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Por que há tantos terremotos no Chile?

Geografia

Os terremotos no Chile justificam-se pela posição geográfica do território do país, que se situa em uma área de elevada tensão tectônica.
Edifício danificado pelo terremoto do Chile em 2010
Edifício danificado pelo terremoto do Chile em 2010
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O Chile vem sendo o palco para a ocorrência de inúmeros desastres naturais, com destaque para os terremotos. E essa história não é recente. Em 1960, ocorreu na cidade chilena de Valdívia o maior terremoto já registrado, com 9,5º na Escala Richter, que vai de 1º a 10º. No mês de abril de 2014, um novo terremoto voltou a atingir o país, dessa vez na cidade de Iquique, na região norte do país.

Mas eis que surge a grande questão: por que há tantos terremotos no Chile?

A explicação encontra-se na localização do país, que deu o azar de se situar em uma zona de encontro entre duas placas tectônicas, a de Nazca e a Sul-Americana. Essas estão em movimentos opostos, ou seja, estão chocando-se e, por isso, causando, além dos terremotos, ondas de vulcanismos e a formação de cadeias montanhosas em toda costa oeste da América do Sul.

Zonas de tensão geológica da América do Sul
Zonas de tensão geológica da América do Sul

Os terremotos surgem a partir da liberação da energia acumulada entre alguns pontos de encontro entre duas placas tectônicas. Com essa liberação, as placas reacomodam-se na litosfera e propiciam a ocorrência dos abalos sísmicos.

Funciona assim: quando elas se chocam, a mais leve (no caso a Placa Sul-Americana) passa a “deslizar” sobre a mais pesada (Nazca). No entanto, em razão da resistência das rochas gerada pela força de atrito em alguns pontos, o movimento das placas trava, mas a força que propicia o movimento continua a ser exercida. Quando isso acontece, vai acumulando energia nessa zona de “travamento” e, com o passar dos tempos, essa energia armazenada é tamanha que a resistência das rochas não é mais suficiente para contê-la, provocando a reacomodação brusca e, consequentemente, os terremotos.

Esquema explicativo do terremoto do Chile
Esquema explicativo do terremoto do Chile

Quanto maior a força de movimentação das placas e quanto maior o tempo da tensão, maior a quantidade de energia acumulada e, dessa forma, mais intensos são os terremotos. No caso dos dois terremotos de abril de 2014, a intensidade atingiu, respectivamente, 8,2º e 7,8º na Escala Richter.

Confira a seguir a história dos terremotos do Chile, com a lista dos principais casos e suas intensidades. Além desses, centenas de outros de menor intensidade ou com menores consequências também ocorreram.

1730 – cidade de Valparaíso – magnitude 8,7 – número de mortos não registrado;

1868 – província de Arica – magnitude 9,0 – 25 mil mortos;

1906 – cidade de Valparaíso – magnitude 8,2 – 3.800 mortos;

1928 – cidade de Talca – magnitude 7,6 – 225 mortos;

1939 – comuna de Chillán – magnitude 7,8 – 28 mil mortos;

1943 – cidades de Illapel e Salamanca – magnitude 8,2 – 30 mortos;

1960 – cidade de Valdívia – magnitude 9,5 – 2.000 mortos;

1965 – cidade de La Ligua – magnitude 7,4 – 400 mortos;

1985 – cidade de Valparaíso – magnitude 7,8 – 177 mortos;

2005 – cidade de Tarapacá – magnitude 7,8 – 11 mortos;

2010 – proximidade da cidade de Concepción – magnitude 8,8 – 400 mortos;

2014 – cidade de Iquique – magnitudes 7,8 e 8,2.


Por Rodolfo Alves Pena
​Graduado em Geografia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PENA, Rodolfo F. Alves. "Por que há tantos terremotos no Chile?"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/por-que-ha-tantos-terremotos-no-chile.htm>. Acesso em 23 de setembro de 2017.

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