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Açúcar na Alimentação – Diabetes e Obesidade

Saúde na Escola

O consumo em excesso do açúcar (sacarose) é um dos principais causadores do aumento da obesidade e de doenças, como o diabetes, entre os jovens brasileiros.
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Semana de Mobilização Saúde na Escola (que ocorreu em 05 a 09 de março de 2012) do Ministério da Saúde teve por um dos objetivos promover modos de vida e alimentação adequada e saudável para os jovens atendidos por essa campanha.

Uma das principais mudanças foi quanto ao excesso de açúcar na alimentação, pois ele é um dos grandes aliados para o aparecimento da diabetes e o aumento da obesidade entre os brasileiros. Pesquisas feitas entre 2008 e 2009 pela POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), mostram que 61,3% da população consome açúcar de forma exagerada e há um baixo consumo de arroz, feijão, frutas e hortaliças.

Isso deve ser seriamente considerado no caso das crianças, pois a introdução precoce de açúcar e outros alimentos que contenham açúcar ou que necessitam da adição de açúcar na sua preparação podem levar à obesidade. Por exemplo, leite com achocolatado, mingau, bolacha doce e recheada, que têm sabor agradável, agradam as crianças e, como elas estão formando seus hábitos alimentares, pode levá-las ao consumo em grande quantidade, elevando assim o valor calórico total da dieta e o risco de sobrepeso e obesidade.

Crianças consumindo alimentos com muito açúcar

Por isso, é bom sabermos mais sobre qual é a constituição química do açúcar. Além disso, veja outros pontos que serão considerados na continuação desse texto:

  • O que é o chamado “açúcar invertido”?
  • O açúcar invertido pode ser usado no lugar do açúcar comum para quem tem diabetes?
  • Diet ou light, qual não contém açúcar?
  • Constituição química do açúcar:

O açúcar comum, que é o açúcar de cana, é na verdade a sacarose (C12H22O11), que é um dissacarídeo, resultante da união de dois monossacarídeos com a eliminação de uma molécula de água. Os dois monossacarídeos que dão origem à sacarose são a α-glicose e a frutose, que possuem a mesma fórmula molecular (C6H12O6), sendo diferenciadas apenas pelo fato de que a glicose possui um grupo aldeído e a frutose um grupo cetona em sua estrutura, quando suas cadeias estão abertas.

Síntese de formação da sacarose

  • Açúcar invertido:

A sacarose é um polímero natural da classe dos glicídios, isto é, compostos com função mista do tipo poliálcool-aldeido ou poliálcool-cetona ou compostos que, por sofrerem hidrólise, dão poliálcool-aldeido e/ou poliálcool-cetona. Esse último é o caso da sacarose, pois quando ela sofre hidrólise, ou seja, reage com a água, formam-se duas moléculas de oses, que são exatamente a glicose e a frutose. Visto que essa é a reação inversa de sua formação, o resultado da mistura de glicose e frutose é denominado açúcar invertido.

O açúcar invertido tem várias aplicações pela indústria, pois a frutose do açúcar invertido faz com que ele seja mais doce que a sacarose, com isso, pode-se utilizar uma menor quantidade do produto em doces, bombons e outros alimentos, diminuindo os gastos. O açúcar invertido também é mais solúvel em água do que a sacarose, sendo então utilizado em geleias, bombons ou frutas em calda, com a finalidade de não cristalizar, mas permanecer no estado líquido.

Assim, ele não é aconselhável para os diabéticos, pois contém glicose e o diabético deve evitar normalmente alimentos que aumentem o nível de glicose no sangue. Além disso, sempre ficam vestígios da sacarose nessa mistura, isto é, ainda tem açúcar comum.

É verdade que alguns diabéticos consomem alimentos com esse açúcar invertido, porém, cada pessoa tem uma situação diferente que deve ser tratada e conversada com o seu médico, em especial um nutricionista.

Desse modo, muitas pessoas diabéticas ou que querem perder peso acabam recorrendo aos produtos diets ou lights, mas qual é a diferença entre esses termos? E qual é indicado em cada caso?

  • Diets ou lights

Esses dois tipos de produtos são importantes aliados contra a obesidade, hipertensão e diabetes, porém, isso não significa que todos devem ser usados indiscriminadamente. Veja o que significa cada termo e quais devem ser usados em cada caso.

Diferença entre diet e light

O termo Diet é usado na maioria das vezes como sinônimo de retirada de algum nutriente que pode ser o açúcar ou outros como o sódio, gorduras e alguns aminoácidos. Assim, para você lembrar com facilidade, pense no seguinte: a palavra diet lembra “dieta”, pois é um alimento cuja composição original teve alguma substância “retirada” e que serve às dietas especiais com restrições. Assim, é necessário olhar o rótulo e ver qual componente foi retirado. Se foi retirado o açúcar, será, portanto, indicado para diabéticos e não para quem é obeso e quer emagrecer, pois mesmo não tendo açúcar, esses alimentos podem ser calóricos.

Por exemplo, um chocolate diet é indicado para quem tem diabetes, pois seu açúcar é substituído por adoçantes. Porém, como se muda a estrutura do alimento, são adicionadas mais gorduras para manter a textura habitual do chocolate; por isso não é indicado para obesos.

Já os produtos light não são, necessariamente, indicados para pessoas que apresentam algum tipo de doença, mas sim para quem quer emagrecer, pois são alimentos que apresentam uma redução mínima de 25% em determinado nutriente ou calorias, comparado com o alimento convencional. Lembre-se que light lembra a palavra “leve”.

No entanto, deve-se sempre olhar o rótulo, pois também há a possibilidade, de se acrescentarem outras substâncias para manter a aparência do produto. Por exemplo, no queijo light se retira gordura, no entanto, aumenta-se a quantidade de sal. Por isso, pessoas com hipertensão não podem se alimentar desses produtos.

Para escolher se consumirá o alimento diet ou light é necessário verificar o rótulo


Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

FOGAçA, Jennifer Rocha Vargas. "Açúcar na Alimentação – Diabetes e Obesidade"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/saude-na-escola/acucar-na-alimentacao-diabetes-obesidade.htm>. Acesso em 09 de dezembro de 2016.

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