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Eça de Queiroz

Literatura

Eça de Queiroz é um dos maiores representantes da literatura portuguesa. O crime do Padre Amaro e O primo Basílio são duas de suas mais representativas obras.
Eça de Queiroz nasceu em Portugal no dia 25 de novembro de 1845. Faleceu aos 54 anos, em Paris, no dia 16 de agosto de 1900
Eça de Queiroz nasceu em Portugal no dia 25 de novembro de 1845. Faleceu aos 54 anos, em Paris, no dia 16 de agosto de 1900
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Eça de Queiroz é um dos maiores representantes da literatura portuguesa. A grandiosidade de sua obra não ficou restrita aos domínios de Portugal, pois o escritor alcançou, por meio de seus livros, outras partes do mundo, principalmente o Brasil. Por aqui, seus títulos são populares, e muitos deles receberam adaptação para televisão e cinema, o que comprova a grande ligação entre Eça e o leitor brasileiro.

Biografia de Eça de Queiroz

A sintonia entre o escritor e o Brasil não é obra do acaso ou apenas culpa do idioma em comum: Eça de Queiroz é filho de uma portuguesa e um brasileiro. Seu avô, José Joaquim de Queiroz e Almeida, refugiou-se no Rio de Janeiro na época das lutas liberais, e foi durante esse período, no ano de 1820, que o pai do romancista nasceu. Eça nasceu na Póvoa do Varzim, Portugal, no dia 25 de novembro de 1845. Estudou Direito na Universidade de Coimbra, assim como seu pai. Foi durante os estudos que conheceu outro importante nome da literatura portuguesa, o escritor Antero de Quental. Começou a publicar seus primeiros textos na revista “Gazeta de Portugal”, já mostrando seu alinhamento com a escola realista portuguesa. Formou-se em 1866 e exerceu a profissão de advogado e jornalista em Lisboa, tendo dirigido o periódico O Distrito de Évora e colaborado em publicações periódicas como a Feira da Ladra, A imprensa e Ribaltas e Gambiarras.

Em 1870, enquanto trabalhou como administrador do concelho de Leiria, escreveu sua primeira novela realista, um de seus maiores sucessos como escritor: O crime do Padre Amaro, obra publicada em 1875. Dois anos antes, em 1873, ingressou na carreira diplomática, atuando como cônsul de Portugal na capital cubana, Havana. Foi em Londres, contudo, que sua carreira literária tomou forma, pois foi entre os anos de 1874 e 1878, enquanto representava Portugal nas cidades de Newcastle e Bristol, que escreveu seus mais importantes livros. Em 1888 foi nomeado cônsul em Paris, época em que travou grande amizade com o escritor brasileiro, maior representante do Parnasianismo, Olavo Bilac.

Casou-se em 1885, aos quarenta anos, com Emília de Castro, com quem teve quatro filhos. Faleceu aos 54 anos, em Paris, no dia 16 de agosto de 1900. Sua morte causou grande comoção não só em Portugal, mas também no Brasil, país com o qual sempre manteve estreitas relações. Sua obra permanece viva e atual, cativando leitores ao redor do mundo com sua prosa inigualável.

Características da obra de Eça de Queiroz

A obra de Eça de Queiroz pode ser estudada a partir da compreensão de três diferentes fases. A primeira revela um escritor ainda muito influenciado pelo romantismo português, porém atento à escola realista. Na segunda fase, suas narrativas já estão alinhadas ao Realismo e nesse período escreveu seus mais importantes títulos, entre eles O crime do Padre Amaro, O Primo Basílio e Os Maias. Na terceira e última fase, o realismo deu lugar para textos mais imaginativos que testaram os limites do estilo literário.

O crime do Padre Amaro é considerado por muitos estudiosos o marco inicial do Realismo em Portugal. Suas críticas à sociedade, ao clero e também ao próprio país foram vistas com reservas pelo público e pela academia. No Brasil, Machado de Assis, que ainda não havia feito a transição do Romantismo para o Realismo, foi um de seus maiores críticos. Contudo, é inegável a influência que a linguagem irônica de Eça exerceu na segunda fase da carreira de Machado de Assis, considerado o maior representante do Realismo brasileiro e também o maior nome de nossa literatura.

Eça de Queiroz foi jornalista, advogado e cônsul, mas foi a literatura que o imortalizou como um dos mais importantes escritores de Portugal
Eça de Queiroz foi jornalista, advogado e cônsul, mas foi a literatura que o imortalizou como um dos mais importantes escritores de Portugal

Bibliografia de Eça de Queiroz

  • O Mistério da Estrada de Sintra (1870);

  • O Crime do Padre Amaro (1875);

  • A Tragédia da Rua das Flores (1877-78);

  • O Primo Basílio (1878);

  • O Mandarim (1880);

  • As Minas de Salomão (1885);

  • A Relíquia (1887);

  • Os Maias (1888);

  • Uma Campanha Alegre (1890-91);

  • Correspondência de Fradique Mendes (1900);

  • A Ilustre Casa de Ramires (1900);

  • A Cidade e as Serras (1901, póstumo);

  • Contos (1902, póstumo);

  • Prosas Bárbaras (1903, póstumo);

  • Cartas de Inglaterra (1905, póstumo);

  • Ecos de Paris (1905, póstumo);

  • Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, póstumo);

  • Notas contemporâneas (1909, póstumo);

  • Últimas páginas (1912, póstumo);

  • A Capital (1925, póstumo);

  • O Conde de Abranhos (1925, póstumo);

  • Alves & Companhia (1925, póstumo);

  • Correspondência (1925, póstumo);

  • O Egipto (1926, póstumo);

  • Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, póstumo);

  • Eça de Queirós entre os seus - Cartas íntimas (1949, póstumo).


Por Luana Castro
Graduada em Letras

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PEREZ, Luana Castro Alves. "Eça de Queiroz"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/literatura/eca-queiroz.htm>. Acesso em 21 de novembro de 2017.

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