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A redação empresarial – aspectos pertinentes

Redação

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No mundo dos negócios não há tempo a perder. Assim sendo, acreditamos que nessa prerrogativa resida a importância de as empresas estarem cada vez se aprimorando mais quanto aos requisitos exigidos para a contratação de seus funcionários, sobretudo a competência em comunicar-se de forma adequada e objetiva. Prova disso são as redações – as quais constituem parte do processo seletivo.    

Sabemos que memorandos, relatórios, comunicados e cartas comerciais fazem parte das atividades desenvolvidas dentro de uma empresa, uma vez que possibilitam a formalização da escrita. Elas representam, portanto, o registro formal da correspondência interna ou externa ou o registro de uma situação profissional.

Como dito anteriormente, vale mencionar que o interlocutor não dispõe de tempo para decifrar possíveis truncamentos estabelecidos mediante uma comunicação que não se realizou de forma plena, o que implica tão somente na perda de excelentes oportunidades por parte do empresário. Por essa razão, faz-se necessário que o redator esteja apto a proceder de forma adequada, ou seja, pronto a desenvolver suas habilidades em relação ao ato de redigir, levando-se em consideração os pormenores estabelecidos pela linguagem em referência. Ao desenvolver bem tal procedimento, o funcionário ajuda a criar uma imagem positiva da empresa.  

Nesse sentido, o artigo em pauta tem por objetivo discorrer acerca de alguns pontos relevantes que demarcam a redação empresarial, pois mesmo que os textos que a representem obedeçam a uma unificação, vale lembrar que tal padronização foi alvo de algumas alterações simplificadoras. Assim, para termos ciência de tais mudanças, a finalização dos textos tidos como oficiais, regulada em 1937, apresentava 15 padrões, e atualmente há somente duas. Quando a disputa no mercado comercial tornou-se um tanto quanto acirrada, em meados de 1980, as empresas tenderam a criar um diferencial, sobretudo no que se refere ao estilo da linguagem.


Mediante tal pressuposto, o que se pode notar é que a clareza e a precisão no discurso revelam-se como fatores primordiais. Para tanto, há que se observar que antes de tudo o texto precisa estar claro, retratado por uma linguagem simples, porém culta. Sendo assim, algumas dicas são bastante eficazes, tendo em vista os recorrentes “desvios”, como por exemplo, as redundâncias, os chavões, as expressões em desuso, entre outros fatores, que acabam interferindo de forma direta na qualidade da mensagem. Eis, pois, alguns casos representativos:

* Vimos pela presente comunicação / Vimos por meio desta..., sendo que o mais recomendável é entrar diretamente no assunto. 

* Inteiramente à disposição de nossos clientes..., uma vez que “somente à disposição de nossos clientes” já é o bastante.

* Chegamos a uma conclusão que... , quando o correto é somente dizer “concluímos que...”

* No caso das datas, o recomendável é que sejam assim expressas: São Paulo, 7 de outubro de 2009.

* Quanto à saudação final, vale lembrar que devemos utilizar “respeitosamente” em se tratando de autoridades superiores ao destinatário, e “atenciosamente” no caso de hierarquias iguais ou inferiores a ele.

* No espaço reservado à assinatura, não é necessário colocar mais o traço para demarcá-la, por isso perceba o exemplo:


(Fulana de tal)
Chefe do Departamento Pessoal


 Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

DUARTE, Vânia Maria Do Nascimento. "A redação empresarial – aspectos pertinentes "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/redacao/a-redacao-empresarial-aspectos-pertinentes.htm>. Acesso em 30 de setembro de 2016.

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