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Herpes-zóster

Doenças e patologias

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O herpes-zóster, também chamado de cobreiro, é causado pelo mesmo vírus da catapora: o herpes-vírus varicela-zoster, e só ocorre em pessoas que já tiveram essa doença. O que acontece é que, mesmo após a cura da catapora, o vírus ainda permanece no organismo, de forma latente, em terminais nervosos.

Assim, apesar de as pessoas que já foram acometidas pela catapora estarem imunes a reincidências, em situações nas quais a imunidade se apresenta comprometida, há a possibilidade do vírus se reativar, provocando o herpes-zóster. Pessoas de idade mais avançada, transplantados, soropositivos, com deficiências imunológicas, em situação de estresse ou em processo de quimioterapia, estão mais propensos a adquirir essa doença.

As regiões do pescoço, face, entre as costelas e da cintura para baixo, são as mais frequentemente afetadas. Ela se apresenta avermelhada e com pequenas bolhas, dispostas em faixas, acompanhando o nervo. Em quase todos os casos, manifesta-se somente de um lado do corpo.

O paciente tende a sentir bastante dor e, em alguns casos, formigamento. Tais sintomas costumam aparecer poucos dias antes do surgimento das lesões, algumas vezes juntamente com febre, mal-estar e dor de cabeça. O comprometimento dos nervos afetados é uma complicação que pode ocorrer, provocando dores persistentes (neuralgia pós-herpética), por muito tempo, mas que na maioria das vezes cessa de forma espontânea, em até um ano. Caso ocorra na cabeça e/ou pescoço, o herpes-zóster pode provocar cegueira, se afetar o nervo responsável pela visão; ou mesmo encefalite, se o cérebro for atingido.

Para aquelas pessoas que já foram vacinadas contra a catapora, os riscos de adquirir o herpes-zóster é mínimo e, caso ocorra, os sintomas são muito mais brandos. Há também uma vacina específica para o zóster, mas ainda não é amplamente utilizada no Brasil.

Pata tratamento é imprescindível o acompanhamento médico. Embora as lesões tendam a curar naturalmente, em até quinze dias, pode ser necessário o uso de remédios para aliviar os sintomas ou mesmo acelerar o processo de cicatrização das mesmas.

É imprescindível evitar o contato com as feridas, já que isso pode propiciar a contaminação de outras pessoas e também provocar infecções bacterianas secundárias.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.


Por Mariana Araguaia
Graduada em Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

ARAGUAIA, Mariana. "Herpes-zóster"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/doencas/herpes-zoster.htm>. Acesso em 27 de setembro de 2016.

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