os elétrons provenientes dos eletrodos, e esse choque produz a excitação e a ionização dos átomos.
Após essa excitação, os elétrons retornam ao seu estado fundamental de energia e emitem fótons com a frequência da luz visível.
No nível microscópico, uma partícula quântica como o fóton revela uma propriedade de onda ou de partícula, dependendo do experimento que estiver sendo realizado. Se o experimento for, por exemplo, o da dupla fenda de Young, a luz apresenta propriedades ondulatórias devido às difrações e interferências das ondas.
Porém, se a mesma partícula estiver envolvida em um experimento como o do efeito fotoelétrico ou do efeito Compton, ela apresenta a propriedade de partícula, transferindo momento e energia para outras partículas. Assim, a luz pode ser entendida, simultaneamente, das duas maneiras, como onda (onda eletromagnética) e como partícula (fóton).
Do ponto de vista ondulatório, os fótons podem ser entendidos como ondas eletromagnéticas. Sendo assim, todo tipo de onda eletromagnética (ou radiação eletromagnética) é um tipo diferente de fóton. Dessa forma, podemos ordenar os tipos de fótons segundo o comprimento de onda ou a frequência correspondente com base no chamado espectro eletromagnético, que abrange desde as ondas de rádio até os raios gama:
Enquanto o fóton é a partícula elementar da luz que tem massa e não tem carga elétrica, o elétron é uma partícula elementar com massa não nula, carga elétrica negativa e é a partícula que está presente na eletrosfera dos átomos, “orbitando” o núcleo atômico e sendo o principal componente das ligações químicas e da corrente elétrica.
Ambos podem interagir, transferindo momento e energia, como no efeito fotoelétrico e o efeito Compton. Além disso, se um elétron se aproximar de sua antipartícula, o pósitron (praticamente um elétron de carga elétrica positiva), ambos se aniquilam, formando um fóton de alta energia. A melhor descrição dessas interações envolvendo elétrons e fótons é descrita pela formulação da eletrodinâmica quântica.
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Fontes
CARUSO, Francisco; OGURI, Vitor. Física Moderna: Origens Clássicas e Fundamentos Quânticos. 2 ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2016.
HALLIDAY, David; RESNICK, Robert; WALKER, Jearl. Fundamentos da Física: Óptica e Física Moderna (vol. 4). 9 ed. Rio de Janeiro, RJ: LTC, 2012.
NUSSENZVEIG, Herch Moysés. Curso de física básica: Óptica, Relatividade e Física Quântica (vol. 4). 2 ed. São Paulo: Editora Blucher, 2014.
Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/index.php/o-que-e/fisica/o-que-sao-fotons.htm