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Pirâmide Etária da População Brasileira

Geografia do Brasil

A evolução da pirâmide etária vem apontando para um gradual envelhecimento da população brasileira.
A população brasileira está ficando mais velha
A população brasileira está ficando mais velha
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A expressão Pirâmide Etária refere-se a um gráfico utilizado para identificar a população de um dado país ou região, agrupando os habitantes em faixas de idade e dividindo-os por sexo. O motivo dessa denominação advém do fato de que, quando na criação desse tipo de informação, todos os países (mesmo os desenvolvidos) apresentavam a população estruturada em formato piramidal. Apesar de isso não ser mais verdadeiro, a expressão permaneceu.

Em linhas gerais, à medida que os países vão se desenvolvendo, o formato de pirâmide desfaz-se, indicando uma queda nas taxas de natalidade e mortalidade. Em outras palavras, à medida que um país se desenvolve, a sua população vai ficando mais velha.

Com o Brasil não é diferente. Seguindo o que ocorreu outrora com os países centrais ou desenvolvidos e acompanhando nações emergentes (como México, Rússia e África do Sul), a base da pirâmide populacional brasileira vem diminuindo, enquanto a porção superior vem se alargando, indicando a queda na taxa de natalidade e o aumento da qualidade e da expectativa de vida da população do país. Observe a evolução da população entre 1980 e 2010 nos gráficos abaixo:

Em 1980, a população mais jovem era predominante
Em 1980, a população mais jovem era predominante *

A partir da década de 1990, os habitantes entre 0 e 4 anos foram diminuindo
A partir da década de 1990, os habitantes entre 0 e 4 anos foram diminuindo *

Em 2000, a população mais velha aumentou consideravelmente
Em 2000, a população mais velha aumentou consideravelmente *

No último Censo Demográfico, o Brasil já apresenta uma população adulta e não mais jovem
No último Censo Demográfico, o Brasil já apresenta uma população adulta e não mais jovem *

Até os anos 1980, o Brasil era considerado um país jovem, ou seja, o número proporcional de pessoas com faixas de idade inferiores era relativamente maior. No entanto, atualmente, assiste-se a um processo de amadurecimento dos habitantes do país e um consequente aumento da população mais velha. Antes, pessoas com mais de 80 anos era algo extremamente raro, atualmente isso vem se tornando cada vez mais comum.

Por que a população brasileira está envelhecendo?

Conforme já mencionamos acima, a população brasileira envelhece seguindo o mesmo ritmo que a maioria dos demais países em desenvolvimento, passando por estágios que as nações desenvolvidas já vivenciaram. Isso ocorre em função da elevação dos graus de urbanização e desenvolvimentos econômico e humano do país.

Ao longo do século XX o Brasil deixou de ser rural e passou a ser predominantemente urbano, apresentando atualmente mais de 85% da população vivendo em cidades com mais de 20 mil habitantes, segundo dados do Censo Demográfico de 2010. Além disso, em 2009, pela primeira vez, o Brasil passou a ter um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) considerado alto, ou seja, igual ou superior a 0,700 (em uma escala de 0,000 a 1,000).

Recentemente, o país vem também registrando elevados índices de crescimentos econômicos em comparação às demais economias do globo, representando um aumento do PIB (Produto Interno Bruto) e uma consequente elevação média dos investimentos em saúde e educação, apesar de tais gastos ainda serem considerados baixos frente aos padrões internacionais.

Todos esses fatores contribuem para a elevação do aumento da expectativa de vida da população. As taxas de natalidade, por sua vez, tendem a cair em função do aumento do planejamento familiar e da inclusão da mulher no mercado de trabalho, dentre outros motivos.

O que é melhor para o país: ser “jovem” ou “velho”?

Não é vantajoso para qualquer país ser muito jovem e, muito menos, ser muito velho. Isso se explica pelo fato de a maior parte da População Economicamente Ativa (PEA) situar-se em faixas intermediárias de idade. Assim, taxas de natalidade muito altas, por exemplo, diminuem a média de idade, sobrecarregando economicamente a população adulta, fato que se intensifica quando os investimentos em educação e saúde públicas são baixos.

Por outro lado, quando a população envelhece com o aumento da expectativa de vida e ocorre a diminuição brusca das taxas de natalidade, há novamente um sobrepeso sobre a PEA, uma vez que são os impostos pagos por essa população que manterão a previdência e a aposentadoria dos mais velhos. Vale a ressalva de que um dia esses mais velhos também já sustentaram os aposentados de sua geração, de forma que os seus direitos previdenciários não lhes pode ser negado.

Assim, é preciso encontrar sempre um ponto de equilíbrio entre o nível da população, que deve preferencialmente se manter como adulta, ou seja, nem muito velha e nem muito jovem, como é o caso da população brasileira na atualidade.

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* Dados: IBGE – Projeção da População


Por Rodolfo Alves Pena
Graduado em Geografia

Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:

PENA, Rodolfo F. Alves. "Pirâmide Etária da População Brasileira"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/piramide-etaria-populacao-brasileira.htm>. Acesso em 16 de dezembro de 2017.

Questão 1

“A dinâmica demográfica brasileira ilustra o acelerado crescimento ocorrido a partir de 1940 [...]. Esse processo foi contínuo até 1960, quando o crescimento populacional atingiu o ápice, com taxas médias de crescimento de quase 3% ao ano. A partir daquela década, elas começaram a declinar até atingir 1,6% no censo de 2000 – e continuam em queda”.

LUCCI, E. A. et. al. Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia Geral e do Brasil. Ensino Médio. Editora Saraiva, 2005. p.322.

Sobre as variações no crescimento da população brasileira, assinale a alternativa que NÃO aponta um dos motivos de sua involução recente.

a) Disseminação de métodos contraceptivos.

b) Inclusão da mulher no mercado de trabalho.

c) Intensificação do processo de urbanização.

d) Controle estatal sobre os índices gestacionais.

e) Difusão do planejamento familiar.

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