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Para, Pra e Para com

Gramática

Para, Pra e Para com representam expressões recorrentes, mas aplicáveis em circunstâncias distintas.
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Para com, para e pra: eis três modalidades de expressões que compartilham das nossas interações linguísticas do cotidiano. A exemplo dessas ocorrências, referimo-nos aos seguintes exemplos, somente a título ilustrativo:

Pra quem as encomendas foram entregues?

Dando um prazo maior para a entrega da pesquisa, estarei sendo justa para com toda a turma.

Aprimorar seus conhecimentos é necessário para o aprimoramento da sua competência linguística.

No que tange à preposição para, uma vez concebida como uma das poucas que se revelam sem autonomia fonética e, portanto, átona, deve ser integralmente pronunciada, sobretudo, em se tratando de situações específicas de interlocução, como é o caso da modalidade escrita da linguagem. Dessa forma, aplicamos tal postulado ao terceiro dos enunciados.

No que se refere ao primeiro caso ilustrativo, demonstrando se tratar de uma linguagem informal, aquela vivenciada no dia a dia, constatamos o uso de tal preposição sob a forma reduzida (pra). Nesse sentido, sobretudo tendo em vista o contexto em questão (ora demarcando uma situação coloquial), cabe ressaltar que o uso se torna perfeitamente aceitável. Outra situação, que também a ela se destina, é a chamada licença poética, destinada a artistas, poetas, enfim, pois ao se utilizarem de tais recursos, mesmo que esses transgridam o padrão formal da linguagem, a intenção é justamente conferir ênfase à mensagem que ora proferem.

Por último, temos que o segundo dos enunciados revelam situações ditas extremamente formais, nas quais se manifestam o chamado discurso tenso, ou seja, aquele em que o emissor está aplicando de forma bastante consciente as regras padrões do sistema linguístico, haja vista que são também recorrentes, mesmo que em se tratando de contextos bastante específicos, constituídos de um tom mais erudito.

Munidos de tais percepções, constatamos que as três modalidades são aplicáveis, desde que façamos a distinção entre as situações as quais requisitam tais usos.


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

DUARTE, Vânia Maria Do Nascimento. "Para, Pra e Para com"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/gramatica/para-pra-para-com.htm>. Acesso em 26 de maio de 2016.

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