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Desidratação

Saúde na escola

A desidratação ocorre quando a quantidade de água no corpo cai de maneira em que não há equilíbrio entre o que entra e o que é perdido.
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A água que entra em nosso corpo, seja na sua forma líquida, seja por meio dos alimentos, é eliminada por diversos processos fisiológicos, tais como respiração, transpiração, urina e fezes. Existe, no entanto, um equilíbrio entre o que é ingerido e o que é eliminado para que o corpo permaneça em funcionamento. A desidratação pode ser definida como a diminuição acentuada da quantidade de água disponível em nosso corpo, o que ocasiona um desequilíbrio.

Causas da desidratação

As causas da desidratação são diversas, destacando-se as perdas gastrointestinais, como diarreia e vômitos, as perdas pela pele, ocasionadas, por exemplo, por queimaduras e sudorese, perdas pelo sistema genital e urinário e a ingestão insuficiente de água.

Algumas perdas de água ocorrem normalmente sem causar problemas, como é o caso da respiração e da transpiração. Entretanto, em dias quentes ou ao praticar exercícios, essas perdas podem tornar-se acentuadas. Assim sendo, é importante ficar atento à hidratação durante os dias de calor e ao realizar algumas atividades físicas.

Sinais e sintomas da desidratação

Logo no início da desidratação, quando uma pessoa perde, em média, 2% do peso corpóreo, inicia-se a sensação de sede. No início também é comum a fraqueza, sonolência e a fadiga. Com a diminuição da quantidade de água, as mucosas ficam secas, assim como a pele, que também perde a sua elasticidade.

Nos casos mais graves de desidratação, há também febre, ausência de urina, taquicardia, hipotensão postural (queda de pressão quando a pessoa está sentada e levanta-se ou está deitada e senta-se), pulso fraco, ofuscação da visão, lentidão na compreensão e até mesmo o coma e a morte. Esse último caso ocorre quando a pessoa apresenta perda de 15% do peso corpóreo.

Tipos de desidratação

A perda de água normalmente é acompanhada da perda de eletrólitos. A análise da relação entre a água perdida e a quantidade de eletrólitos permite a classificação em três tipos de desidratação:

- Desidratação isotônica: Tipo mais comum de desidratação, ocorre quando água e sais minerais são perdidos na mesma proporção. Esse tipo de desidratação é comum em casos de vômitos, diarreias e hemorragias.

- Desidratação hipertônica: Ocorre quando se perde mais água do que eletrólitos. Esse tipo de desidratação acontece, por exemplo, com diabéticos, pessoas que fazem uso de diuréticos e aquelas que ingerem pouca quantidade de água.

- Desidratação hipotônica: Ocorre quando mais sais são perdidos do que água. Esse tipo de desidratação, que é o mais grave, é comum quando há transpiração elevada, desnutrição e quando a reposição de líquidos é feita apenas com água.

Tratamento da desidratação

O tratamento da desidratação depende do grau de acometimento do paciente, além do tipo de desidratação apresentada. Normalmente o tratamento é feito pela administração de água ou soluções aquosas salinas via oral, intravenosa ou subcutânea. No caso da administração oral, pode-se oferecer água na forma livre, na forma de bebidas, como sucos, ou alimentos com grande quantidade de água.

Prevenção da desidratação

A desidratação pode ser prevenida com atitudes bastante simples. Veja algumas dessas formas de prevenção:

- Tomar pelo menos dois litros de água diariamente, principalmente em dias quentes;

- Hidratar-se quando realizar atividades físicas;

- Hidratar-se quando estiver com problemas como vômitos e diarreias. Nesse caso, é importante ingerir uma solução oral de hidratação para que sais também sejam repostos;

- Lavar bem os alimentos e as mãos para evitar problemas gastrointestinais.


Por Ma. Vanessa dos Santos

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Desidratação"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/saude-na-escola/desidratacao.htm>. Acesso em 21 de julho de 2017.

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