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Forno Micro-ondas

Física

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Forno micro-ondas ou forno de micro-ondas é um aparelho muito conhecido por facilitar e agilizar o preparo de alimentos para o consumo humano ou dos animais. O aquecimento ocorre em razão de uma radiação eletromagnética de 2.450 MHz, radiação essa que aumenta a agitação das moléculas de água dos alimentos, aquecendo-os de forma quase uniforme e de fora para dentro, já que as ondas eletromagnéticas se localizam na parte externa dos alimentos.

O forno de micro-ondas surgiu por um mero acaso. Por volta dos anos de 1946, nos Estados Unidos, o engenheiro eletrônico Percy Spencer teve a ideia de utilizar as micro-ondas na cozinha para facilitar no preparo dos alimentos. Spencer trabalhava em uma empresa fabricando magnetrons para aparelhos de radar. Certo dia ele colocou uma barra de chocolate no bolso da calça e foi trabalhar. Enquanto ele trabalhava num aparelho de radar ativo percebeu que a barra que estava no bolso da sua calça havia derretido. Spencer sabia que as micro-ondas geravam calor, assim supôs que essas ondas tinham escapado do tubo de magnetron e acabaram por atingir a barra de chocolate. Intrigado com o fato de o chocolate derreter com o calor gerado pelas ondas magnéticas e não sentir tal calor, ele resolveu fazer um experimento. Comprou milho de pipoca e colocou o pacote na frente do tubo de magnetron. Resultado: em poucos instantes as pipocas estavam estourando. Depois dessa experiência ele ainda resolveu fazer uma nova experimentação, colocou um ovo cru dentro de um pote com um buraco e deixou o mesmo voltado para o tubo de magnetron. O resultado foi a explosão do ovo. Percy Spencer concluiu que o ovo cozinhara de dentro para fora e estourara em razão da pressão.

O ovo cozinhou rapidamente e, mediante o acontecimento, o engenheiro eletrônico pensou que se esse aquecimento acontecia com o ovo poderia acontecer com os outros alimentos. Ao perceber que poderia fazer o mesmo com outros alimentos, tratou de fazer com que se pudesse obter o máximo de proveito das micro-ondas. Isso não foi difícil, pois naquela época o magnetron já estava muito desenvolvido. Assim, em 1952, surgiu o primeiro forno de micro-ondas.

O forno que Spencer inventou não funciona à base de radiação nuclear, pois as micro-ondas não são radioativas, tecnicamente são chamadas de radiação não ionizante. Elas pertencem ao mesmo grupo das ondas de rádio e da própria luz, no entanto, possuem um tamanho bem menor.

Funcionamento

O funcionamento do forno de micro-ondas ocorre da seguinte forma:
No interior do aparelho existe uma onda eletromagnética de frequência igual a 2.450 MHz que é gerada por um magnetron e irradiada por um ventilador de metal, que fica localizado na parte superior do aparelho, para o interior do mesmo. Através do processo de ressonância as moléculas de água existentes nos alimentos absorvem essas ondas, as quais fazem aumentar a agitação das mesmas, provocando assim o aquecimento dos alimentos de fora para dentro, veja o esquema abaixo:

O forno de micro-ondas não atua de forma uniforme sobre todo o alimento, sendo por esse motivo que em alguns casos aparecem pontos mais escuros no alimento que está sendo aquecido. O prato giratório que esses fornos possuem serve para garantir uma distribuição mais uniforme da radiação eletromagnética sobre todo alimento. As ondas eletromagnéticas possuem certa dificuldade para penetrar em meios materiais, por esse motivo ela aquece de fora para dentro, agitando as moléculas de água e de gordura das camadas mais externas com mais intensidade que as camadas mais internas do alimento.

O forno micro-ondas é como qualquer outro forno, a única diferença dele para os fornos convencionais é que ele aquece os alimentos através da propagação da radiação eletromagnética em seu interior.

Por Marco Aurélio da Silva

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

SANTOS, Marco Aurélio Da Silva. "Forno Micro-ondas"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/fisica/forno-microondas.htm>. Acesso em 25 de julho de 2016.

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