Consoantes são os fonemas produzidos por meio da obstrução parcial ou total da corrente de ar pela cavidade bucal. Elas podem ser nasais, orais, surdas, sonoras, oclusivas, constritivas, bilabiais, labiodentais, alveolares, linguodentais, palatais e velares. O alfabeto da língua portuguesa tem 21 consoantes.
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Consoantes são fonemas produzidos por meio da obstrução da passagem da corrente de ar pela boca.
O alfabeto português tem 21 consoantes: “b”, “c”, “d”, “f”, “g”, “h”, “j”, “k”, “l”, “m”, “n”, “p”, “q”, “r”, “s”, “t”, “v”, “w”, “x”, “y” e “z”.
As consoantes podem ser: nasais, orais, surdas, sonoras, oclusivas, constritivas, bilabiais, labiodentais, alveolares, linguodentais, palatais, e velares.
As consoantes são fonemas em cuja produção o ar que passa pela boca encontra obstáculos ou impedimentos. A depender da posição dos lábios ou da língua, o obstáculo pode ser parcial ou total. Essa interferência é o que caracteriza, portanto, uma consoante.
O alfabeto português tem 21 consoantes.
As consoantes da língua portuguesa são 21: “b”, “c”, “d”, “f”, “g”, “h”, “j”, “k”, “l”, “m”, “n”, “p”, “q”, “r”, “s”, “t”, “v”, “w”, “x”, “y” e “z”.
Importante: A maioria dos dicionários considera a letra “h” como consoante. Contudo, o gramático Evanildo Bechara entende que ela “não é propriamente consoante, mas um símbolo que, em razão da etimologia e da tradição escrita do nosso idioma, se conserva no princípio de várias palavras e no fim de algumas interjeições”.
Ao fazermos a classificação das consoantes, utilizamos os fonemas em vez das letras.
Nasais: são apenas três, ou seja, /m/ (medo), /n/ (nata), /ŋ/ (banha).
Orais: todas as demais consoantes.
Surdas: /p/ (pato), /t/ (tela), /k/ (casa), /f/ (feliz), /s/ (sela, ceder, passo, exceção, crescer, próximo), /ʃ/ (chuva, xerife).
Sonoras: /b/ (bando), /d/ (dedo), /g/ (gato), /v/ (vela), /z/ (azarado, virose), /ʒ/ (corja, geleia), /l/ (livro), /λ/ (ilha), /r/ (madeira), /R/ (relva, morto, carrinho, ser), /m/ (macarrão), /n/ (neto), /ŋ/ (assanhar).
Oclusivas: /p/ (pelo), /b/ (bola), /t/ (teto), /d/ (dúvida), /k/ (calar), /g/ (gala).
Constritivas fricativas: /f/ (fritar), /v/ (vigiar), /s/ (suco, acontecer, massificar, exceção, crescer, máximo), /z/ (zumbido, casar), /ʃ/ (fechar, xampu), /S/ (Cristo, contexto, más, traz), /ʒ/ (janela, gente).
Constritivas laterais: /l/ (solidão), /λ/ (velha).
Constritivas vibrantes: /r/ (parada), /R/ (risada, pardo, carranca, ter).
Bilabiais: /m/ (minuto), /b/ (bule), /p/ (panaca).
Labiodentais: /f/ (feijão), /v/ (verdade).
Linguodentais: /d/ (doar), /t/ (tênis).
Alveolares: /s/ (sondar, anoitecer, pássaro, exceção, decrescer, máximo), /z/ (zelo, alisar), /l/ (luto), /r/ (recado), /n/ (nulo).
Palatais: /ʃ/ (chifre, xérox), /ʒ/ (gengibre, jipe), /λ/ (malhação), /ŋ/ (tenha).
Velares: /k/ (catar), /g/ (galinha), /R/ (roer, sarda, carroça, poder).
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Consoantes |
Vogais |
Formadas por uma corrente de ar que encontra obstáculos ao passar pela cavidade bucal. |
Formadas por uma corrente de ar vibrante com livre passagem pela cavidade bucal. |
Fonemas surdos e sonoros. |
Fonemas sonoros. |
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Questão 1
Assinale a alternativa em que todas as palavras têm uma consoante nasal.
A) Palito, roleta, portuguesa.
B) Mistério, natação, sardinha.
C) Vaidade, loja, literário.
D) Festividade, sacudir, raridade.
E) Palhaço, zebu, chapéu.
Resolução:
Alternativa B
São consoantes nasais: /m/ (mistério), /n/ (natação) e /ŋ/ (sardinha).
Questão 2
Todas as alternativas abaixo apresentam palavras que têm consoante constritiva fricativa, EXCETO:
A) freguesia, veleidade, samambaia.
B) conhecer, massa, excesso.
C) recrudescer, auxílio, zombar.
D) leitura, telhado, romano.
E) maisena, achar, xadrez.
Resolução:
Alternativa D
São consoantes constritivas fricativas: /f/ (freguesia), /v/ (veleidade), /s/ (samambaia, conhecer, massa, excesso, recrudescer, auxílio), /z/ (zombar, maisena), /ʃ/ (achar, xadrez). Assim, apenas os termos “leitura”, “telhado” e “romano” não apresentam consoantes constritivas fricativas.
Fontes
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
NICOLA, José de; INFANTE, Ulisses. Gramática contemporânea da língua portuguesa. 15. ed. São Paulo: Scipione, 1999.
SACCONI, Luiz Antonio. Nossa gramática: teoria e prática. 26. ed. São Paulo: Atual Editora, 2001.
Fonte: Brasil Escola - https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/consoantes.htm