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Capitalismo Financeiro

Geografia

O capitalismo financeiro corresponde à parte especulativa do sistema econômico, transformando valores monetários e títulos de ações em mercadorias.
O capitalismo financeiro envolve especulações em torno de juros, dívidas e ações empresariais
O capitalismo financeiro envolve especulações em torno de juros, dívidas e ações empresariais
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O Capitalismo Financeiro – também conhecido como Capitalismo Monopolista – é a fase do sistema capitalista caracterizada pelo crescimento da especulação financeira em torno de ações de empresas, juros, títulos de dívidas e outras formas de crédito que se transformaram em mercadorias, sendo comercializadas como tais. Diz-se que sua origem foi gradativa e ocorreu ao longo do final do século XIX e início do século XX, estendendo-se até os dias atuais.

Podemos compreender que o marco para a consolidação do Capitalismo Financeiro foi o gradativo processo de transformação das empresas em ações, ou seja, a fragmentação dos títulos dessas empresas em várias ações que são comercializadas livremente. Os detentores da maior parte desses documentos, os sócios majoritários, são os que tomam as principais decisões, bem como aqueles que acumulam a maior parte do lucro dessas empresas.

Outro fator importante referente à expansão do mercado financeiro foi a maior participação dos bancos, que se tornaram os maiores financiadores das empresas por meio de empréstimos ou investimentos diretos. Assim, o sistema bancário tornou-se muito próximo do industrial, constituindo uma complexa relação de complementaridade.

Assim, podemos considerar que um marco desse fenômeno no processo econômico foi a bolsa de valores, que se tornou o principal símbolo do Capitalismo Financeiro. É na bolsa de valores que são negociadas as ações e os investimentos em empresas e por empresa, envolvendo negócios que envolvem a especulação de possíveis lucros futuros em relação a investimentos imediatos, o que é um fator de risco.

Não por acaso, a maior crise da história do capitalismo foi marcada justamente pela quebra de uma bolsa de valores, no caso a de Nova Iorque, no ano de 1929, quando o sistema liberal entrou em colapso. Ainda hoje, quando as bolsas de valores de várias partes do mundo apresentam sucessivas quedas, a economia torna-se o centro das preocupações por parte da população e dos governos.

O fato de essa fase do capitalismo também ser chamada de “monopolista” refere-se ao processo de concentração de capitais e de mercado nas mãos de poucas empresas. Afinal, a comercialização de direitos e ações sobre indústrias e instituições provoca a compra de uma marca pela outra, que passa a controlar parte do mercado. Assim, quando um grupo econômico passa a controlar várias empresas que, não necessariamente, atuam no mesmo segmento, diz-se que esse grupo formou uma holding.

Um exemplo de holding é a Ambev, que controla várias empresas ligadas ao ramo de bebidas. Outro exemplo é a Pepsico, que controla empresas de vários ramos alimentícios, entre outros inúmeros casos. Essas holdings passam a controlar o mercado ou pelo menos grande parte dele, fazendo com que muitos considerem essa prática uma forma de monopólio ou oligopólio.

Além da formação e expansão das holdings, observa-se também a fusão entre empresas, o que chamamos de trustes. Um exemplo de truste é a união entre os bancos Itaú e Unibanco, ou, mais antigamente, entre a empresa sueca Electrolux e a brasileira Prosdócimo, essa última incorporada à primeira. Outro caso foi a união entre a Sadia e a Perdigão, além de muitos outros exemplos.

Capitalismo Informacional

Há diversos autores que afirmam ter surgido uma nova fase do sistema capitalista, o Capitalismo Informacional. Esse termo foi elaborado pelo sociólogo espanhol Manuell Castells e difundiu-se rapidamente como uma nova forma estrutural que se expandiu em substituição ao sistema financeiro.

No entanto, podemos considerar que o Capitalismo Financeiro e o Informacional são duas formas econômicas que coexistem atualmente. O segundo surgiu a partir das necessidades do primeiro. Afinal, com os avanços nos meios de transporte e comunicação, o sistema financeiro expandiu-se por todo o mundo, passando a exigir cada vez mais das tecnologias novas formas de interação e comercialização, além de transferências de capitais e informações em tempo real.


Por Me. Rodolfo Alves Pena

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PENA, Rodolfo F. Alves. "Capitalismo Financeiro"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/geografia/capitalismo-financeiro.htm>. Acesso em 17 de dezembro de 2017.

Questão 1

Leia a notícia a seguir e assinale a alternativa correta.

Microsoft compra divisão de celulares da Nokia por cerca de R$ 17 bilhões

A Microsoft anunciou, no fim da noite de segunda-feira (2), que fechou a compra da divisão de aparelhos celulares da Nokia, além de patentes, por € 5,44 bilhões (aproximadamente R$ 17 bilhões), num momento em que as duas empresas lutam para recuperar a relevância no mercado de tecnologia [...].

O negócio põe nas mãos da Microsoft o fabricante mais relevante dos aparelhos que equipam seu sistema operacional para dispositivos móveis, o Windows Phone. As empresas iniciaram, em fevereiro de 2011, parcerias em telefones celulares [...].

A expectativa das empresas é que o negócio esteja concluído no primeiro trimestre de 2014. O acordo depende da aprovação dos acionistas e de órgãos de defesa da concorrência.

A Nokia, empresa de 148 anos, passa a se resumir, agora, basicamente a uma empresa de equipamentos de telecomunicações.

O negócio entre Microsoft e Nokia não é o primeiro a envolver um gigante da tecnologia e um fabricante de celulares. Em 2011, o Google anunciou a aquisição da Motorola Mobility, numa estratégia de impulsionar o uso de seu sistema operacional Android.

Folha de São Paulo, 03/09/2013.

O texto acima reflete uma das principais características do Capitalismo Financeiro, que é:

a) divisão de tarefas e atribuições entre diferentes empresas, a fim de dinamizar a economia e gerar empregos.

b) união voluntária entre duas empresas de ramos diferentes a fim de expandir o mercado consumidor.

c) fusão entre empresas, a fim de ampliar a produção e ampliar o alcance produtivo, prática conhecida como truste.

d) renovação do sistema produtivo, em que uma empresa compra outra a fim de abandonar o seu tipo de produto e ingressar em um novo ramo da economia.

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