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Olavo Bilac

Literatura

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Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac nasceu em dezembro de 1865 no Rio de Janeiro. Incentivado pelo pai cursou Medicina, mas abandonou o curso no último ano. Iniciou o curso de Direito em São Paulo, contudo, foi outra faculdade que não conseguiu finalizar. A partir de então, o escritor dedicou-se ao jornalismo e à literatura.

Em 1896, foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. Envolveu-se com os preceitos republicanos e nacionalistas. É autor do “Hino à Bandeira” escrito em 1889. Por fazer sátiras ao governo de Floriano foi exilado em Ouro Preto, Minas Gerais.

Em conjunto com Raimundo Correia e Alberto de Oliveira forma a tríade Parnasiana brasileira. É o autor mais popular do Parnasianismo e tem como princípios: a busca por perfeição na forma de escrever (versos alexandrinos); a exaltação pelos poemas épicos da Antiguidade Clássica (Ilíada), o forte lirismo; a inovação nos temas filosóficos de meditação; o descritivismo e nacionalismo, além de linguagem com conotação sensual, como é o caso do poema “Sarças de fogo”.

Bilac teve uma vida voltada à participação na vida política, o que não o influenciou na subjetividade de sua literatura. Em sua militância, iniciou campanhas cívicas a favor da alfabetização e serviço militar obrigatório. Viveu uma vida solitária de muitas viagens à Europa, o que possivelmente o fez refletir sobre a realidade sócio-política do Brasil, ao comparar as transformações entre os países.

O poeta faleceu em dezembro, dois dias depois de completar 53 anos, em 1918 na sua cidade natal.

Veja o trecho do poema “Via Láctea” – Soneto XIII

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto,
E abro as janelas, pálido de espanto...

E conversamos toda a noite enquanto
A via láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E ao vir do Sol, saudoso e em pranto
Inda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Têm o que dizem, quando estão contigo?"

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas."

Obras: Poesias: Paóplias, Via Láctea e Sarças do Fogo (1888), Sagres (1898), Poesias infantis (1904); Tarde (1919).

Prosa: Crítica e fantasia (1904); Tratado de versificação (1905).

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

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Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

VILARINHO, Sabrina. "Olavo Bilac "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/olavo-bilac.htm>. Acesso em 23 de julho de 2016.

Eça de Queiroz nasceu em Portugal no dia 25 de novembro de 1845. Faleceu aos 54 anos, em Paris, no dia 16 de agosto de 1900
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