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Febre maculosa

Doenças e patologias

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A febre maculosa foi reconhecida pela primeira vez em 1896 no vale do rio Snake, nos Estados Unidos. É uma infecção aguda causada por uma bactéria denominada Ricketsia prowazkii, sendo o homem infectado após a picada de carrapato que possua a bactéria em suas glândulas salivares. O carrapato transmissor principal é o hematófago da espécie Amblyomma cajennense, conhecido como carrapato-estrela, micuim, carrapato-de-cavalo, carrapato-rodoleiro ou picaço e é encontrado em bois, cavalos, cães, ratos e capivara, principal reservatório.

A doença é transmitida para homens e animais, sendo por isso uma zoonose. A bactéria que gera a doença é intracelular e não sobrevive muito tempo fora de um hospedeiro. No Brasil, os casos estão principalmente em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Pernambuco.

Os sintomas incluem febre, dores nos músculos, cefaleias, calafrios, desânimo, erupções cutâneas, congestão das conjuntivas, petéquias, hemorragias, podendo ocorrer necrose no local de extravasamento de sangue. Agitação psicomotora, tosse, queda da pressão sanguínea, náuseas, vômito, falta de apetite e diarreia também podem ocorrer.

O tratamento é efetuado com antibióticos e deve ser rápido, pois a febre maculosa pode atacar o sistema nervoso central, comprometer órgãos como rins e pulmões, ocasionar a paralisia parcial das pernas e gangrena, levando a óbito.

Para prevenir-se é necessário verificar sempre o corpo a fim de retirar os carrapatos, evitando contrair a doença, pois é necessário pelo menos 4 horas para o carrapato iniciar a transmissão. Controlar as populações de carrapatos, usar roupas fechadas e claras em áreas onde há grande incidência de carrapatos, tomar banho de água quente com bucha vegetal, roçar o pasto e não espremer o carrapato com a unha evitam a contaminação. O diagnóstico é feito por análise do soro sanguíneo e não existe vacina nem mesmo exames de rotina.
 

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.


Por Giorgia Lay-Ang
Graduada em Biologia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

ARAGUAIA, Mariana. "Febre maculosa "; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/doencas/febre-maculosa.htm>. Acesso em 28 de agosto de 2016.

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Saúde e Bem-estar Febre
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